I, Frankenstein

Lançamento: 24 de janeiro de 2014
Com: Aaron Eckhart, Bill Nighy, Yvonne Strahovski
Gênero: Terror, Suspense, Ação

Antes de qualquer informação devo alerta-los que o filme não se trata sobre o clássico criado por Mary Shelley (1797 – 1851). O que poucos sabem é que o filme é a adaptação da HQ ‘I, Frankenstein’, de Kevin Grevioux, que também é ator e co-criador da saga Anjos da Noite e faz uma pontinha no filme.
Na cidade de Darkhaven, em 1795 o Dr. Victor Frankenstein cria um super-humano
com restos de tecidos, e órgãos de cadáveres. Após o sucesso de sua criação Victor vê diante sua descoberta os riscos que isso traria para a humanidade e
como seu ato poderia abalar o equilíbrio de séculos.
Victor acaba de criar a prova que vai contra todas as
crenças do homem. Ele foi capaz de criar outro homem, em uma versão mais
forte e mais veloz, uma criação melhor, daquela que Deus criou. Deparado com a desprezo e arrependimento de seu criador e por fim
abandonado para morrer, Frankenstein vive um grande dilema desde a sua existência.
Não saber onde no mundo ele se encaixa, já que não existia e nem existiria
mais de sua “espécie”. Dominado por raiva e vingança ele acaba matando a esposa
de Victor e por fim seu criador acaba morrendo quando o perseguia.



Ao voltar a sua cidade natal ele é atacado por demônios e é salvos por
Anjos Guardiões, impressionados por sua força sob humana e avaliando o quão útil
ele seria, os anjos o levam para sua líder, Leonore
que o batiza de Adam. E é ela que passa a ficar responsável pelo segredo da
criação de Adam, o diário de Victor.

Nas legendas do filme passado no cinema, o nome Adam foi mantido, o que foi um grande erro na minha opinião, pois a tradução do nome Adam para o português é Adão.
Que foi o primeiro homem criado por quem mesmo? Isso me deixou bem chateada, pois sem esta “simples” tradução, muita gente perdeu a analogia sobre a criação
do primeiro homem segundo a bíblia. Eu mesma só me dei conta  depois, após já ter assistido ao filme.

Mesmo após toda a hospitalidade de Leonore e seu clã, Adam que sempre
viveu nas sombras acaba indo embora. Ele, uma criatura sem alma, não era
humano, anjo ou um demônio. Por muito tempo viveu desacreditado da vida e sem propósitos
e assim continuaria e 200 anos se passaram. 

A introdução do filme é resumidamente assim, e ao decorrer dele vamos
vendo como ele lida com isso, e de que forma ele vai encontrar o seu caminho,
um proposito a seguir e de qual lado ele deve ficar e encontrar sua própria luz. Nesta adaptação as criaturas do submundo se misturam a criminosos, demônios
que se camuflam em pele de humanos, e anjos de assumem a forma de gárgulas. Sim, gárgulas! vou postar o significado delas de acordo com o Wikipédia
“Além de seu significado na arquitetura na idade média como desaguadouros, acredita-se que os gárgulas eram colocadas nas catedrais medievais para indicar que o demônio nunca dorme, exigindo a vigilância continua mesmo em locais sagrados.”
Adam sendo uma criatura sem alma desperta todo o interesse dos demônios e
acaba no meio desta batalha de imortais. Mas por que os demônios estariam interessados em uma criatura sem alma? Bem, aqueles
demônios que são mortos, são banidos permanentemente da terra, sendo assim, liderados por Naberius, eles descobrem um jeito de retornarem a vida e acabar com a existência dos guardiões voltando em corpos sem alma, como o de Adam. 

No fim, o filme foi bem corrido pela quantidade de conteúdo a ser explorado,
mas mesmo assim gostei, principalmente das cenas de ação. Toda a criação do
figurino dos gárgulas e suas armas, foi sensacional! Gostei também de como a história
clássica pode ser vista com outros olhos, tomando um rumo alternativo. Mas não posso
negar que alguns diálogos foram bem vagos, deixando algumas lacunas abertas.

Talvez o que tenha me incomodado mais é o personagem estar um tanto “sarado” no filme, o que nos leva a uma breve comparação ao Frankenstein do filme de 1931 interpretado por Boris Karloff. Maaaaas OK. Relevei contando que ter um monstro todo retalhado com peças de pele em cores diferentes e monossilábico seria mais do mesmo e não seria nem um pouco atrativo para os dias de hoje.
No entanto, o filme é bom deve agradar fãs da HQ e aqueles que procuram um filme de “fantasia 2.0” assim como eu, não foi um filme top e sensacional, mas me garantiu algumas horas de entretenimento. Como a resenha demorou um pouco para sair não sei ainda se o filme ainda está em cartaz, mas se tiver deem uma passadinha no cinema e bom filme!
Vou deixar AQUI o link que A Lions Gate disponibilizou da HQ digital sobre o filme.

rela
ciona
dos