A Menina que Roubava Livros – Crítica

09 mar, 2014 Por Lili Dalpizol

The Book Thief

Lançamento: 31 de Janeiro de 2014
Com: Geoffrey Hush, Emily Watson, Sophie Nélisse
Gênero: Drama

Adoro, simplesmente adoro os best-sellers que viram filmes. A minha lista é grande, começa (obviamente) em Harry Potter, Crepúsculo, Millennium, O Senhor dos Anéis, O Hobbit, Querido John, Água para Elefantes, A Última Música, O Diabo Veste Prada. Enfim, os favoritos são muitooos! Por esse motivo, estava ansiosa para assistir a adaptação de “A menina que roubava livros”, livro que eu li há alguns anos já, e vivi intensamente os momentos de pavor, tensão, medo, tristeza, alegria e satisfação da pequena Liesel Meminger (Sophie Nélisse). 
Gostaria de iniciar ressaltando o quanto acho interessante a narradora da história, que vem a ser… a morte! Exato, quem narra a história é a morte. E no filme, a voz é extremamente mórbida, passando um sentimento sombrio, e este sentimento era comum para os personagens, uma vez que passavam por um período de guerra.
A história passa-se durante a segunda guerra mundial, e com os nazistas atrás de comunistas, judeus, negros, etc., a mãe de Liesel (comunista) se vê obrigada a abrir mão da guarda dos 2 filhos (além de Liesel, há um irmão mais novo). Durante a viagem que levava os dois para seus novos pais, o irmão de Liesel adoece e falece. O enterro ocorre em uma das paradas do trem, e a paixão de Liesel por livros inicia neste dia, quando encontra o livro do Coveiro, com instruções de enterros. Sua paixão tem apenas um problema, ela não sabe ler nem escrever.

                        

Chegando na casa dos novos pais, Liesel desde o início se relacionou muito melhor com o “papa” Hans Hubermann (Geoffrey Hush), do que com a “mama” Rosa Hubermann (Emily Watson, não, não é parente de Emma Watson!) que ela mesma descreveu “parece ter algum problema, pois está sempre gritando”. A amizade com o pequeno Rudy Steiner (Nico Liersch) foi natural. Os dois passavam muito tempo juntos, iam a escola, brincavam na rua, enfim… best´s! Hans começa a ensinar Liesel a ler e escrever, e sua paixão pela leitura torna-se incomparável. Não se dando por satisfeita com os livros que tem em casa, começa a roubar livros da casa do prefeito da cidade, que tem uma enorme biblioteca.

Certo dia, um desconhecido chega à casa de Liesel, e é acolhido pelos seus pais. Max Vandenburg, é um judeu, e no passado, Hans ficou devendo um favor ao pai de Max. Liesel torna-se amiga de Max rapidamente, devido a quantidade de coincidências que os cercam. Como Max vive no porão da pequena casa, adoece gravemente, ficando desacordado por vários dias. Durante todos esses dias, Liesel leu diversas histórias para Max, sem ter certeza que o rapaz acordaria. Até que enfim, acordou. Porém, a estada de Max na casa, não durou muito mais, pois com os nazistas cada vez mais perto, e o risco a que toda família estava exposta, fez com que Max decidisse ir embora, para a tristeza de todos na casa.
Ao longo de sua jornada, a pequena Liesel encontra a morte por três vezes. A morte sempre ficou muito impressionada com a jovem, e ansiava pelos encontros. Liesel passou por muito sofrimento em sua vida, muitas perdas e tristezas. Quando ela pensou estar sozinha, ela encontrou amizade e carinho, que eu considero uma das mensagens mais tocantes do filme. Não importa quão ruim a situação possa estar, sempre tem pessoas dispostas a nos ajudar. Assim como a pequena Liesel. Encontrou amor, carinho, paternalismo, enfim, coisas que ela pensou não encontrar mais após a separação de sua família.
Comparando o livro com a adaptação, achei que foi muito convincente. Obviamente não ficou perfeito, pois acho impossível de passar para duas horas, 480 páginas de um livro. Alguns aspectos poderiam ter sido melhor abordados, como a vida de Liesel fora do ambiente familiar, porém em outros aspectos foi muito emocionante, como alguns momentos com Rudy, Max, Hans e a própria Rosa.

Super indico, o livro e também o filme, é uma história tocante, com uma bela mensagem no meio de uma realidade obscura e triste que existiu a não muito tempo.

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