Resenha: Divergente

05 mar, 2014 Por Joi Cardoso

Título Original: Divergent
Autora: Verônica Roth
Editora: Rocco
Ano: 2012
Páginas: 504
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O que falar sobre o melhor livro que li em 2013? Divergente fez que eu não tirasse os olhos, nem a cabeça dele do início ao fim. A escrita da Verônica Roth é tão fácil e fluída que você mal percebe as páginas virando. A história é cativante, surpreendente, é sensacional! Nessas 504 páginas você vai se deparar com decisões, traições, consequências e um romance, puro e encantador! Que casal mais lindo!
Eu li Divergente duas vezes, após termina-lo pela primeira vez no final de 2013, iniciei 2014 já com ele na mão, eu não queria e não podia perder nenhum detalhe da história e acreditem, eu minei o meu exemplar de post it’s, e no final tive que diminuir metade deles, pois meu exemplar estava quase preparado para desfilar na Sapucaí. Vou tentar colocar um pouco em palavras a explosão de sentimentos que foi ler este livro para que vocês possam sentir um pouquinho do que senti. Divergente é o primeiro da trilogia, seguido por Insurgente, Convergente e Quatro.

Em uma versão futurística da cidade de Chicago. Beatrice vive com sua família em uma sociedade que se divide em cinco facções: Abnegação, Erudição, Audácia, Amizade e Franqueza. Cada uma delas cultiva uma virtude do ser humano. Ao completar 16 anos cada jovem dessa sociedade deve escolher através de um teste de aptidão qual facção deverá seguir. No teste de aptidão de Beatrice algo surpreendente acontece e ela acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive ela mesma.

Beatrice escolhe seguir para a Audácia, facção que que tem como virtude a coragem. A Audácia, define a coragem como a principal característica do ser humano, eles proporcionam treinamentos de combate, uso de armas e preparam seus corpos e principalmente a mente para conseguir ultrapassar desafios e ameaças. Eles são responsáveis pela proteção dessa sociedade e é assim que devem ser, se quiserem sobreviver à beira do perigo.
Beatrice agora se chama Tris e é submetida a uma série de testes, que são separados por duas fases. Para ser considerada um membro, Tris tem que passar em todos eles. Em seu primeiro dia de treinamento ela conhece o seu instrutor, Quatro, um rapaz fascinante e inquietante que guarda muitos segredos. E como não se apaixonar pelo Quatro? Sério! Quanto mais vamos descobrindo sobre ele e sua história, você simplesmente cai. E é claro, a Tris também!

Acompanhamos todas as inseguranças e escolhas de Tris, e como ela, com a “ajuda” de Quatro vai se saindo em seus testes, as amizades e os inimigos que vai fazendo e como ela vai se destacando no grupo e consequentemente, despertando a atenção de todos. É importante lembrar que Tris vivia na Abnegação que coloca o altruísmo acima de tudo. Aos poucos, ela descobre cada novo sentimento que ela desperta, como raiva, auto-estima, amor e inclusive o egoísmo, coisas que na Abnegação eram “proibidas”, todo membro é desprendido de qualquer interesse próprio.
O relacionamento dos dois deve ser mantido em segredo por um certo tempo, para que o grupo de iniciandos não pensem que ela esteja sendo favorecida. O que realmente ela nunca foi, pois Quatro sempre pega mais pesado com ela para sua proteção. No entanto, Tris e Quatro devem guardar outro segredo, que só descobrimos o seu significado no meio para o fim do livro, e de que forma sua descoberta pode colocar em risco a sua própria vida e daquelas que ela ama.
O livro todo é narrado em primeira pessoa pelas perspectivas de Tris. Infelizmente não descobrimos muitas coisas sobre os personagens coadjuvantes, o que é uma pena, pois vi muito potencial em outros personagens, principalmente no Quatro. Mas, após uma rápida pesquisa descobri que a autora estava escrevendo uma série de contos narrados por ele, e eu não preciso nem falar que eu achei maravilhoso né?

O primeiro conto foi disponibilizado pela editora Rocco. Nele vemos o Capítulo 13 narrado na perspectiva dele, e se chama Free Four ou Quatro Medos no Brasil. No lançamento de Convergente nos Estados Unidos, Verônica Roth leu a cena do Capítulo 6 em que Tris pula do alto de um prédio da Audácia e encontra Quatro pela primeira vez. A diferença? a cena está narrada pelo ponto de vista dele novamente. Nesta leva de contos, estava meio que na cara que a autora preparava um outro livro, porém todinho com a narrativa de Quatro. No dia 28 de fevereiro foi revelada a capa da coleção de contos e junto a ela a capa de cada conto individual.
Recomendo a todos esta leitura e tenho certeza que todos ficaram impressionados e envolvidos com a história, ele superou todas as minhas expectativas. Minhas dicas para quem ainda não leu Divergente são: não leiam POR FAVOR a orelha do livro e não assistam o trailer do filme, ambos carregam muitos spoilers, e a leitura será muito mais gostosa se você assistir só após terminá-lo. Se permita descobrir junto com Tris todo o enredo maravilhoso de Divergente.


Confira a série Divergente:

1. Divergente

1.5 Quatro

2. Insurgente

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ciona
dos