RoboCop – Crítica

04 mar, 2014 Por Lili Dalpizol

RoboCop

Lançamento: 21 de Fevereiro de 2014
Com: Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton
Gênero: Ação, Ficção Científica

Os remakes sempre chegam as telinhas gerando grandes expectativas. A inevitável comparação com a filmagem original, de 1987 do diretor holandês Paul Verhoeven, será feita por todos, a grande questão é: Poderá José Padilha, diretor brasileiro, superar ou se igualar, ao filme de Paul? A resposta é sim, e digo mais, com certeza! Ele que dirigiu o sucesso “Tropa de Elite”, teve sua estreia no cinema internacional em grande estilo.

Na Detroit de 2028, o dedicado policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) é vítima de um atentado após investigar um poderoso criminoso da cidade. Com o marido vítima de queimaduras de 4° grau em 80% do corpo, não restam alternativas para Clara Murphy (Abbie Cornish) a não ser aceitar a proposta do Dr. Dennett Norton (Gary Oldman). Dr. Norton trabalha para as empresas Omnicorp, e é responsável pelo projeto de transformar as máquinas já produzidas pela empresa, mais humanas, e capazes assim, de tomarem suas próprias decisões.


O cruel Raymond Sellars (Michael Keaton), líder da Omnicorp, quer com o robô-humano, provar que sua máquina é segura para o povo americano, e assim derrubar a lei que barra a utilização dos robôs nas ruas. Sem a lei para impedir a ação de seus robôs, a Omnicorp faturaria milhões de dólares com as vendas de seus ciborgues.

Alex vai às ruas, e é um verdadeiro sucesso. Em apenas alguns dias de serviço, o índice de criminalidade de uma das cidades mais perigosas da America despencam 80%. O problema é que, Alex é um policial incorruptível, diferente dos outros policiais da cidade. Quando ele começa a investigar, e descobrir o ninho de cobras em que esta inserido, nada poderá impedi-lo, e isto atrapalha os planos ambiciosos de muitas pessoas. Seguindo ordens de Sellars, Dr. Dennett deixa Alex vulnerável ao software do robô, fazendo com que este torne-se ainda menos humano. Parece que o problema está resolvido, mas a maquina será capaz de sobressair a humanidade de Alex?

Achei o filme muito bem dirigido e a trama muito bem elaborada. A atuação de Gary Oldman, ao meu ver merece destaque. Ele foi simplesmente magnífico. Desde sua interpretação em Batman Begins, The Dark Knight e The Dark Knight Rises, como James Gordon, sou muito fã deste ator, e a sua atuação em Robocop (que lembra bastante James Gordon) foi igualmente ótima. A atuação do protagonista Joel Kinnaman, também foi muito boa, não deixando nada a desejar. O ator sueco, fã declarado de Robocop, fez algumas participações pequenas em filmes, e participa do elenco da série “The Killing”. Já é cotado para filmar outros filmes de ação, e tem o contrato para mais dois filmes de Robocop, tudo depende do estúdio.

O filme conta com ótimos efeitos (ainda bem, pois foram gastos 130 milhões de dólares na produção!) e foge do estilo “mocinho vai atrás do bandido”, tendo boas tramas e reviravoltas. Para quem gostou do filme de 1987, com certeza irá adorar o remake, e para quem não gostou, mas curte filmes de ação, é uma ótima pedida!

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