Resenha: A Elite

30 abr, 2014 Por Joi Cardoso

Título Original: The Elite
Autora: Kiera Cass
Ano: 2013
Editora: Seguinte
Páginas: 360
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Esta resenha será sobre o segundo volume da trilogia A Seleção e poderá conter spoilers
Ansiedade me define, com todas as letras! Após ler A Elite, não consigo parar de pensar em A Escolha. Notei que o domínio de Kiera sobre a trama no livro melhorou bastante, mesmo com toda a enrolação de América e você leitor prestes a arrancar todos os fios de cabeço da sua cabeça por simples descrença e falta de paciência com ela, você não consegue desgrudar do livro, isso só prova que a autora sabe exatamente o que está fazendo e tem total controle sobre isso. Pelo menos, assim espero! 
O que não vimos na resenha de A Seleção e que nesta já ficará mais claro, é o envolvimento de América com Maxon. Ele com certeza já ocupa um belo canto em seu coração, enfim, ela o coloca acima de qualquer sentimento que ela já havia imaginado sobre ele. Vivendo já a um tempo no castelo, América faz parte agora da Elite e apenas seis garotas restaram da seleção. Ela está agora mais próxima da coroa e cada vez mais próxima de Maxon. E conforme tudo vai acontecendo, mais confusa ela fica com seus sentimentos. Pois está totalmente dívida por suas duas paixões: Maxon e Aspen.
Há alguns meses atrás América só tinha olhos e um futuro planejado ao lado de Aspen, mas após conhecer o príncipe começa a acreditar que pode ser feliz ao lado dele. O que também não contamos antes é que Aspen agora trabalha como guarda no castelo e onde antes era o seu refúgio, agora é palco do seu conflito interno, ou seja, a proximidade repentina de Aspen em sua nova vida reacende a chama que já estava quase apagada. Com sua presença dentro do castelo, uma hora ou outra ela se encontraria com Aspen. E é o que acontece e assim ela coloca em jogo sua vida, a de sua família e a confiança que Maxon tem nela. 
Aspen, o garoto insuportável. É ridículo a falta de fé que Aspen tem em cima de América. OK, pode ser que ele diga certas coisas afim de desencorajar América ao ficar com Maxon, mas por favor, falar que ela não tem capacidade para ser princesa pra mim foi demais.
Posso dizer que 90% do livro é este chove e não molha e a possível construção e fortalecimento dos sentimentos de América por cada um, o que pode deixar a leitura cansativa, mas para mim não! Fiquei presa ao livro do início ao fim. Ao lado de Maxon tudo parece perfeito, mas é Aspen que a deixa segura, pois é ele que a conhece tão bem. Neste turbilhão de sentimentos e mais do que dividida: perdida. América só sabe pedir tempo, tempo e mais tempo a ambos e é ai que a paciência do leitor quase chega ao ralo. Por muitas vezes me vi angustiada com toda esta indecisão.
Tempo é o que não resta, enquanto ela não se resolve, as outras selecionadas lutam com unhas e dentes pelo coração de Maxon. Ele, por sua vez, desde o início deixa claro à América sobre seus sentimentos e intenções. Capítulo após capítulo ele dá uma prova atrás da outra que merece seu amor e confiança. Ele não é totalmente perfeito, por que além do mais ele é humano, mas mesmo com os seus erros ele os assume como homem e como o príncipe que ele é. E isso é o que mais me agrada nele.
Como consequência à sua indecisão, América abre uma brecha para as outras selecionadas provarem a Maxon que ainda estão no jogo e ele acaba interagindo mais com as outras meninas, afim de permitir mais tempo que América tanto solicita. Com seu amor declarado e América indecisa relação a ele e a coroa, Maxon é obrigado escolher sendo ela ou não, pois o reino precisa além de uma esposa, uma princesa que no futuro será sua rainha. Ela até que tenta se esforçar para decidir seu futuro, não só baseado em seus sentimentos amorosos mas começa a medir sua capacidade de ser ou não uma boa princesa para Illéa e com isso conta com a ajuda e os conselhos de seu querido pai, que a apoia e tem total crença na filha.

” Você tem alma de líder, América. Você tem uma boa cabeça, tem vontade de aprender; tem ainda o que talvez seja mais importante: compaixão. Isso é algo de que esse país carece mais do que você imagina. Se você quer a coroa, América, aceite-a. Porque ela deve ser sua.”

O romance cede um pouco de espaço para o cenário distópico do livro. Fica tudo um “pouco” mais claro e apesar de ser uma distopia “leve” conseguimos entender mais sobre como foi feita e criada está sociedade, como surgiu Illéa e qual é a atuação dos rebeldes no meio de tudo isso, como eram seus ataques e quais são e eram seus objetivos nas tentativas de invasão ao castelo. Paralelo a Seleção, fora do mundinho maravilhoso do castelo, os rebeldes se fortalecem e seus planos de derrubar a monarquia parece estar cada vez mais próxima: a cada novo ataque. E daqui a pouco América pode não ter mais tempo para nada e nem ninguém.
Por fim, destaque para Marlee que se provou muito mais decidida e resolvida com seus sentimentos ao longo da história, sem contar que com tão pouco espaço no livro se mostrou também ser uma ótima amiga. Destaque também para o lado obscuro do Rei Clarkson, que se mostra outra pessoa e que me fez ler os últimos capítulos de queixo caído. E é claro muito mais que destaque para Maxon por todo o seu altruísmo e dedicação, por pensar mais do que América imagina em seu povo e por pensar muito mais nela do que ele mesmo.
Mas e aí? América escolherá um futuro como princesa, podendo assim ajudar seu povo, mesmo tendo que enfrentar possíveis obstáculos que encontrará ao longo do caminho, ou escolherá continuar em sua vida de fome e miséria com a divisão das castas e nada mudar? Estão prontos para a conclusão deste triângulo amoroso? Eu não vejo a hora!

Confira a série A Seleção:
2. A Elite
5. A Coroa

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