Desde o início do blog queríamos deixar ele atualizado com informações e resenhas, tendo como base livros, filmes e séries. Pois é… mas este último, por falta de tempo acabou ficando para escanteio. Mas hoje (até que um dia) falarei pela primeira vez sobre nossas tão queridas séries no blog, e resolvi estrear com a série que estou vendo atualmente: Orange is the New Black conhecem?

OITNB é uma série de comédia dramática e posso dizer que conseguiram combinar perfeitamente ambos os gêneros. Produzida pela Lionsgate Television e exibida exclusivamente pela Netflix (aliás vocês conhecem Netflix? eu recomendo e muito!), a série é baseada em um livro de mesmo nome que relata a experiência própria da autora Piper Kerman na prisão. O livro foi publicado no Brasil através da Editora Intrínseca e a série estreou sua segunda temporada agora no dia 06 de junho de 2014 e a terceira já está em produção.
A consequência de uma escolha errada, está batendo à porta de Piper Chapman (Taylor Schilling). No início da série teremos como ponto de partida a sua ida a prisão. Piper é acusada de transportar dinheiro vindo do tráfico, e sabem quem à delatou? Sua ex-namorada Alex Vouse (Laura Prepon), responsável por traficar e transportar drogas internacionalmente. Depois de 10 anos, Piper terá que cumprir 15 meses de sentença em uma prisão federal feminina.

Antes disso vir à tona, Piper levou uma vida normal, tinha uma vida boa e estava prestes a trocar alianças com seu noivo Larry Bloom (Jason Biggs), mas os planos agora, tinham que ser adiados. A grande sacada da série é definitivamente mandar uma mulher refinada para a prisão, e isso foi muito bem explorado da maneira mais criativa e engraçada possível. Mas não conheceremos apenas nossa protagonista, mas sim a vida das outras detentas antes de serem condenadas, suas adaptações com as regras, o ambiente novo, diferenças, personalidades e suas complexidades. Cada uma com seu legado, alegrias e angústias.

Na prisão ela se depara com sua ex-namorada também cumprindo pena e agora é obrigada a reanalisar sua relação com Alex e lidar com cada prisioneira separadamente, aos poucos, a cada episódio vamos perceber o bom posicionamento de cada personagem e as descobertas pessoais, assim como as reviravoltas que oscilam entre o humor e o drama que a série nos proporciona tão bem. Entretanto, alguns pontos devem ser apontados, como a crueldade que o sistema carcerário as coloca à prova o tempo todo e tudo muito longe dos olhos de quem está aqui fora, livre. Pontos fortes como transexualismo, homossexualismo e consumo de drogas são abordados, dando um realismo a mais à série, mas se fosse apontar um ponto fraco, escolheria a omissão de problemas como DST, que são deixados de lado.
O objetivo principal de Orange is the New Black é deixar todos os estereótipos para trás e mostrar que até mesmo pessoas que cometeram os mais diversos erros tem toda uma história a ser contada e que todas ali, ainda podem encontrar felicidade mesmo nos momentos mais estranhos e difíceis da vida – inclusive em uma prisão – por estes motivos a série já ganhou milhares de fãs e é claro, eu sou uma delas. Aguardo ansiosa sua terceira temporada!

Curiosidades:

Sabe-se que após cumprir sua pena, a autora participa hoje, de uma Associação de Mulheres na Prisão e luta pelos seus direitos através de um movimento de reforma prisional.
A música de abertura se chama, You’ve Got Time da cantora Regina Spektor, em português significa “Você tem tempo”, tudo a ver com a série né?


Orange is The New Black

Criado por: Jenji Kohan
Com: Taylor Schilling, Jason Biggs, Laura Prepon
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 10 episódios – 60 minutos
Lançamento: 2013

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