The Hobbit: The Battle of the Five Armies 

Lançamento: 11 de dezembro de 2014
Com: Martin Freeman, Richard Armitage, Ian McKellen
Gênero: Ação, Fantasia, Aventura.
Esse filme era um dos que eu mais aguardava deste ano, e ele ficou bem para a finaleira! Sabia que seria uma história de tirar o fôlego, não por ter lido o livro, pois ainda não li, mas pela própria trama apresentada nos dois filmes anteriores. Adorei “Uma Jornada Inesperada” e “A Desolação de Smaug”, mas sabia que toda a ação seria apresentada neste último filme da saga. Além da história maravilhosa, estava ansiosa para ver novamente um filme com a tecnologia HFR 3D, que eu só tinha visto nos filmes anteriores da série.
O filme já inicia com muita ação, como era de se esperar, e logo no inicio já descobrimos o desenrolar da história do Smaug (Benedict Cumberbatch). Isso foi uma coisa que me deixou um pouco chateada no início, pois eu adoro aquele dragão! Nesta parte inicial, contamos com ótimas cenas de ação, e uma atuação brilhante do nosso humano lindo, Bard (Luke Evans). Após a finalização desta parte do Smaug , que ficou apenas um pedacinho a ser contado neste filme, já acompanhamos o desenrolar da história de Thorin (Richard Armitage) e dos anões.


Logo percebemos que a trama vai ter como foco principal os anões, e principalmente o próprio Thorin, que sempre demonstrou muita coragem, bravura e bondade. Porém, nesta trama, Thorin foi tomado pela “doença do dragão”, que causa uma certa “loucura”, devido ao poder que todo o ouro escondido na montanha proporciona a seu dono. Como se não bastasse todo o ouro que recuperou, Thorin necessita incontrolavelmente da Pedra Arken (Coração da Montanha), para assim se considerar o Rei sob a montanha.
Cego pelo poder, Thorin nega-se a dividir o ouro com os humanos remanescentes da aldeia devastada por Smaug, muito menos devolver as Esmeraldas de Girion. Sabemos do atrito que as duas raças, elfos e anões têm, e obviamente a resistência de Thorin não é bem vista por Thranduil (Lee Pace), e isto é o suficiente para o inicio de um ataque a montanha. O nosso carismático hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), mesmo não aparecendo muito (tendo sido um pouco ofuscado pelas cenas de ação), tem um papel importantíssimo e suas ações despertam a fúria de Thorin.
O filme é tomado de cenas de ação, que tiram o fôlego do público, porém, contamos com ótimas cenas que emocionaram a todos. Não poderíamos deixar de lado o nosso amado Legolas (Orlando Bloom), que quando entra na batalha não brinca em serviço! Feitos absurdos ocorrem, mas OK, ele pode! É o Legolas! Obviamente, não vou contar mais nada, pois quero deixar tudo para vocês descobrirem by yourselves!

Com relação a tão falada tecnologia HFR 3D, só posso dizer que é incrível. Como ela dobra o número de quadros por segundo, a movimentação fica muito diferente, e parece que estamos dentro do filme! As partes com Smaug é de tirar o fôlego, muito incrível! As atuações são de tirar o fôlego igualmente, Benedict como o Smaug é… sei lá, sem palavras! O que é aquela voz? Armitage com seu olhar penetrante, Pace com sua cara de poucos amigos, enfim.. atuações impecáveis.
Deixei por último, o que vem sido questionado em muitas resenhas que eu li. O fato de apenas um livro render três filmes. Muito veem isso como um ponto negativo, eu, particularmente, adorei. Não por ser uma amante desse universo, mas por achar que assim a história ficou mais bem explorada. Mesmo assim, fiquei um pouco insatisfeita no final deste filme por algumas questões que ficaram em aberto. São elas: Não sabemos o paradeiro da Pedra Arken; Quem ficou como Rei sob a Montanha?; O que aconteceu com todos os humanos que ficaram sem lar?; E o vale em que eles moravam?.
Enfim, são alguns detalhes, que quem leu o livro sabe, mas poderia ter sido explicado no filme. Apesar dos pesares… adorei o filme, e o considero “o” filme de 2014. Tive outras paixões este ano, mas esse filme tem um lugar especial no meu coração! Espero que vocês gostem, tanto quanto eu gostei, e me contem tudo aqui, nos comentários!

XO,

Enjoy!

Opinião da Joi: Oi pessoal! Estou invadindo aqui, mas por que eu precisava falar pelo menos um pouco também deste filme. Infelizmente, não conseguimos resenhar os filmes anteriores, e assim como a Lili também não li o livro. Eu sei que muitos elementos faltaram, pequenas explicações pós filmes ficaram de fora, assim como o diretor, Peter Jackson também acrescentou outros elementos, personagens e até partes dos Contos Inacabados para dar mais liga ao filme.

Como sabemos, o livro é pequeno, cerca de 300 páginas e pelo que conversei com fãs da saga, o autor e mestre Tolkien realmente deixa algumas pontas soltas na trama, ele simplesmente vira a página, como por exemplo a morte de Smaug. Mas o que eu quero dizer mesmo, é o quão perfeito foi este filme para mim e para os fãs e nerds deste mundo mágico de Tolkien. O filme tem um gosto mais amargo, porque aqui se encerra a sextologia (pode-se dizer assim?) e por um bom tempo sabemos que não teremos mais destas figuras icônicas que marcaram tanto minha adolescência e vida adulta.

Aliás, isso foi o que Peter Jackson fez de melhor, – até por que nem vou comentar sobre os efeitos, maquiagem, figurinos, cenário, atuações, técnicas de produção e etc, por que né?! Simplesmente tudo foi perfeito e trabalhado por uma equipe igualmente sensacional – a ligação que ele conseguiu fazer com ambas trilogias, começando desde o primeiro filme de O Hobbit, com a pequena participação do Frodo e depois com Bilbo começando a escrever suas histórias no diário, que mais tarde pertenceria ao Frodo é incrível! O final emociona e me arrepia só de lembrar, fez eu querer correr e pegar meus DVDS de Senhor dos Anéis para rever tudo de novo.

Enfim, simplesmente sem igual, está para nascer adaptações melhores do que estas que Peter Jackson tornou real, agora resta sonhar com o dia que eu for para a Nova Zelândia e visitar parte desta Terra Média que ficou marcada e eternizada em nossos corações. Ahh…e é claro sonhar com o dia que receberei a notícia que O Silmarillion ganhará também uma adaptação. Agradeço por ter vivenciado a conclusão de mais esta obra nos cinemas, foi épico, vou sentir saudades.


rela
ciona
dos