Título Original: True
Autoras: Hilary Duff e Elise Allen
Ano: 2013
Editora: iD
Páginas: 262
Compre aqui
Atenção! A resenha poderá conter spoilers de Elixir e Devoção.

Depois de dois livros interessantes, de fácil leitura, com uma escrita
direta, história intrigante e personagens novos e velhos, finalmente chegamos
ao final desta trilogia. Nossa história começou com Elixir, com resenha aqui, onde conhecemos a personagem principal, seus medos e angústias, uma
maldição e sua alma gêmea. 

Com o final do primeiro livro nós seguidos para a
continuação, o livro Devoção, com resenha aqui. Neste livro, no ponto alto da trilogia (na minha humilde opinião),
conhecemos a história do Elixir, detalhes sobre todas as pessoas afetadas pelo
líquido e a maldição que se estendia por gerações e gerações. Por
fim chegamos a True, o final tão esperado desta trilogia e para mim, o ponto
baixo da série.

Acompanhamos os acontecimentos e consequências da destruição do Elixir da Vida,
nos deparamos com uma situação inusitada, onde a alma de Sage, por sorte ou talvez por força do destino, não é
destruída junto ao Elixir, ela foi capaz de se realocar em outro corpo. Nos
outros dois livros nós recebemos a informação de que quando o Elixir fosse
destruído, a alma de Sage teria uma segunda chance. Caso ele encontrasse um
corpo sem alma, morto e vazio, sua alma poderia viver neste novo receptáculo, e
é isso o que acontece, mas ninguém esperava que Sage se “mudasse” para o corpo
de Nico, namorado de Raina, a melhor amiga de Clea.


A mudança de
corpos, onde uma alma deixa seu antigo corpo e se instala em outro pode ser
traumatizante, o novo corpo pode rejeitar a nova alma, da mesma forma que
rejeita um novo membro ou órgão. Sage se encontra nesse estado, o corpo de Nico
não o aceita, ele passa por momentos de grande luta interna em que tenta
controlar a si mesmo. Sua adaptação não é fácil, o que o torna perigoso e
agressivo. E este novo livro se baseia neste ponto, na adaptação e
transformação de Sage, em como a mudança de corpos não deu certo e na busca por
respostas, por maneiras de permitir que o corpo de Nico aceite a alma de Sage.
Durante minha
resenha de Dezessete Luas, eu comentei que sempre achei, e hoje tenho quase
certeza, que os livros mais difíceis de escrever são o segundo livro de uma
série e o último. Acredito que o último livro de uma série deve ser capaz de
responder todas, ou pelo menos a maioria das perguntas. Os detalhes, personagens, e histórias paralelas não podem
simplesmente desaparecer num passe de mágica, eles estavam lá durante a
história, fizeram parte e tiveram importância, por isso acredito que o leitor
merece respostas, mesmo que estas respostas não sejam agradáveis ou cobertas
por purpurina. Esse não foi o caso de True, onde as autoras simplesmente
ignoraram diversos aspectos, acontecimentos e personagens dos outros livros e
não nos trouxeram qualquer informação. Se esse fosse o único aspecto que me
deixou decepcionada com o livro, eu teria sem problema algum, dado uma nota
três, da mesma forma que fiz com os outros dois. 
A todo momento me perguntava o que havia acontecido com a
menina Amélia, o que aconteceu com os grupos Vingança Maldita e Redentores da
Vida Eterna
, o que aconteceu com todas aquelas pessoas que foram também
amaldiçoadas pelo Elixir. Me perguntava, se esse era realmente o rumo que a
história deveria tomar, se toda aquela guinada, aquelas surpresas do final de
Devoção, as histórias de todos aqueles personagens mereciam um final tão
simples e previsível, que por sinal não possui nada de fascinante, pelo menos para essa pessoa que escreve essa resenha.
Nesta
continuação nós observamos os acontecimentos sobre os olhos de Clea e de Raina, com capítulos intercalados para que possamos entender um pouco do que
se passa na mente dessas duas amigas. Eu não tenho nada contra essa estratégia,
acho bem interessante poder observar a história pelos olhos de outros
personagens, conhecer seus sentimentos e seus medos, mas no caso desse livro,
me pareceu apenas uma forma de tentar diversificar, tentar trazer mais recheio
para a história. Tem motivo para a utilização desta estratégia? Sim, um motivo
importante por sinal. Mas para mim ficou meio forçado, até porque faltaram
algumas informações, as descrições continuam muito breves e isso atrapalhou um
pouco a minha leitura.
No final das
contas a história é boa? Sim, ela é uma história boa, com pontos altos e outros
muito baixos, não é uma história totalmente nova, que te deixa de queixo caído,
mas é válida para aqueles momentos em que não queremos ler nada muito complexo,
diferente ou audacioso, uma história para nos fazer passar o tempo. Os dois
primeiros livros criaram diversas histórias e detalhes, eles proporcionaram uma montanha de oportunidades que não foram
escolhidas, e pior, eu tive a leve sensação de que elas foram simplesmente
descartadas. O simples fato de que o último livro se volta para a adaptação e o
que deu errado na troca de corpos já me provou isso.
Sei que algumas
pessoas (eu dei uma olhadinha nas resenhas do Skoob) gostaram do final, e deste
último livro. Mas eu, como leitora crítica, chata e rabugenta, hahaha, esperava
por mais, e por todos os motivos citados, dou apenas um “Okay”, nada mais do que
uma nota dois para o livro.

“Porque as
coisas mais importantes da vida… são eternas.”

Confira a série Elixir:

1. Elixir

2. Devoção

3. True – A Verdade

rela
ciona
dos