Cinderella

Lançamento: 26 de março de 2015
Com: Lily James, Cate Blanchett, Richard Madden
Gênero: Fantasia. Romance

Eu fui ver Cinderela! Fui ao cinema, quase que no dia da estreia, tirei foto dentro da carruagem, me encantei e me esbaldei com a nostalgia. Me lembrando de quando era criança, lembrei do clássico de 1950. Nossa que saudade imensa! Pois bem, vamos lá! Não vou me preocupar nem um pouco em dar ou não spoiler nesta resenha por que né?! O live-action de Cinderela é uma refilmagem super fiel ao clássico, tem sim seus ajustes necessários mas a história é a mesma. 
Mesmo não sendo uma releitura, nem dando destinos diferentes e trazendo concepções diferentes sobre certos personagens, Cinderela me surpreendeu, aliás, o filme até trouxe uma concepção diferente sobre alguns personagens que no clássico não consegui distinguir, pela idade, mas isso vou falar mais adiante.
Ella é uma garota feliz, nasceu num lar com muito amor, junto com seu pai, um viajante mercador e sua amável mãe. Mesmo passados tempos em tempos longe de casa o pai de Ella sempre arrumava um jeito de agradá-la quando voltava, o mais singelo presente já encantava a pequena garota. Ao adoecer a mãe de Ella como último desejo fortificou os laços entre ela e sua filha lhe pediu que lhe fizesse uma promessa, que futuramente contribuiria com o crescimento de Ella. Mesmos nos piores momentos, seja no que vier pela frente ela seria sempre corajosa e gentil.


É nesta parte da história que conhecemos o elenco maravilhoso do filme Cinderela. Passam os anos, Ella cresceu e virou uma linda mulher. Eu sinceramente não levava muita fé na atuação de Lily James e por vezes achei suas feições forçadas e superficiais, mas no fim percebi que toda sua atuação fez parte do crescente da personagem o que me deixou totalmente satisfeita. 
Alguns momentos da trama são marcantes e seria impossível não falar nesta resenha, como a chegada de parte de sua nova família diante a solidão de seu pai depois de anos. Passam a morar em sua casa, sua madrasta e também viúva Lady Tremaine (Cate Blanchett) e suas duas filhas Drisella (Sophie McShera) e Anastasia (Holliday Grainger), que tiveram uma atuação incrível e marcante.
Após o falecimento de seu pai, Ella fica a mercê da cruel Madrasta, a partir de seus tratamentos que surgiu o apelido Cinderela, que no clássico não é explicado. Como Ella era sozinha na arrumação da casa da família e tendo que dormir no sótão sem aquecimento, as vezes, ela ia se abrigar em frente a lareira da sala, ao acordar ela estava sempre com o rosto chamuscado de cinzas. Levando assim o apelido de Cinder – cinzas em inglês mais seu nome. Cinderella, traduzido para o português como apenas Cinderela.
Aliás como falei lá no começo a live teve algumas mudanças do qual fiquei mega satisfeita, fazendo com que mesmo sabendo toda a história ficasse surpresa com o entendimento mais a fundo da obra. Como por exemplo, a explicação de toda a amargura da Madrasta, tão bem interpretada por Cate. Foi assim que tive uma nova concepção sobre a personagem, não que justificasse todo seu comportamento mas que fizesse entender mais por tudo que a viúva passou.
Outro fato importante é o encontro inesperado de Ella com Kit que no clássico só acontece no fatídico baile, onde Cinderela já sabe que o jovem é um príncipe. No filme não, o encontro se passa casualmente no meio da floresta e no meio de uma caçada. Ao ver Kit (Richard Madden), o príncipe que prefere não revelar sua identidade, Ella tenta impedir que ele continue com a caçada lhe dando fortes argumentos do porquê que isso seria errado, encantando o ainda mais, não só por sua beleza, mas por sua coragem e desenvoltura. Ah… e eu nem preciso dizer o quanto o príncipe é perfeito né?! Afinal estamos falando de Richard Madden meu eterno Robb Stark e lindo de morrer.

No filme temos uma visão mais ampla da vida do jovem Kit, de suas obrigações e desejos como príncipe, mais uma vez o filme nos permite ter outras percepções sobre os personagens e eu amei esta aproximação extra da história que já é tão conhecida pelo público com o telespectador. Alguns outros personagens não poderiam ficar de fora que apesar de não falarem no filme tem uma presença forte no enredo e alguns momentos se tornando essenciais na trama. Tatá e Jaq estão de volta na pele dos fofos ratinhos assim como os passarinhos e outros animais amigos de Cinderela.

Por último temos a aparição da fada madrinha que não só aparece no momento de maior tristeza e humilhação de Cinderela, mas se mostra presente durante toda a trama como narradora. A fada madrinha realmente age como tal, se disfarçando como mendiga e testando a bondade e gentileza de Ella. Como sempre Helena Bonham Carter fez um trabalho incrível e ver em sua pele e voz a frase “Bibbidi-Bobbidi-Boo” novamente foi incrível. 

É muita coisa para falar, se pudesse escreveria por horas aqui! Resumidamente, o que é a cena da valsa no salão real e toda aquela dança coreografada? O vestido de Ella? Os tons azuis presentes da vida dela que ao fim invadem também a vida as vestimentas do príncipe? O lindo sapatinho de cristal? A relação única de Ella com sua família e depois com Kit. Tudo encanta! Todos os elementos junto com os efeitos visuais me inspiraram. É tudo muito lindo, realmente mágico e encantador.
Por fim, a Disney desta vez apostou na simplicidade na refilmagem de Cinderela e nem por isso tirou a grandeza da superprodução, que satisfaz os fãs e homenageia a altura o clássico de 50. Com muito estilo, encanto e um humor na dose ideal a história mais uma vez ficara gravada em minha vida. O conto que já era meu preferido, agora em filme ficara eternizado. Cinderela passa a mensagem principal de que o amor pode crescer longe de aparências quando ambos se permitiram se apaixonarem sem saber da real condição de cada um, seja real ou nobre.
De forma linear e tranquila Cinderela mantém a visão que já vem sido retorcida pela sociedade, resgata valores perdidos como a humildade, a bondade, delicadeza e gentileza, o filme retoma a visão romântica do mundo. Vale a pena sonhar, seguir seus princípios e ideias. Gentileza não é sinônimo de submissão e inferioridade, jamais foi e nunca será. Ella recusou a viver no castelo e impor ao príncipe uma vida de tirania e manipulação pela madrasta. Ela abriu mão disso, ela não foi submissa à chantagem e ao abuso. Ela disse não. Existe algo mais corajoso que isso?
Amei Malévola, adorei a ação de João e Maria e de A Branca de Neve e o Caçador, eu realmente gosto de inovação, mas eu ainda fico com o simples. Que a Disney aposte mais nos live actions! Não vejo a hora para assistir o trabalho deles em A Bela e a Fera, com minha eterna Hermione. ♥ A ideia de Cinderela nunca foi ser inovadora, e mesmo assim agradou. Com os efeitos visuais dosados, com um figurino estonteante, maquiagem e elenco perfeitos e com os elementos corretos do conto, Cinderela emociona, se tornou especial e inesquecível. Eu mais do que recomendo!


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