Título Original: Beautiful Chaos
Autoras: Kami Garcia e Margaret Stohl
Ano: 2013
Editora: Galera Record
Páginas: 403
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Atenção! Esta
resenha pode conter spoilers de Dezesseis Luas e Dezessete Luas.

“Dezoito Luas,
dezoito esferas,
Do mundo além
dos anos,
Um Não
Escolhido, morte ou nascimento,
Um dia Partido
aguarda a Terra…”

É interessante
observar que nem mesmo os livros, nem mesmo as histórias contadas por suas
infinitas páginas, estão salvos dos caprichos do tempo e das mudanças, ou então,
para ser mais específica, estão salvos dos caprichos de autores que possuem
total consciência de onde querem chegar com suas histórias. Assim como na vida,
os livros mudam e sofrem com o passar dos anos, e como a arte imita a vida, ou
a vida imita a arte, os personagens das histórias presas por entre as páginas
de livros, também sofrem mudanças, lidam com
a passagem do tempo, também devem enfrentar as consequências de suas escolhas,
ou das escolhas de pessoas queridas, que os acompanharam durante toda a vida e
sempre esperam o melhor e fazem de tudo para protege-los.
Após o ótimo
final de Dezessete Luas (com resenha aqui), descobrimos algumas coisinhas sobre
diversos personagens, além de descobrir um pouco mais sobre o mundo Conjurador
e Mortal. Como todo bom final, nós também fomos deixados com diversas
perguntas, alguns mistérios a serem resolvidos e é claro, recebemos algumas
respostas em troca. Após sua Décima Sétima Lua, e a enorme confusão causada na
Grande Barreira, Lena volta ao normal, ela está salva, mas sua salvação, sua
escolha, teve um preço enorme para todo o mundo Conjurador e Mortal. 

Durante os
eventos finais do segundo livro da série, Lena escolheu seu caminho, seu
destino, escolheu as duas partes de si. Lena fez o impensável, ela escolheu permanecer tanto na Luz quanto
nas Trevas (como prova disso ela mantém um olho verde e um olho amarelo/dourado,
Luz e Trevas), pois todo mundo possui tanto Trevas quanto Luz em seu coração.
Tudo parecia bem, parecia simples, parecia que finalmente todos estariam livres
de maldições e parentes raivosos das Trevas, porém a escolha de Lena foi capaz
de romper a Ordem, agora todo o mundo Conjurador e Mortal correm perigo. 


“Dezoito Luas,
dezoito Espectros,
Se alimentando
dos seus mais profundos medos,
Atormentados
para encontrar antes das Trevas,
Olhos secretos
e ouvidos escondidos…”

Como na vida,
as vezes quando uma coisa resolve dar errado, várias outras começam a
desmoronar e sucumbir, e para se somar ao rompimento da Ordem, temos o
desaparecimento de John Breed. Durante a loucura que se instalou na Grande
Barreira ele simplesmente desapareceu sem deixar vestígios. Ridley também
sofreu com suas escolhas, a famosa Sirena perdeu seus poderes, e assim como um
passe de mágica, se viu Mortal. Agora Ridley deve ir para a escola, deve conviver
com as pessoas normais, mas algo não a deixa desistir, ela ainda sonha com a
volta de seus poderes, almeja por uma maneira de recupera-los. Para fechar com
chave de ouro (e veja bem, eu nem contei todos os problemas que são
apresentados nesse livro), temos os problemas de nosso querido personagem
principal, porque o livro não teria graça se em meio a todo o caos, Ethan Wate
não tivesse nem mesmo um probleminha para resolver, não é mesmo?!
Após tudo o que
Ethan passou ele ainda se vê assombrado por pesadelos e sonhos que, de início o assustam
e fazem pensar, mas com o tempo ele percebe que esses novos sonhos devem
significar algo, devem possuir algum sentido, ele só não encontrou a resposta
ainda. O maior problema é que agora os sonhos estão cada vez mais reais, cada
vez mais nítidos e mais e mais sombrios. Assim como ele passou por diversas
mudanças e situações, seus sonhos também se transformaram. Antes Ethan sonhava
com uma garota desconhecida, antes ele sonhava com Lena e com o fato de que ele
não conseguia salva-la, agora ele sonha com morte, com quedas, com uma outra
versão de si mesmo lutando com o que parece ser ele mesmo (confuso não!). Talvez seja coisa
demais para um adolescente suportar, talvez seja informação demais para um
único livro, mas a verdade é que não é. E é por isso que eu me calo, quanto mais eu falo, mais tenho vontade de falar, e assim chego a conclusão de que já liberei
informação demais para vocês, rsrsrs.
“Dezoito luas,
dezoito medos,
Os gritos de
Mortais desaparecem, aparecem,
Os
desconhecidos e os que não são vistos,
Esmagados nas
mãos da Rainha Demônio…”

Dezoito Luas é bem diferente de Dezessete Luas, em diversos aspectos. A primeira diferença é que nesse
volume nós já sabemos quem é o inimigo, quais são seus aliados e aos poucos,
conforme viramos páginas e finalizamos capítulos, descobrimos alguns de seus
segredos, um pouco de suas vidas e é claro, seus objetivos. O terceiro livro da
série aposta em uma história repleta de acontecimentos, aqui nós observamos
coisas acontecendo com todos os personagens da série. O caos se
instalou e não deixou ninguém sem um problema, sem uma escolha ou consequência,
mesmo os personagens mais simples, aqueles que você nunca prestou muita
atenção, sofrem com atitudes tomadas por outros personagens, com suas próprias
escolhas ou ainda, com ataques de seres das trevas. O fato de existir tanta
coisa acontecendo é um detalhe importante na história, pois ajuda a prender o
leitor, faz com que este queira saber o que vem a seguir, como aquele ou esse problema
será resolvido. Apesar de haver muita coisa acontecendo de uma só vez, eu não
achei a história difícil de entender, tudo está muito bem ligado e o leitor
compreende facilmente tudo o que se passa.
Outro elemento
que é muito diferente entre os livros, é que neste
livro as autoras reduziram bastante os momentos de exploração, elas diminuíram as
descrições de espaços e ambientes em que os personagens estão localizados e
também reduziram consideravelmente as descobertas com relação ao mundo
Conjurador, suas criaturas e seus segredos. Este livro está mais focado na história de cada personagem, em seus
segredos, medos, detalhes e problemas, desta forma toda a história fica, de
certa maneira, mais parada, mais reflexiva e cheia de momentos em que os
personagens se perguntam sobre qual cominho seguir, quais escolhas devem fazer. Mais uma vez digo que em momento algum eu achei essas escolhas, os novos rumos que as autoras
escolheram para a série, ruins, muito pelo contrário. Através desse livro
nós compreendemos melhor como funciona a mente de alguns personagens, como eles
lidam com suas escolhas, com seus poderes, com seus segredos. Também nos
apegamos (pelo menos no meu caso foi assim) ainda mais ao personagem principal,
e torcemos por ele, apesar de que muitas vezes precisamos relevar algumas
atitudes e escolhas do personagem.
Neste livro a Lena não me irritou, através dos detalhes apresentados, das situações em que os personagens se encontram e de tudo o que eles já passaram, eu passei a gostar mais da personagem. Não que hoje eu a ame e ache ela perfeita, mas meus sentimentos com relação a ela mudaram e eu fico feliz em dizer que comecei a ver Lena com outros olhos. Mas meus personagens preferidos, tirando o Ethan, ainda são Amma; Link e Macon Ravenwood.
“Dezoito luas,
dezoito mortos
Dezoito virados
de cabeça para baixo,
A Terra acima,
o céu abaixo
O Fim dos Dias,
a Fila do Ceifeiro…”

De maneira
geral eu achei esse livro tão bom quanto os dois primeiros. Ele segue novos
rumos, mas não se perde na história, muito pelo contrário, ele se aproveita de
toda a história já contada para dar continuidade e seguimento a todas as tramas e
segredos de cada personagem. Esse livro nos dá várias respostas mas apesar
disso, nos instiga e preenche nossa mente com novas perguntas. Juntando tudo
isso temos o final … Aquele final … O que eu sei é que não faço a menor ideia
do que pode nos esperar no último livro da saga. Tudo o que sei é que a curiosidade
existe, e essa série valeu muito a pena até agora!

Confira a série Beautiful Creatures:

1. Dezesseis Luas

2. Dezessete Luas

3. Dezoito Luas

4. Dezenove Luas

rela
ciona
dos