Criado por:
Graeme Manson e John Fawcett

Com: Tatiana Maslany; Jordan Gavaris; Maria Doyle
Kennedy; Dylan Bruce; Kristian Bruun; Evelyne Brochu; Ari Millen.
Gênero: Ficção
Científica; Drama; Suspense.
Duração: 44
minutos – 10 episódios
Lançamento:
2013
Eu nunca fui muito ligada
em séries e nem mesmo em televisão, até um ou dois anos atrás eu acompanhava
pouquíssimas séries e já tinha abandonado várias outras, tudo por falta de tempo
ou por não conseguir ficar muito tempo sentada na frente da TV. Mas o mundo dá muitas
voltas e as pessoas mudam, e um dia durante uma noite em que eu já estava
quase desistindo desse aparelho maravilhoso e viciante que é a televisão,
quando eu trocava de canal, e canal, e canal, eu descobri o segredo do
universo. Tudo bem, na verdade, eu só descobri uma série mesmo. Porém não se deixem enganar
pelas minhas palavras, existe ouro correndo por esses episódios!
Orphan Black é
uma série produzida pela BBC, a mesma que lançou séries maravilhosas como
Doctor Who e Sherlock. Lançada no ano de 2013, ela aos poucos foi chamando a atenção
de todo o tipo de viciado em séries, e hoje reúne uma grande quantidade de fãs
fiéis que esperam ansiosamente pelo lançamento da quarta temporada (e eu estou
no meio desse grupo lindo de fãs fiéis). Logo no começo de sua vida, a série
tinha tudo para dar errado, muitos não acreditaram que uma história como essa,
que surgiu do nada e ainda é desconhecida por muitos, poderia crescer e se
mostrar inteligente e instigante. Mas as previsões estavam erradas, e talvez a
falta de algo novo e original fez com que ela crescesse e se mostrasse digna
de indicação ao Emmy, tudo graças ao trabalho de uma atriz maravilhosa
conhecida por Tatiana
Maslany
. Hoje, após três temporadas, eu ouso dizer que a série ainda tem muito
o que contar, ainda possuí grandes segredos para quebrar a nossa cabeça, e
principalmente, pode conquistar mais fãs ao redor do mundo.
Nossa história começa com estilo e aos poucos vai inserindo um mistério atrás do outro em
nossa mente. Logo no primeiro episódio nós conhecemos a rebelde e incontrolável
Sarah (Tatiana Maslany), no momento em que a encontramos, ela está voltando para a cidade onde morava, após
passar muito tempo distante, sem dar notícias a ninguém, e sem aparecer para cuidar de sua filha Kira. No momento em que ela
desembarca na plataforma, e espera pelo próximo trem, ela percebe uma mulher falando ao
telefone. No momento em que desliga o telefona, essa mulher coloca sua bolsa,
sapatos e casaco em um canto da estação e se joga na frente de um trem que
estava se aproximando. No momento em que ela se vira para Sarah, esta percebe
que as duas são idênticas, uma é o espelho da outra. Sem pensar duas vezes,
Sarah pega a bolsa da mulher e foge do local. 
Sarah vê na
morte de Beth, a mulher que se jogou em frente ao trem, uma oportunidade
enorme. Incorporando o papel da ex-policial, ela pretende roubar todo o dinheiro
que Beth deixou para trás e começar uma vida nova com sua filha Kira, e seu irmão Felix (Jordan Gavaris). Porém,
aos poucos ela percebe que quanto mais se faz passar por Beth, mais será impossível
continuar com a farsa e levar uma vida normal longe de todos os problemas e
perguntas que Beth deixou insolucionados. Com o passar dos dias, Sarah descobre que
ela e Beth não eram as únicas mulheres idênticas nessa história, existem muitas
outras, e assim ela acaba conhecendo Cosima e Alison (também interpretadas por
Tatiana). 
A partir do
momento em que esse grupo formado por uma dona de casa frustrada, uma mulher
que passou a vida fugindo e se metendo em encrencas, e uma cientista brilhante
se reúnem, a série mostra o seu valor. Ela te prende, te faz pensar e criar
teoria em cima de teoria, até que a temporada termine. Acontece que todas essas
mulheres são, de certa forma, irmãs. Elas são clones de uma original que se
perdeu no tempo. Elas são experimentos realizados por uma organização mais
poderosa do que o exército. E juntas essas personalidades divergentes vão
tentar descobrir o que existe por trás de tantos segredos contados para cada uma delas desde
que nasceram.
Eu sei muito
bem que após a minha pequena descrição da trama inicial dessa história, muitos
de vocês ainda vão pensar que essa série não é tão interessante assim, ou quem
sabe, podem acreditar que essa série não faz o seu tipo. Deem uma chance para
essa história. Esqueçam os gêneros em que ela se encaixa, assistam aos primeiros episódios, assistam como quem não quer nada,
e garanto que vocês vão se surpreender com a graça e a inteligência dessa
história.

A graça de Orphan Black reside em dois elementos importantíssimos. O primeiro deles é a história
muito bem bolada, encaixada, pensada e conectada. Tudo o que acontece nesse
história possuí uma explicação, e tudo, de uma maneira ou de outra, está
interligado. São poucos os acontecimentos que acontecem por acaso ou por acidente. Mesmo que, durante um
episódio você se pegue perguntando como aquilo está acontecendo ou porquê, logo logo as respostas virão até você, mas não antes de deixarem mais perguntas. 
Os
criadores souberam ligar muito bem o fator ficção cientifica com o suspense e o
drama da história. Unidos, esses gêneros acrescentam força a série. Como eu já
comentei várias e várias vezes, essa é uma série inteligente, porém imersiva (já estou viajando já, rsrsrs). Você
ficará tão preso à história, sentirá tanto carinho por determinados
personagens, que por vezes suas teoria serão influenciadas por tudo aquilo que você e determinado personagem acreditam ser certo. E confiem em mim, os próprios personagens irão te manipular, irão fazer com que suas visões mudem o tempo todo.
O segundo fator
importante, se não o mais importante, são todos os clones que aparecem ao longo do
desenvolvimento da história. E nós não podemos falar nas nossas queridas
clones, sem destacar o maravilhoso trabalho de Tatiana Maslany. A atriz é o
destaque da série, ela é magnifica, o trabalho que ela faz interpretando todas as clones é perfeito. Tatiana consegue passar de Sarah,
para Cosima com uma facilidade muito grande. Ela nos confunde, nem percebemos
que se trata de uma única pessoa interpretando papéis diferentes. O trabalho da atriz está tão impecável que podemos
diferenciar as personagens pela voz, pelo jeito como elas falam, pela maneira como se comportam.
É claro que o cabelo, maquiagem e figurino também auxiliam na diferenciação, mas é a atuação de
Tatiana que fecha com chave de ouro. As personagens, todas elas, são carismáticas. Elas nos surpreendem, fazem com que o jogo mude a todo o momento, com o passar o tempo, é impossível não torcer por elas, não sentir carinho pelas clones.
Orphan Black é
uma série inteligente, carismática, cheia de reviravoltas, mistérios e momentos
de boas risadas (porque sem risadas o mundo seria cinza e triste). Essa é uma série
que provou que tem potencial e que merece uma chance no seu coração. Orphan Black conseguiu alcançar um posto que pouquíssimas séries, até hoje, foram capazes de alcançar, se
tornou minha favorita. E para terminar essa resenha eu só tenho mais uma coisa
a dizer: keep calm e join the clone club!


rela
ciona
dos