Título
Original:
172 Hours on the Moon

Autor: Johan
Harstad
Ano: 2015
Editora: Novo
Conceito
Páginas: 285
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Quando 172
Horas na Lua
apareceu na lista de lançamentos da Novo Conceito, meus olhos
brilharam e minha vontade de ler o livro cresceu. Minhas expectativas com relação ao livro estavam no
infinito, e pedi para a nossa querida Joi, se poderia solicitar o livro para
conhecer de vez essa história. Imaginem vocês, qual foi a minha surpresa ao descobrir que tudo o que
eu esperava dessa história, era mera ilusão. 

Sempre me interessei pela temática
espacial, adoro livros que nos mostrem viagens espaciais, novos planetas e
situações que dão totalmente errado. Era isso que esperava desse livro, mas não
foi tudo isso que recebi em troca. Confesso que me decepcionei um pouquinho,
mas também recebi uma história envolvente e misteriosa, que me surpreendeu bastante.

“A verdade é
que… o que encontramos lá não é o tipo de descoberta que alguém pagaria para
continuarmos pesquisando. Seríamos convidados a ignorar o assunto. Então
fingimos que nunca existiu… e, de todo modo, o sinal desapareceu. ”

A história do
livro se inicia através da reunião das maiores cabeças pensantes; comandantes e pessoal
de marketing da NASA. O motivo dessa reunião importante e extremamente secreta
era apenas um. Ali, naquela sala com apenas pessoas confiáveis e escolhidas a
dedo, seria decidida a nova missão espacial da NASA, estaria em jogo o futuro dessa instituição tão conhecida e importante. A nova missão consistia em
levar três adolescentes, sorteados entre inscritos do mundo inteiro, além de
astronautas experientes, para a Lua. A viagem duraria 172 horas, e em seu
objetivo de fachada, seria reconhecida mundialmente por se tratar de uma missão de coleta de amostras e
realização de experimentos na superfície lunar.
É logo no
início da narrativa que encontramos algumas informações sobre qual será o direcionamento
desse livro. Mas é também logo no início da história que percebemos o quanto
tudo isso não faz sentido algum, considerando uma história baseada em algo real e verdadeiro. Primeiramente, não acredito que a popularidade
da NASA para com o público leigo e o mundo inteiro, seja um fator relevante para
iniciar um sorteio mundial de seleção de três adolescentes que irão participar de
uma viagem espacial (isso aqui não é a Fantástica Fábrica de Chocolates minha gente). 

Em
segundo lugar, por mais que a equipe de marketing adorasse essa ideia maluca,
eu duvido que a diretoria da instituição fosse aprovar uma ideia dessas, sem
falar no fato de que o treinamento desses adolescentes deveria considerar uma
idade maior do que acima de 14 anos. Querendo ou não, dependendo do adolescente, quatorze anos ainda é uma idade onde se fazem muitas burradas, vocês acreditam que a NASA confiaria em três adolescentes dentro de uma nave espacial cheia de botões e comandos?! E foi aí que o livro me perdeu, mas
justamente quando eu pensava que tudo estaria perdido, é que o livro nos mostra que
ainda possui algumas cartas na manga.

“A isso
seguiu-se outro pensamento que ela nem tinha ideia de onde viera, mas abriu
caminho à força em meio à sua consciência e deixou-a apavorada: No espaço, ninguém pode te ouvir gritar.

Após conhecer a
temática geral de 172 Horas na Lua, nós iremos entrar na vida dos três
adolescentes escolhidos para a tão esperada e comentada, viagem à Lua! É no momento em que conhecemos as
personalidades, os medos, anseios, e desejos de Antoine, Mia e Midori, que
começamos a nos identificar com este ou aquele personagem, e passamos a desejar
o bem a esse grupinho que teve a sorte (ou talvez, azar) de serem escolhidos para
conhecerem o espaço.
Acontece que a
Lua guarda um segredo sombrio, um segredo guardado a sete chaves pela equipe da
NASA, e é justamente em direção a esse segredo que nossos astronautas e
adolescentes irão.
172 Horas na
Lua
não é um livro sobre o espaço. Não espere encontrar ficção científica,
informações inteligentes e interessantes sobre os treinamentos, equipamentos e
astronautas da NASA, ou ainda, situações em que os adolescentes precisarão utilizar
todo o seu conhecimento sobre física, mecânica ou matemática para solucionar os problemas que surgirão ao longo de sua jornada. O foco dessa história está no mistério que cerca o satélite natural da Terra, e
todas as missões fracassadas que a NASA realizou. Nossa chave de ouro se esconde no suspense que toma conta da narrativa
assim que os astronautas iniciam sua jornada espacial, e está, no pequeno toque
de terror que o autor soube aproveitar de tantos e tantos filmes e histórias
criados e pensados até os dias de hoje.

“Foi aí que ele
sentiu. A mesma sensação que tinha agora, parado no corredor da DARLAH 2. A
sensação de que não havia esperança. E de que nem toda a bondade do mundo
poderia salvá-lo do mal bem ali, próximo dele. ”

Johan Harstad
soube direcionar e montar muito bem sua história. O autor sabia o que queria
desde o início, e foi capaz de utilizar diversas fórmulas, já velhas amigas dos
amantes de terror e suspense, de uma forma primorosa, porém sem grande inovação.
O livro segue uma fórmula simples, porém consegue fisgar o leitor desde o início,
já que possuí tensão e mistério na medida certa. Tudo aqui foi muito bem
pensado para te deixar confuso, apreensivo, ansioso para descobrir o que virá a seguir, qual será o mistério que espreita todas as frases dessa história. O problema é que, a partir do momento em que o mistério é
desvendado, você saberá o final, e a história perde um pouco do brilho.
Mas onde a
história perde o brilho, a edição duplica, triplica, quadruplica o brilho
perdido. A Novo Conceito não está só de parabéns pela edição desse livro, ela
deveria receber uma honraria, um título que destacasse todo o carinho
demonstrado pela editora para com esse livro. Não tenho palavras para expressar
o quanto esse volume está perfeito, lindo, maravilhoso. É de encher os olhos!
Parabéns Novo Conceito, por nos trazer uma obra impecável e que deixa qualquer
leitor com orgulho.
172 Horas na
Lua
é um livro que conseguiu unir o tema do espaço e de viagens espaciais de
uma forma interessantíssima com os gêneros de suspense e terror. Esse é o tipo de livro que faz com que o leitor
busque terminar a leitura o quanto antes, ele nos deixa ansiosos, cheios de
teorias, porém, uma vez descoberta a verdade por trás de todos os acontecimentos, o final se torna muito simples e
conhecido. Gostaria de ter visto mais originalidade do autor, pois já vi essa
fórmula sendo utilizada muitas e muitas vezes. Mesmo assim, é uma leitura que
vale a pena por ser instigante, além de ser uma ótima pedida para aqueles que querem ingressar aos
poucos nos gêneros do terror e suspense. Desvende os segredos do lado escuro da Lua com essa história instigante.

“O carregador
apertou o botão do elevador e olhou para o painel iluminado, indicando que o
elevador estava descendo, algo que já vira centenas ou milhares de vezes. Esta
seria a última. ”

rela
ciona
dos