Resenha: Para Continuar

Título Original: Para Continuar
Autor: Felipe Colbert
Ano: 2015
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
Compre aqui

Para Continuar é o meu primeiro contato com o autor nacional Felipe Colbert e nesta resenha falarei tudo o que achei sobre este livro de capa linda e história comovente.

O autor já começa ganhando pontos comigo, Colbert ambientou toda a sua história nos bairros de São Paulo mas precisamente na Liberdade, suas descrições são fieis e isso ajuda o leitor a se identificar na história e com certeza orgulha qualquer morador.

Leonardo tem sua vida limitada por uma doença cardíaca, além disso ele também é regrado, excessivamente por seus pais, que temem que algo pior aconteça com seu filho. Ele é impedido de realizar grandes esforços, nada de esportes, nada de grandes emoções, todo detalhe é vital para controlar seu coração. Para alguém entre seus 19 para 20 anos de idade, iniciando a faculdade, isso é sinônimo de uma vida monótona e sem grandes acontecimentos. 

Durante suas idas e vindas à faculdade, Leonardo conhece Ayako. A princípio é apenas uma troca de olhares, até o dia em que ele toma coragem e resolve se aproximar da linda garota oriental. Daquele dia em diante, Leonardo sabia que tinha a possibilidade de mudar seu destino, que poderia passar por grandes emoções como nunca na vida (literalmente), mas para conhecer Ayako, parecia valer a pena.


Ayako ajuda seu avô a cuidar da loja da família. Em cima da loja, junto deles, vive também Ho, um jovem especial que seu avô é tutor. Além de ter herdado o comércio da família, depois da morte de seus pais, Ayako ficou responsável por guardar um precioso segredo, e nessa parte entraremos na fantasia da história. No porão da loja existem centenas de lanternas orientais, e cada uma delas, umas mais brilhantes, outras nem tanto, correspondem ao amor de um casal que se uniu no bairro da Liberdade. 

Porém, assim como inicia a parte fantástica da história, que tinha um potencial ótimo, ela também termina e muitas perguntas ficaram apenas na minha imaginação. Confesso que eu queria ter mais detalhes desse lugar, entender melhor as lanternas, porque elas eram mantidas ali, dentre outras coisas, mas entendi que esse não era o propósito inicial do autor. 


A escrita do Felipe é ótima, fácil de compreender e sem enrolação, a maneira que o próprio Leonardo interage com os leitores nos torna ainda mais íntimos da história. Inclusive, nos deparamos com três narrativas durante o livro, um presente para o leitor, que consegue entender perfeitamente as motivações e os sentimentos de cada personagem, o que torna cada um tão genuíno. O romance que ele construiu entre os personagens principais também é fechadinho, nada forçado, aconteceu naturalmente e ao mesmo tempo intenso. 

Outro ponto positivo da história é a forma que a doença de Leonardo é abordada. É interessante ver a forma que os pais do protagonista lidam com a situação, a forma que sua ex-namorada lidou e a forma que seu melhor amigo Penken lida. Todos têm reações totalmente reais e foi bacana ver as diversas maneira que cada ser humano lida com isso em suas vidas. Porém, o mais cruel, é acompanhar um rapaz tão jovem, com tanta coisa para viver lidando com isso, sentir todas suas frustrações, lamentações, limitações e ainda assim, ter humor (ácido) para lidar com sua situação.


A história tem muitos pontos positivos, falhou em outras, mas resumidamente eu achei uma história fofa que fica gravada em sua memória. O final não foi surpreendente mas emociona e comove, daqueles que nos fazem dar suspirinhos. Se você procura uma história assim, uma leitura despreocupada e rápida recomendo Para Continuar, uma história que mostra um personagem passando por pequenos e grandes desafios, um guerreiro, que assim como o amor, dá um jeito para continuar.

14 comentários

  1. Adoro quando o personagem narra a estória como se estivesse conversando com a gente. É assim também no livro que você me mandou, A Aposta.
    Acho que isso deixa os leitores mais próximos do livro.
    Eu quero muuito ler essa estória em breve, quando eu tiver dado uma aliviada na minha lista de espera de livro... haha

    Beijos
    www.ooutroladodaraposa.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim é bacana Rai, a quebra da quarta parece é ótimo mesmo em filmes ^^

      Excluir
  2. Já ouvi falar desse livro e ele parece ser bom mesmo
    eu não gosto nadinha da capa , mas deve ter alguma relação com o livro,
    espero descobrir em breve

    Mil beijocas
    ⋙ ♥ Blog Livros com café

    ResponderExcluir
  3. Parabéns pela resenha!
    Eu já li esse livro e fiquei completamente apaixonada pela história que o Felipe construiu.
    Todo esse mistério com as laminarias , e essa cultura japonesa que foi apresentada aos leitores é realmente apaixonante e encantador.
    Beijinhos!!!
    http://05estanteliteraria.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tbm curti Larissa, mas poderia ter sido mais explorado.

      Excluir
  4. Já li vários comentários sobre esse livro e todos positivos, mas vc conseguiu resenhar de um jeito especial, bem detalhado, me deixando extasiada, gostei muito quando vc diz como o autor coloca como cada pessoa que estava próxima a Felipe reagia, muito interessante, com certeza Para Continuar está na minha lista de leitura.Beijos!!!

    ResponderExcluir
  5. Oi Joi!
    Tbm estou para conhecer a escrita do Felipe, tenho o primeiro livro dele. Confesso q entre o enredo desses dois livros, prefiro Belleville. Mas acho a capa de Para continuar linda e os elementos da história são bem diferentes msm.
    Ps: te marquei numa tag!
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. Oi Joi! Eu tenho que começar dizendo que estou impressionada com os comentários positivos sobre esse livro! Eu vi muito sobre esse livro, principalmente pelo seu destaque na Bienal, e fiquei curiosa, mas não tinha lido nada sobre ele e pouco antes de ler aqui li em alguns outros lugares. Creio que irei me apaixonar por essa história, pois adoro histórias desse tipo, com pessoas com alguma limitação e nós fazem pensar na nossa vida. Aposto que o livro é bem comovente! Também queria dizer o quanto estou vendo os autores nacionais se destacarem ultimamente e o Felipe Colbert que tenho escutado muito nesses últimos tempos. Vou ler e espero amar!

    ResponderExcluir
  7. Olá!!
    Não conheço SP, mas pelo que você fala o Bairro Liberdade está tão bem descrito que dá pra viajar e conhecer através da leitura. Também não conhecia o autor e gostei bastante do enredo, confesso que fiquei curiosa em saber mais sobre as lanternas orientais, mas pelo jeito não esta no livro estas respostas...mas mesmo assim gostei muito da narrativa, do modo de lidar de cada um em relação a situação do Felipe. Acredito que chorarei muito com esse livro. Parabéns pela resenha!!
    Bjos e sucesso!!

    ResponderExcluir
  8. Olá!!
    Quando vi essa capa me veio na mente "Enrolados" que é uma das minhas animações preferidas, claro me encantei pela capa e desejei conhecer a historia por traz dela, e torci muito pra ter relação com a capa, e fiquei feliz em saber que tem relação, mais nem li ainda a já sinto a frustração que você sentiu porque já sei q vou querer saber mais sobre as lanternas e toda a fantasia por traz delas, mas mesmo assim quero muito ler, pois o foco da historia também é linda e muito emocionante.
    Bjocas

    ResponderExcluir
  9. Parece ser um livro bem gostosinho de ler, as vezes é bom ler esses livros que arrancam "suspirinhos" e deixam uma sensação boa.

    Não sei, achei meio viagem esses pais super cuidadosos, eu sei ele tem uma doença, mas ok, ele também tem 20 anos.

    ResponderExcluir
  10. Os livros nacionais da novo conceito sempre me conquistam, e os autores sempre são uns fofos. Sempre sou a favor de dar chance aos autores nacionais, pois muitos deles são muito bons. Ótima oportunidade para ajudar um autor nacional!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Existem muitos nacionais melhores que internacionais por aí. Esta ideia de que livros nacionais não são bem escritos é totalmente absurda!

      Excluir