Título Original: Zac and Mia
Autor: A.J. Betts
Ano: 2015
Editora: Novo Conceito
Páginas: 285
Compre aqui
Quando recebi este livro, em parceria com a Editora Novo Conceito, o que tinha escutado sobre ele era: dizem que parece com A Culpa é das Estrelas. Não que eu não tenha gostado de ACEDE, pelo contrário, eu gostei muito, chorei horrores e no filme também. É uma história muito triste, mas de certa forma, um pouco fantasiosa. 
Não me entendam mal. Quando eu digo “fantasiosa” me refiro ao seguinte: Sou da área da saúde, e acompanho de perto tratamentos de pacientes com diversos tipos de câncer. Achei que tudo se encaixou muito direitinho em ACEDE. Os personagens se conheceram, se apaixonam, conseguem viajar mas, não sei… É apenas a minha opinião. Fiquei então, me perguntando que linha seguiria o livro que levava em mãos. Será que seguiria essa linha, de ACEDE, ou seria algo mais como Como Eu Era Antes de Você
Zac é um rapaz que sofre por ter leucemia. Já passou por diversos tratamentos, quimioterapias, radioterapias, até que a equipe médica optou por transplante de medula óssea. E assim inicia o livro, Zac em isolamento, uma vez que estes procedimentos diminuem muito a imunidade, e qualquer resfriado, tem a força para mata-lo. Ele passa os dias no hospital ao lado da mãe que se esforça diariamente para distrair o filho, com jogos e outras distrações. Obviamente, Zac sabe tudo que acontece na ala oncológica do hospital em que está internado, e fica curioso, quando alguém novo chega para tratamento no quarto ao lado.

“Mia: VC ACHA QUE KERO FICAR ASSIM?”

Logo, Zac descobre ser uma garota, de 17 anos e mais, ela é linda. Zac comunica-se com a garota por batidas na parede que separa os quartos, através de enfermeiros e demais funcionários ele consegue mais informações sobre a tal garota. Até que certa noite, Zac recebe um convite no facebook que iria mudar a sua vida. A garota se chama Mia, e suas fotos da rede social não demonstram nada do que a garota está passando. Pelo contrário, ela parece ser extremamente popular, e aos olhos de todos, está levando a vida normalmente, de sua casa.

“E, cada vez que leio sobre a morte de alguém, por leucemia, me da sensação sombria de alívio. Eu nunca admitiria isso a ninguém – e me sinto um cretino -, mas a derrota deles me ajuda a acreditar que, de alguma maneira cósmica, minhas chances de sobrevivência aumentam. Alguém marcou um ponto no placar.”

Eles desenvolvem uma amizade, estranha a princípio, até que Mia vai para outro quarto, e deve fazer um procedimento cirúrgico. Nesse meio tempo, Zac termina o seu período de isolamento. Assim, Zac volta para onde sua família mora, em uma fazenda no interior. Por um bom tempo, Zac não tem mais notícias de Mia, nem facebook, nem telefone. Nada. Até que ela ressurge na sua vida, ou melhor na sua casa. 

“Fiquei deitado na cama por vinte e sete dias consecutivos e consegui recuperar o controle dos meus intestinos. Consegui perder cem por cento do cabelo, e minha cabeça de alguma forma, dobrou de tamanho.”

Eu esperava menos deste livro. Muito menos. Iniciei esta leitura como quem não quer nada, e logo, os dizeres da capa se tornavam realidade: “Um aviso: Se você pegar este livro, não vai querer larga-lo mais”. E foi bem assim que aconteceu comigo, eu simplesmente não parei. Li em 2 dias. Amei cada detalhe tão bem pensado, amei o modo como a autora foi a fundo nessa patologia que mata tanta gente. 
A forma como ela descreveu o período em que um paciente esta internado, as coisas que passam pela sua cabeça, a solidão, a insegurança, a certeza que nada vai dar certo. O modo como ela demonstrou os estágios de negação, aceitação, foram tão claros em cada paciente que chegou a emocionar. A obsessão de Zac com números, probabilidades de recidivas, mortalidade, porcentagem de sucesso do transplante, qual câncer mata mais também é interessante de acompanhar.

“Se os cientistas podem lançar um robô para um lugar localizado a 560 milhões de quilômetros de distância, pensei naquela hora, com certeza são capazes de conserta algo tão pequeno quanto células sanguíneas rebeldes em um corpo. “

Agora que li esse livro posso afirmar: Gostei mais que ACEDE. Ainda não bateu Como Eu Era Antes De Você, mas esse é um dos meus preferidos da vida, então vai ser difícil! Enfim, adorei o final, o modo como fui pega de surpresa, e fiquei chocada, triste. Chorei litros (mais que em ACEDE), e espero que quem ainda não teve a oportunidade de ler, leia-o. Vale muito a pena, e espero que Zac & Mia ganhe mais visibilidade, pois com certeza merece. 
XO!
Enjoy!

rela
ciona
dos