Resenha: Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor

14 dez, 2015 Por Raissa Martins

Título Original: Ten Things I’ve Learnt About Love
Autor: Sarah Butler
Ano: 2015
Editora: Novo Conceito
Páginas: 254
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Olá Leitores! Recentemente a Joi me mandou um dos lançamentos da Novo Conceito, Dez Coisas que Aprendi Sore o Amor. Eu já tinha ouvido falar nele, e já fizemos um post com as primeiras impressões sobre a obra aqui, mas sinceramente não sabia o que esperar! O título e as resenhas que li me davam uma vaga ideia do que seria a história. Mas acabei me surpreendendo depois que li.

Alice acaba de voltar para casa após saber que seu pai está muito doente. Ela voltou para uma casa que nunca sentiu que fosse sua, seu lar. Ela sempre foi diferente de seu pai e suas irmãs, tanto fisicamente como em qualquer outro sentido. Ela sempre se sentiu melhor longe de casa, de onde fugia constantemente. Sua mãe morreu quando ela era muito nova e ela sempre achou que a culpa disso fosse dela.

Daniel caminha pelas ruas de Londres há trinta anos, desde que foi deixado pela mulher mais incrível que ele já conheceu em toda a sua vida. Ele tem uma filha que nunca conheceu, mas que procura todos os dias. Ele procura deixar “pistas” na cidade, na esperança de que ela as encontre.

A única coisa que esse dois personagens parecem ter em comum é o hábito de fazer listas de dez coisas que os deixam tristes ou felizes. Como disse anteriormente eu não sabia muito bem o que esperar desse livro. Todo mundo que leu disse ter se emocionado, mas a sinopse não parecia tããoo emocionante assim. Então comecei a ler. O livro tem um ritmo bom, apesar de o começo não ter grandes acontecimentos.
Somos primeiramente apresentados à vida de Alice e Daniel, separadamente.

Alice está triste por causa da doença do pai e só consegue ficar voltando ao passado, lembrando das coisas que fazia quando era criança. Ela nunca sentiu que pertencia àquela família e sempre fugia de casa ou da escola. Na verdade, fez isso até depois de adulta, tanto que antes de seu pai adoecer ela estava na Mongólia. Não fazia muito que ela havia terminado um relacionamento de três anos e ela ainda pensa muito no ex-namorado. Juntando tudo isso, ela se vê perdida quanto ao que fazer de sua vida.

Já Daniel está perdido faz tempo. É um homem solitário, que vaga pelas ruas. Ele também se recorda muitas vezes de sua vida anterior, quando namorava uma bela mulher. Descobrimos por cima como ele foi parar nas ruas, mas quando o foco é ele, o que mais vemos é a saudade que ele sente da filha, mesmo sem nunca ter conhecido ela.

O foco principal do livro é o relacionamento das pessoas, principalmente o amor entre pai e filha. Em como a vida não segue o curso que planejamos e, em como mentiras podem afetar a vida de alguém. É um livro muito tocante. Não tem grandes reviravoltas, mas nos faz pensar e refletir sobre nossa própria vida. Outra coisa que me marcou foi a forma como as pessoas que não veem outra alternativa, a não ser viver na rua, são tratadas. Como se fossem invisíveis ou indesejáveis. Isso me emocionou muito em alguns momentos.
O final não foi o que eu pensei que seria. Mas que a autora quis mesmo manter o foco da história no decorrer e não no desfecho. Não é um livro para quem gosta de enredos cheios de reviravoltas e acontecimentos marcantes, mas sim para uma reflexão sensível e sincera sobre a vida.

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