Título Original: Seraf e os Artefatos Místicos – Controlador de Mentes
Autor: Gabriel Edgar
Ano: 2015
Editora: Giostri
Páginas: 144
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A resenha de hoje demorou um pouco, por que a fila de leitura nunca diminui, mas finalmente, agora trago a resenha do primeiro livro de Seraf e os Artefatos Místicos.
Seraf cresceu em um reino marcado pela guerra. Nele só existia uma certeza, existia o reino do Rei Mark e o lado daquele que havia se rebelado. Há anos, Spartian quase fora derrotado e resolveu exilar-se, até o dia que enfim, voltaria e conspiraria novamente contra o reinado. A aventura de Seraf inicia-se quando nas proximidades do castelo é encontrado um bilhete junto ao um corpo com a seguinte mensagem: Spartian estava voltando.
A ameaça, junto ao seu 15º aniversário é o suficiente para motivar Seraf a se tornar um defensor do reino. Logo ele escolhe ser um jovem aprendiz de monge guerreiro. Graças aos meus conhecimentos dentro de alguns jogos de RPG, sei que os monges têm controle sobre os elementos e também possui habilidades sobre recuperação e confesso que isso me animou sobre a escolha do menino. Treinado por Hako, Seraf aprende sobre a guerra, sobre defesa, ideais para si e para seu povo. A arte que ele havia escolhido requeria treino árduo, tanto de seu corpo quanto de sua mente.


A história vai se desenvolver a partir daí, o jovem aprendiz, juntamente com seu mestre em busca de uma forma de salvar seu reino. Juntos, Seraf e Hako vão completando suas missões, que vão os levando cada vez mais perto do inimigo. Em meio a este caminho, personagens são inseridos, e elementos fantásticos também são descobertos. 

O livro é curtinho, fazendo com que a história seja um pouco corrida para um universo fantástico, na minha opinião. Achei que muitos pontos poderiam ser melhores explorados pelo autor, como por exemplo, os personagens. Não consegui captar as motivações do vilão, nem de outros que passam rapidamente pela história. A inclusão de um mapa para o reino de Rudgart também poderia ser pensado para as próximas edições, isso facilita e muito para o leitor se situar durante as passagens. 
Em uma rápida pesquisada pela internet, descobri que existe outra edição do livro, não sei qual é a mais recente, mas a outra continha ilustrações e até o mapa do qual senti falta, o que torna a obra mais interessante na minha opinião. De qualquer maneira, a leitura é fluida e rápida, o que contribui para o entendimento. A arte da capa é linda, mas confesso que me passa outra visão do Seraf que encontrei dentro do livro. A revisão pecou um pouco e alguns errinhos ortográficos e de narrativa passaram, mas é lógico que isso não atrapalha a leitura. 

Gabriel consegue prender o leitor, há um mistério envolvendo a história e isso a sustenta. É perceptível o talento do autor que iniciou esta história tão jovem. O autor está de parabéns por se jogar na fantasia e criar o seu próprio universo. Vejo um potencial considerável, porém para esta edição existem algumas falhas. Seria interessante conferir os livros seguintes da série, e pretendo. Seria ótimo acompanhar a evolução, não só da história e de seus personagens, mas também de Gabriel como autor.
Enfim, para quem gosta de fantasia nacional, mas que não liga para alguns errinhos de narrativa, Seraf é um bom livro para ser conhecido. A história é boa, tem potencial, pode ser melhor trabalhada, mas o conjunto em si é uma ótima leitura e eu gostei, ideal para entreter e de ser intercalado entre outras. Espero realmente ver o nome de Gabriel ganhando espaço pelo meio literário, o talento já é garantido.

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