Maze Runner: The Scorch Trials

Lançamento: 17 de setembro de 2015
Com: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster
Gênero: Aventura, Ficção Científica, Ação
A crítica sobre o Prova de Fogo demorou, é verdade, mas é que fiquei num impasse, se esperava para ler o livro, ou não. Escolhi resenhar o filme logo, não vou deixar que o livro me influencie na minha opinião final. Pelos comentários que andei lendo, vejo que fiz a escolha certa.
Prova de Fogo vai iniciar exatamente onde Maze Runner – Correr ou Morrer termina, os clareanos sobreviventes conseguindo sair do labirinto. Thomas (Dylan) e seus amigos são resgatados e levados para uma fortaleza no meio do deserto. O que nós sabemos, mas nossos mocinhos não, é que esta é apenas a segunda fase de seus testes que a organização C.R.U.E.L vem preparando para eles. Dessa vez, em busca da cura para combater a epidemia que quase extinguiu a população.
Quando se dão conta disso, os clareanos (não consigo, não chamá-los assim) precisam arriscar suas vidas sozinhos no deserto, e por lá encontrarão muitos obstáculos, muito mais cruéis. Novos personagens aparecerão, novas descobertas e desafios que fazem com que o enredo de Maze Runner continue interessante para mim. A trama continua se desenrolando, é interessante perceber como estes jovens que tiveram suas memorias apagadas precisam lidar com a realidade fora dos labirintos. O primeiro filme foi um ótimo filme introdutório. Lá tínhamos um cenário limitado, mas fora dele, vemos como a história é ampla e muito mais complexa.

Apesar dos elogios eu senti que o filme é uma grande correria, literalmente. Como se não bastasse fugir de cientistas malucos agora eles precisam encarar os perigos do deserto, zumbis, rebeldes e oportunistas. Os personagens passam por pelo menos cinco novos lugares durante sua fuga, e isso tudo é muito rápido e mal explorado, como se cada um desses lugares fossem um lado do outro. Além disso, pontos importantes do enredo passam um pouco despercebidos. Para quem gosta de uma produção Hollywoodiana achará isso um mero detalhe, mas para quem procura a mensagem principal, assim como eu, pode se decepcionar. Se no primeiro filme não tínhamos um debate social relevante, no segundo temos uma boa oportunidade de conhecermos isso, mas que se perde dentre tantas cenas de ação.

O que quero dizer é que temos mais uma ficção distópica, com cientistas brincando com células humanas em prol de algo maior, a manipulação da sociedade para “salvar” o restou dos humanos e também a alienação dos imunes. Tudo isso passa num piscar de olhos.

Entretanto, é inegável que a ação continua sendo a grande protagonista do filme, acredito que os produtores e roteiristas souberam explorar isso com a renda mais expressiva ganharam e com certeza os fãs agradecem. O elenco do filme também está maior, e ganha reforços de peso, como de Barry Pepper interpretando Vince e Aidan Gillen como Janson, nosso novo vilão.

Tentei evitar o máximo spoilers, então acabo minha avaliação por aqui. Prova de Fogo mantém o ritmo do filme anterior, temos ação, luta, sobrevivência, conspirações e traição, e por este último temos um final surpreendente como um gancho perfeito para a continuação. Com certeza um plotwist que poucos esperavam. Não posso fazer uma comparação do livro com o filme, pois como disse, ainda não completei a leitura, mas o que posso dizer é que Prova de Fogo foi bem executado, um bom filme que promete entreter e instigar o telespectador para o próximo!

rela
ciona
dos