Título
Original:
A Anfitriã
Autor: Elielson
Júnior
Ano: 2014
Editora: Multifoco
Páginas: 223
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Eu já tive todo
o tipo de experiência ao escrever as resenhas aqui do Estante Diagonal. Algumas
foram muito difíceis de escrever, outras deram um nó na minha cabeça e fizeram
com que eu me perdesse no meio de tantos pensamentos e opiniões, outras foram
bem tranquilas e as palavras encontravam os seus devidos lugares de maneira simples e
fluída, algumas, porém, foram extremamente fáceis, e esse é exatamente o caso
da resenha de hoje.
Em A Anfitriã
nós seremos apresentados a um dos grupos mais populares da escola. Nesse grupo
de amigos existem os típicos personagens de filmes e séries adolescentes, temos
a garota engraçada; o menino drogado; a menina mais linda da escola; o garoto
lindo que faz as meninas suspirarem e a garota estudiosa que sempre tira notas
boas. Por motivos desconhecidos alguém com muita raiva do grupo começa a enviar
ameaças e mensagens para diversos membros, sem ter aparentemente, nenhum motivo específico. É durante uma dessas
mensagens que diversos membros do grupo são convocados a se reunirem em uma antiga
casa abandonada da cidade. É lá que toda a trama será iniciada.

“Estávamos
sentados digerindo a informação que recebemos, e o silêncio dominava a
residência, ninguém conseguia dizer uma palavra. Nem mesmo a assassina. ”

Assim que
avancei algumas páginas do livro percebi uma grande semelhança com o enredo da
série de televisão, e também de livros, Pretty Little Liars. A trama segue uma
fórmula muito parecida com a da série. Aqui encontramos alguém querendo
prejudicar um grupo de amigos, essa pessoa possuí algum motivo confuso que vai
surgindo conforme avançamos na história. O problema surgiu no modo como o autor
explorou toda a trama e os motivos do potencial inimigo do grupo de amigos.
Achei que a trama se desenrolou de maneira muito rápida, faltou um pouco
daquele suspense, para que pudéssemos criar nossas teorias e imaginar o que
poderia estar acontecendo por trás de todos os ataques ao grupo. Achei que toda
a fórmula poderia ser melhor desenvolvida, se estendido um pouco mais. Não
seria necessária tanta pressa, já que um bom suspense também pode ser
construído aos poucos.
Os motivos de
quem fazia as ameaças ao grupo também me pareceram um tanto vagos e sem maiores
aprofundamentos. Quando leio livros como esse gosto de entender a mente do personagem,
gosto de conhecer suas dores, seus sofrimentos, suas cicatrizes, e aqui
encontrei uma breve explicação que não se encaixou muito bem ao longo da
história, principalmente quando observamos o que foi feito a todos os
personagens, e não apenas um. Gosto de moldar a mente do personagem, compreender o porque dessa ou daquela ação, por esse mesmo motivo senti falta de mais imersão.
Os personagens
são típicos adolescentes, agem como tal e isso me agradou bastante, já que não
esperava certas ações de seres na idade em que os personagens se encontram.
Todos agem ligados à sua idade, não compreendem exatamente o que lhes acontece,
não agem de maneira totalmente racional, mesmo quando pensam que o estão
fazendo, e isso é ótimo, já que na maioria das vezes, pelo menos em minha
imaginação, é isso mesmo que deveria acontecer! 

“A pessoa foi
bastante prestativa, e me deu várias ideias, afinal, ela também tem seus
motivos para querer vingança com todos vocês. ”

De maneira
geral A Anfitriã é um bom suspense adolescente, é uma obra maravilhosa para
aqueles que gostam de uma leitura mais fluída e rápida, ou para aqueles que
pretendem se aventurar em livros de suspense. É uma leitura agradável, porém
previsível que segue uma fórmula comum, já vista em outros livros ou séries. Se
trata de um livro interessante, uma dica válida para quem curte conhecer novas
histórias de suspense. 

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ciona
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