Criado por: Todd Slavkin, Darren Swimmer

Com: Katherine McNamara, Dominic Sherwood, Alberto Rosende
Gênero: Drama, Fantasia, Ação.
Duração: 13 Episódios – 42 Minutos
Para situar quem ainda não conhece o enredo que envolve a série Shadowhunters, nos livros, Instrumentos Mortais, vou falar um pouco sobre o plot principal da série. 
Clary é uma simples garota do colegial, mas as coisas em sua vida começam a mudar quando sem querer, acaba presenciando um crime. Um jovem é violentamente assassinado. Os três “assassinos” são na verdade Shadowhunters ou Caçadores das Sombras. Todos são cobertos de estranhas tatuagens e brandem adagas que Clary nunca vira antes. Nada disso que aconteceu era para Clary presenciar, muito menos, conseguir enxergar, mesmo se acontecesse bem diante de seus olhos, mas ela acaba vendo tudo por ser especial, Clary não é uma mundana.

Os três jovens são, Jace e os irmãos Isabelle e Alec, os caçadores das sombras são responsáveis por proteger o mundo que Clary estava acostumada a viver. Todas as lendas são verdadeiras e no mundo existem monstros reais, seres como vampiros, demônios e lobisomens. São os caçadores das sombras que controlam estes seres e partem deles a ordem no mundo. Paralelamente a isso, acontecimentos começam a despertar e Clary acaba participando diretamente de muitos deles e por este motivo e para a sua segurança, ela começa a seguir os caçadores das sombras.


Já faz um tempo que concluí a série, mas acreditem, depois de toda a correria, apenas hoje consegui sentar e falar sobre a renomada saga da autora Cassandra Clare, que também já ganhou sua versão para os cinemas. Instrumentos Mortais conta com seis livros e a adaptação cinematográfica não passou do primeiro filme que teve Lily Collins como protagonista e Jamie Campbell Bower como Jace. Dito isso, é impossível não fazer comparações, entre o filme e a série. Eu tento, juro que tento, mas caso minha opinião não seja tão imparcial, peço desculpas de ante-mão, mas tendo uma abordagem pouco diferente, entre as duas adaptações, fica um pouco difícil. 

Quando fiquei sabendo da escalação do elenco, finalmente, achei que Jace estava caracterizado como merecia. Dominic Sherwood trouxe, fisicamente, o Jace das páginas que li, porém, não eu posso falar o mesmo sobre Katherine McNamara como Clary. Parecem detalhes bobos, mas parte da caracterização dela me incomodou, principalmente, o cabelo. Bobagem, afinal, o que importava no fim, eram as atuações. Bem…em relação a isso, minhas expectativas continuam em aberto e isso também se aplica a Dominic que não provou nem um terço da personalidade de Jace, coisa que Jamie tirava de letra.
Também não posso negar que fazer uma segunda versão, é uma grande responsabilidade ainda mais para atores tão novos e experientes, e vem daí minha esperança para que eles melhorem. Eu quero e os fãs querem, um Jace com personalidade e não um cachorrinho ciumento. Eu quero e os fãs querem, uma Clary forte e resistente e não uma chorona teimosa. Para que a série continue evoluindo, estes dois protagonistas precisam funcionar e ainda mais atuando juntos.

Os personagens secundários, estes sim, merecem o bônus pelo sucesso atual da série. Alberto Rosende é Simon sem tirar nem pôr, todo seu jeito espevitado, preocupado, o alivio cômico da série sem parecer forçado. Ele tem papel fundamental na série e na vida de Clary e ele executa isso da melhor maneira. Emeraude Toubia, apesar de estereotipada demais, representa bem tudo que esperávamos de Isabelle. Ela mostra toda a personalidade, audácia e força que esta personagem tem. Matthew Daddario também surpreende, faz direitinho aquele personagem que por vários momentos odiamos, por este motivo ele nos conquista por todas as facetas que consegue mostrar em cena. Por fim, não poderia deixar de falar do incrível, e com certeza, a estrela do elenco, Harry Shum Jr. O Magnus Bane de Godfrey Gao dificilmente seria batido, na minha opinião, e Harry Shum foi lá e mostra que o personagem pode mais, que merece mais espaço e teve. E o que falar na química de Harry e Matthew hein? Simplesmente maravilhoso a série abordar algo que foi mostrado com tanta sutileza ao longo dos livros da autora.
Sobre o enredo, eu gostei das mudanças, achei que a série ganhou um ritmo bastante acelerado sem perder a ordem de narrativa, o que cativa ainda mais o telespectador, e convenhamos, material eles têm para isso. Os roteiristas trabalharam para quem não leu os livros possam se situar na história, o que é um ponto altíssimo para atrair mais telespectadores e não apenas fãs.  Há uma notável evolução dos primeiros capítulos para os demais, podemos esperar algo ainda melhor para a próxima temporada, e neste quesito eu também falo sobre as atuações (espero!).
Senti que a série deixou um pouco a desejar no quesito dos efeitos especiais, principalmente por que tivemos o filme como uma espécie de parâmetro. Mas como somos fãs, a gente releva. O figurino está okay, a maquiagem exagerada, senti falta dos personagens descabelados, suados e machucados. Todos impecáveis demais soam falso, isso não ajudou a acreditar na verdade de toda a história. Quantos aos efeitos, eu acredito, como em qualquer outra série, que isso vá melhorar com mais orçamento disponível.
Em suma, Shadowhunters, aos poucos ganhou espaço e vem ganhando ainda mais, como resultado desse esforço, temos a confirmação da segunda temporada que deve estrear em janeiro de 2017 com acréscimo de episódios. A primeira você pode conferir através da Netflix, exibiu simultaneamente com o lançamento dos EUA. Para quem é fã, a série pode agradar, caso não, ou ainda não, esqueça um pouco a ordem cronológica dos livros, lembrem-se que a série é uma outra abordagem, uma outra visão de uma mesma história. Se permitam, assim como eu, curta a série e dê uma oportunidade para os atores. Eu continuarei vendo, esperando que melhore, é verdade, mas ainda sendo fã.

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