Título
Original:
Rising Strong
Autora:
Brené Brown
Ano:
2015
Editora:
Arqueiro
Páginas:
264
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Brené
Brown
, durante meses e meses, foi uma autora que conheci através do olhares e
indicações de outras pessoas. Por muito tempo observei os comentários de
pessoas que leram seus livros e se encontraram; me apaixonei com as capas de
suas obras, tanto as nacionais quanto as de outros países; me surpreendi ao conhecer
sua jornada e confesso que adorei descobrir que ela também já discursou em uma
edição nos famosos TED Talks
Esse
ano, após tanto ouvir falar da autora e criar uma expectativa um tanto alta para com sua escrita, finalmente tive a chance e a felicidade de conhecer
sua obra. Além, é claro, de ter me encantado profundamente com essa pessoa que tanto pesquisou
e tem muito para compartilhar com o mundo. Após trazer para vocês minhas
opiniões sobre o adorável A Coragem de Ser Imperfeito (resenha), hoje venho compartilhar
o que achei de Mais Forte do que Nunca, livro mais recente da autora.

“Abraçar
a vulnerabilidade necessária para se levantar mais forte depois de uma queda é
algo que nos torna meio perigosos. As pessoas que não permanecem no chão quando
caem ou tomam uma rasteira costumam criar problemas. São difíceis de controlar.


Neste livro, assim como no antecedente, Brené Brown irá abordar uma parte da pesquisa que realizou durante treze anos de sua vida acadêmica e profissional. A
diferença neste livro está no fato de que, após termos nos familiarizado com os conceitos de vergonha e a
vulnerabilidade, termos conhecido as maneiras de lidar com esses dois aspectos
de nossas vidas, após termos compreendido como essas duas palavras estão
profundamente espalhadas e enraizadas em nossa sociedade e são reproduzidas sem que possamos perceber o que estamos fazendo, iremos passar para um capítulo específico. 

Capítulo este que surgiu conforme a
autora avançava em suas pesquisas. Nessa obra iremos conhecer o processo que Brené caracteriza como o de “volta por cima”. Em outras palavras, iremos compreender o que
acontece quando enfrentamos a vida de cabeça erguida e falhamos tremendamente,
erramos, caímos de cara no chão, mas ainda assim, voltamos a nos erguer.

Ao
contrário do que observei em A Arte de Ser Imperfeito, Mais Forte do que Nunca
é um livro que está todinho centrado no gênero autoajuda. Apesar de não trazer regras, normas, ou passos para que o leitor siga e
somente assim, alcance o caminho para uma vida plena, a autora irá abordar o processo
de “volta por cima” com um olhar prático, metodológico e eventualmente, apresentará algumas dicas. 

Estas dicas funcionam como uma estratégia não para facilitar a vida e evitar que nossas tentativas falhem, mas sim para nos fazer refletir e evitar que caiamos nas armadilhas que encontradas quando estamos de cara no chão.
Uma vez observados os casos, ouvidas as histórias de cada pessoa que participou
da pesquisa, após analisar os dados recolhidos e aplicar sua metodologia ao que coletou, a autora aplica boa parte do que encontrou nesta obra, inclusive algumas histórias. Porém, uma vez
demonstradas suas estratégias, o livro se torna repetitivo e por vezes,
cansativo.

“Que
nome damos a uma história construída de dados reais limitados e dados
imaginados, misturados numa versão coerente e emocionalmente satisfatória da
realidade? Teoria da conspiração. ”

Por
outro lado, existe algo que chamou minha atenção durante a leitura desta obra em especial, algo que não esteve presente, não desta maneira, na obra anterior.
A edição desse livro está mais agradável, elaborada e graciosa quando comparada ao anterior. Apesar de não se tratarem de mudanças absurdas, as mudanças que encontrei aqui me agradaram muito. Com pequenas mudanças no corpo do
texto, na fonte ou posição dos títulos e subtítulos, com espaçamentos diversificados entre tópicos, títulos e corpo, esse livro se transforma em algo mais prazeroso de ler lido. As frases que tomam uma página inteira também são um
espetáculo à parte, e mostram um carinho especial pela obra de Brené. Onde o livro peca pela repetição, a edição do selo Sextante
ganha em cuidado com a edição que o leitor irá receber.

Se
precisasse indicar as duas obras de Brené Brown que li até o momento para leitores que ainda
não conhecem sua escrita e toda a sua pesquisa, pensando nas diferenças entre elas e em leitores específicos, indicaria A Arte de Ser
Imperfeito
para aqueles mais exigentes, para aqueles leitores que não
se dão bem com o famoso gênero autoajuda, e podem encontrar problemas com certos detalhes da obra apresentada nesta resenha. 


Mais Forte do que Nunca,
porém, indicaria para aqueles que adoram uma boa história, para aqueles que valorizam a trajetória e dificuldades que encontramos em nossas jornadas, para aqueles dispostos a se aventurar de corpo e alma no gênero. Apesar
de possuírem certa similaridade, Mais Forte do que Nunca, em minha humilde
opinião, peca ao seguir por um caminho já explorado por tantos outros livros do
gênero, porém não deixa de ser válido e até mesmo interessante. Acredito que no fim, tudo depende do que o
leitor espera do livro, e de que tipo de leitor estamos falando.

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ciona
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