Resenha: À Procura de Alguém

08 dez, 2016 Por Raissa Martins

Título Original: Searching for Someday
Autora: Jennifer Probst
Tradução: 
Camila Pohlmann
Ano: 2016
Editora: Paralela
Páginas: 288
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Kate é uma consultora de relacionamentos, ela e suas duas amigas de faculdade administram uma agência de encontros, onde as pessoas vão para tentar achar o par ideal. A Kinnections está crescendo cada vez mais pelos seus resultados positivos, porém, o segredo desse sucesso todo é uma pitada de magia vinda de Kate.

Apesar de ter sucesso nos negócios, Kate tem uma vida amorosa frustrada, ou ela não sente química com os caras com quem sai ou acaba percebendo que, na verdade, aquela pessoa é alma gêmea de alguém mais. Um dia, um homem arrogante e pretensioso entra em sua agência muito irritado porque sua irmã contratou a Kinnections para arrumar um namorado e por ser advogado de divórcios, ele acha que Kate é uma vigarista e só ilude as pessoas para ganhar dinheiro. Os dois batem de frente e acabam fazendo um acordo: Kate tem que arrumar a namorada perfeita para Slade para provar que seu trabalho realmente funciona. Mas, é claro que, no meio disso tudo, eles acabam percebendo que rola muito mais do que apenas tensão entre os dois.

Primeiramente deixo claro que eu não tenho problema nenhum com um clichê. Qualquer um que visitar minha página de livros lidos no Skoob, pode perceber que eu AMO um romance clichê, mesmo que a fórmula que o livro siga já tenha sido usada inúmeras vezes. Foi por este motivo que eu escolhi esse livro no catálogo da editora, eu já imaginava mais ou menos onde a autora iria chegar com tudo isso, mas se a escrita dela me agradasse eu terminaria esse livro feliz da vida.

Entretanto, a grande questão da escrita de Jennifer Probst foi que ela segue demais o clichê, isso inclui as falas, a personalidade dos personagens, a sequência dos acontecimentos e até os pensamentos dos protagonistas. Então comecei o livro super empolgada e interessada pela história, imaginando que passaria um tempo agradável lendo um “clichêzinho” gostoso, mas não foi.

Mas a autora exagerou um pouco na mão, principalmente quanto ao sexo. Para quem não gosta de linguagem explicita e cenas picantes, essa não é uma boa indicação. Todavia o livro não é de todo ruim. Apesar de não surpreender e não ter uma escrita tão agradável, é uma leitura engraçada em alguns momentos. Um fator que me chamou a atenção foi a pitada de fantasia que a autora acrescentou à personagem principal. Foi algo que eu não esperava e que me surpreendeu de maneira positiva.

Então de modo geral, pelo menos para mim, não foi uma leitura memorável, mas alguns pontos são aproveitáveis. Lembrando que Jennifer publicou por volta de seis livros dessa história, porém, com personagens protagonistas diferentes, então ainda há esperanças. Talvez, se nos próximos livros Probst elaborar um pouco mais as falas e ações dos personagens ela se torne uma das autoras de romance que eu tanto gosto.

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