Manchester by the Sea

Lançamento: 19 de Janeiro de 2017
Com: Casey Affleck, Michelle Williams, Kyle Chandler
Gênero: Drama

Manchester à Beira Mar é um dos nove filmes indicados ao Oscar e além de melhor filme, também recebeu indicações em outras 5 categorias na academia. Agora eu vou falar um pouco sobre este filme que me emocionou bastante.

Após a morte do irmão, Lee Chandler (Casey Affleck) precisa retornar para sua cidade natal para tratar do enterro e de outras questões relacionadas. No dia da leitura do testamento do falecido irmão ele descobre que se tornou o tutor de seu único sobrinho, um adolescente cujo paradeiro da mãe é desconhecido.
Lee já não tinha uma vida lá muito satisfatória e não vê como conseguirá cuidar de um adolescente sozinho. Ele mora e trabalha em Boston e para cuidar de Patrick (Lucas Hedges), seu sobrinho, ele precisaria largar tudo e se mudar para Manchester. Além disso, Lee tem seus motivos para não querer voltar a viver na cidade em que cresceu e enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, talvez desperte dele muitos sentimentos que já estavam adormecidos. 
Definitivamente esse filme não segue o modelo dos blockbusters ao qual estamos acostumados. Na verdade o ritmo dele segue de forma bem mais sentimental e profunda, por isso pode não agradar à todos. Mas o que realmente prende a atenção nesta obra é a forma como a história é contada, mudando constantemente do passado de Lee para o presente, nos ajudando assim a entender mais o personagem e o porquê de ele ser como é hoje.

Ao iniciarmos o filme, nossa visão do protagonista é bem diferente da visão que adquirimos ao terminá-lo. Nos compadecemos de Lee e sua história de vida enquanto conhecemos também o lado dos personagens ao redor dele. A história nos passa uma certa melancolia, mas ao mesmo tempo nos mostra que todos temos altos e baixos na vida. Por isso não podemos julgar de forma precipitada o próximo, especialmente quando não sabemos pelo o que aquela pessoa já passou na vida. Por mais que tentemos entender as pessoas, nunca saberemos realmente o que ela está sentindo. Cada um sabe a dor e a alegria de ser quem é. Tudo o que podemos fazer pelo próximos e ter empatia e respeitar a história de cada um.

Enfim, recomendo o filme para quem gosta de formatos diferentes para o cinema e tem a mente aberta para isso. Por mais que o filme seja um pouco longo, acredito que vale a pena. Não tenho certeza se ele é um forte candidato a ganhar o Oscar de melhor filme devido aos outros fortes concorrentes, porém merece seu lugar na indicação.

Além de melhor filme, o longa também está concorrendo a melhor ator com Casey Aflleck, que foi o ganhador do Globo de Ouro, portanto, as expectativas para esta categoria estão bastante altas. As outras indicações são a de melhor direção, roteiro original e também de melhor ator e atriz coadjuvantes com Lucas Hedges e Michelle Williams.

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