Ghost in the Shell

Lançamento: 30 de março de 2017
Com: Scarlett Johansson; Pilou Asbæk; Takeshi Kitano; Juliette Binoche; Michael Pitt
Gênero: Ação; Ficção Científica; Cyberpunk
Baseado no mangá de Masamune Shirow, lançado em 1989, Ghost in the Shell ganhou inúmeras adaptações ao longo dos anos, como filmes, séries de televisão em animação e jogos eletrônicos. Devido ao seu grande sucesso, ele é considerado por muitos como um dos pilares para a popularização da animação japonesa no ocidente. E agora, em 2017, recebemos mais uma versão, dessa vez produzida pela Paramount.
O filme retrata um universo futurista, onde grande parte da população possui algum tipo de aprimoramento eletrônico, seja uma perna, um braço e até mesmo um implante cerebral. E é nesse universo que conhecemos a Major (Scarlett Johansson), a primeira pessoa que teve seu cérebro transplantado para um corpo completamente robótico. A personagem teve sua completa transformação em ciborgue realizada pela corporação Hanaka após um acidente que destruiu completamente o seu corpo.
A trama do filme começa quando o presidente da Hanaka tem o cérebro hackeado por Kuze, um hacker que aparentemente é contra a corporação e seus métodos científicos. Por trabalhar como comandante de um esquadrão no grupo governamental de contra-terrorismo, o Section 9, Major se torna uma das responsáveis por investigar esse caso.

Uma sub-trama desenvolvida na história é sobre como a Major é vista pelas pessoas a sua volta, com alguns achando que ela deve ser utilizada como uma arma e outras reconhecendo a humanidade que ainda existe dentro dela. Ao mesmo tempo, ela tenta descobrir mais sobre si mesma e o próprio passado, o qual não se recorda com muita clareza.

No meio disso tudo, nós temos cenas com tanta riqueza visual que é impossível não sair do cinema maravilhado com a beleza estética do filme. Devo apontar que mudanças foram feitas na parte do conceito visual de algumas áreas da cidade no novo filme, mas essa mudança foi muito bem vinda. Combinando muito bem com a proposta dessa adaptação, acrescentado algo a mais ao mundo vivo e pulsante que é o de Ghost in the Shell.

Os poucos personagens apresentados, por menores que sejam seus tempos de tela, são muito memoráveis e bem trabalhados. Destaco a interpretação do Pilou Asbæk que interpretou Batou, um gigante de coração mole, colega de equipe da Major, que representa um desses casos. Ele conseguiu transmitir a personalidade marcante do personagem e mostrou bastante intimidade com o mesmo. Algo que poucos atores são capazes de realizar.

Devo admitir que como fã da obra original, eu fiquei bastante receoso quando eu soube desta nova versão do filme. Muitas vezes “Hollywood” pega uma franquia apenas para utilizar o nome e acaba estragando tudo. O meu grande medo era de que o filme se preocupasse tanto em prestar homenagens ao quadrinho e a animação que acabasse se perdendo e não conseguisse entregar algo original e interessante. Confira um vídeo comparativo com a animação e o filme.

Eu sai do cinema completamente aliviado. Todas as preocupações que eu tive em relação ao filme estão no passado. O universo de Masamune foi muito bem trabalhado no filme e as mudanças feitas ficaram ótimas, ajudando bastante no desenvolvimento da história para essa nova adaptação. Acredito que ele tem todo o potencial para agradar tanto os fãs mais fervorosos desse universo, quanto pessoas que nunca tiveram contato com a franquia.

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