Denial

Lançamento: 09 de Março de 2017
Com: Rachel Weisz, Timothy Spall e Tom Wilkinson

Gênero: Drama, Crime, Biografia

Universo dos Livros nos convidou para a cabine de imprensa do filme Negação. Eu, particularmente, não conhecia, mas confesso que foi uma agradável surpresa conhecer esta trama! Além disso, até ganhei um kit lindo da editora com balde de pipoca, salgadinho, suco e chocolates (veja aqui). Sem esquecer, é claro, do livro que o filme foi baseado e do livro da Bela e a Fera! Tudo para deixar a sessão ainda mais especial.

Negação conta o caso da historiadora americana Deborah Lipstadi, que foi processada pelo também historiador David Irving, que alegou difamação por ela tê-lo chamado de “Denier”, um termo utilizado para definir aqueles que negam a existência do Holocausto. O processo correu na Inglaterra e, segundo as leis britânicas neste caso, quem foi acusado é que deve provar ou justificar a acusação. Então Deborah reúne uma equipe forte de advogados que bolam uma incomum estratégia para defendê-la. 
Na maioria das vezes em que filmes abordam o Holocausto, geralmente há um claro apelo para a emoção do público. Entretanto, surpreendentemente, não é o que acontece em Negação. Apesar de ser um tema muito delicado e doloroso, o filme aborda o assunto de uma maneira inovadora. Pela perspectiva da nova cultura que se criou no mundo, principalmente após as redes sociais, onde as pessoas confundem constantemente a liberdade de expressão com ofensa e discurso de ódio.

Para quem ainda tem dúvidas da diferencia entre uma coisa e outra, basta assistir ao filme, onde nos é mostrado claramente onde a argumentação baseada em provas concretas termina e onde a opinião embasada apenas no ódio começa. Apesar de os personagens principais representarem a clara versão do “bem” e do “mal”, o filme não foca totalmente sua atenção em quem está certo e em quem está errado e sim na questão dos limites que existem quando se trata de divulgar informação e disseminar opiniões ao invés de fatos. 

A atuação de Rachel Weisz e Timothy Spall contribuíram muito também para que a história ganhasse esse tom. Não houve exagero no drama que poderia tornar tudo uma “novela mexicana”. Na verdade a história é contada de maneira equilibrada, mostrando um bom caminho a se seguir quando necessário defender um posicionamento.

E para quem prefere narrativas mais leves, pode ficar tranquilo pois o filme não é nenhum um pouco massante e conta com um ou outro momento de descontração em meio à tensão do julgamento. O espectador se vê até rindo de um gracejo ou outro. Enfim, é um filme recomendado para todo tipo de pessoas e uma lição de que nem sempre o seu discurso nas redes sociais é simplesmente sua inocente opinião e que as pessoas que usam deste disfarce para proferir ofensas devem e arcarão com as consequências e suas palavras.

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