Resenha: A Caixa-Preta

Título Original: The Black Box
Autor: Michael Connelly
Ano: 2017
Editora: Suma de Letras
Páginas: 304
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Michael Connelly é um dos mais famosos romancistas policiais americanos. Ainda não o conhecia e A Caixa-Preta foi minha primeira experiência com suas obras, uma boa experiência. A Caixa-Preta é o décimo oitavo livro do detetive Harry Bosch e a vigésima quinta novela do autor. Lançado nos Estados Unidos em 2012, chega por aqui um pouquinho atrasado, inclusive já existem mais quatro livros da série, sendo o último lançado no meio desse ano.

Apesar de não conhecer o personagem protagonista, consegui, apenas lendo esse livro, saber exatamente o perfil do detetive Harry Bosch, traçado de forma muito comum nesse tipo de história, tanto em livros quanto em séries de TV e até mesmo no cinema. O detetive arrogante, que não aceita que seus superiores lhe deem ordens ou interfiram em suas investigações. 

Em A Caixa-Preta, o detetive entra em cena para investigar o caso da jornalista dinamarquesa, Anneke Jespersen, assassinada durante uma onda de protestos em Los Angeles em 1992. A polícia nunca tivera nenhuma pista sobre o caso, ela foi encontrada num beco de um bairro barra pesada da região e na data do assassinato conseguem saber apenas qual o tipo de arma fora usada no crime através da bala retirada do corpo. Porém, o objeto em si, nunca estivera em posse da polícia. Vinte anos depois, Harry Bosh tem uma nova chance para descobrir o mistério por trás da execução de Anneke e do porquê acabou sendo um alvo.

"A história anda em círculos. Ela se repete. Pode acontecer outra vez, com certeza"



Como é meu primeiro livro da série, não sei dizer se o personagem sempre trabalha em casos desse tipo, mas pelo que o livro passa, parece que foi algo anormal e que não é da rotina do detetive. As cenas são muito bem explicadas, Connelly não deixa nenhuma dúvida quanto aos passos do detetive no caso, sempre falando detalhadamente o que acontece no decorrer das investigações. Algumas coisas achei pouco prováveis de acontecer, como por exemplo, a maneira que o detetive consegue recuperar a arma que possivelmente fora usada no crime.

O livro é narrado em terceira pessoa e fica bem focado na história central, poucos capítulos são reservados para problemas familiares e casos amorosos, o que deixa o livro sem partes maçantes ou com interrupções desnecessárias. O foco realmente é a trama policial, deixando de lado partes românticas para quem não gosta do estilo.

A edição brasileira é ótima, páginas amareladas, letra de tamanho agradável aos olhos, qualidade da encadernação ótima e o livro não se amassa com facilidade. Qualidade compatível com as sempre ótimas edições da Suma. A única coisa que não gostei foi da capa, para mim não diz nada sobre o enredo. A primeira edição americana, por exemplo, tem a capa negra e a imagem de uma câmera, remetendo à repórter assassinada, muito mais de acordo com o livro.



Minha primeira experiência com Michel Connelly foi bem rápida e agradável, ele é um ótimo escritor e infelizmente não obteve muita notoriedade por aqui, acredito que o principal problema seja que seus direitos de publicação terem passado por diversas editoras brasileiras. Tomara que ele continue na Suma e que a editora invista na publicação de seus livros. Assim teremos mais um bom detetive em nossas livrarias, original e com um pouco dos vícios já conhecidos em romances policiais, mas sem dúvida uma leitura maravilhosa.

A minha leitura foi tão boa, que vendo a fama dele nos Estados Unidos e aproveitando que eu estava por lá, comprei seus dois últimos livros, mas que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Então, me digam, já leram Michael Connelly? Conhecem o detetive Harry Bosch? Gostariam de resenhas sobre um livro sem previsão de lançamento por aqui, mas que já são um dos mais vendidos na lista do The New York Times? Grande abraço e até a próxima.

20 comentários

  1. Oi Bruno, então eu gosto de um romance então o pouco espaço pra ele me deixa um pouco desanimada mas imagino que seja natural isso acontecer pois é o 18º livro de uma série e mesmo eu curtindo romance acho que o foco deve ser mesmo o caso policial. Ainda não conhecia o autor e apesar desse não ser um gênero que leio com frequência é sempre bom ter opções de leitura pra variar. Gostei da resenha e respondendo a pergunta sobre ter uma resenha de um livro ainda não lançado por aqui, eu gosto, é sempre bom conhecer mais de obras novas ;)

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    1. É uma ótima opção para quem gosta de romance policial, autor já consagrado e não muito conhecido aqui, mas que sem dúvida faria muito sucesso.

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  2. Olhando pela capa não compraria! Mas pelo enredo já me interessa. Não conheço nada do autor, nem nunca tinha ouvido falar, mas me lembrou minha época boa de adolescência que lia Agatha Christie e acompanhava o Poirot! hahaha

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    1. Ele não é nenhum Poirot e o Connelly também está longe de ser Agatha Christie, mas sem dúvida é uma ótima opção de leitura para quem gosta do estilo literário.

      E quanto a capa, deixou a desejar realmente, podia ter sido algo BEM melhor.

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  3. Bruno!
    Gosto demais de romances policiais e bem escritos ainda melhor.
    Fiquei feliz em saber que livro do detetive Harry Bosch é uma série e possivelmente outros exemplares sejam lançados aqui no Brasil ainda esse ano.
    Bom ver que ele é o típico detetive, arrogante e prepotente, mas que ao mesmo tempo, consegue desvendar os mistérios que rondam os crimes.
    Desejo um ótimo final de semana!!
    “A sabedoria consiste em ordenar bem a nossa própria alma.” (Platão)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE SETEMBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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    1. Tomara que eles continuem lançando os livros do detetive aqui, Connelly é um ótimo escritor e merece uma visibilidade bem maior aqui no Brasil.

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  4. Nunca li nada desse autor mas gosto de romance policial, essa coisa de mistério e investigação. E ele tem bastante livro heim, nossa. Tomara que venham mais pra cá mesmo porque pelo visto rende uma leitura bem gostosa de acompanhar. Achei legal que ele explique bem as coisas do caso, os detalhes que dá. Faz a gente ficar mais por dentro e deve ser bom tentar desvendar as coisas assim com os personagens e tal. Acho que iria gostar do livro.

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    1. Isso mesmo, se gostar dele, alguns livros da série já foram lançados por aqui, por outras editoras inclusive, então tem bastante coisa sobre ele para ler.

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  5. Eu adoro livros policiais, adoro saber o que eles estão procurando e desvendando o mistério da vez.
    Ainda não conhecia esse autor e nem esses livros e fiquei muito feliz com a sua resenha, bem completa.
    Adorei essa edição e já vou colocar na lista de livros que inda quero ler esse ano.

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    1. Obrigado pelos elogios, que bom que gostou.

      Faça isso, vale muito a pena.

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  6. Não li nada do autor mas já tinha visto dois livros dele em algum lugar, só fiquei desanimada com a quantidades de livros que tem a série, mas parece ser muito boa, tem mistério e investigação que adoro e me deixou curiosa em aber o que aconteceu nesse assassinato. Mas quero sim ver outras resenhas de livros do autor mesmo que ainda não foram lançados por aqui.

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    1. Isso mesmo, que bom que gostou, assim que der trarei resenha dos livros que ele lançou esse ano nos EUA.

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  7. Eu não conhecia esse autor, mas confesso que não fiquei com muita vontade de ler esse livro. Eu até achei a história dele interessante, mas não sou muito fã de livros policiais. E eu sou o tipo de pessoa que gostaria que o livro misturasse problemas familiares e romance na história em vez de focar somente na trama policial.
    Mas já deu pra perceber que o livro é uma ótima dica para os fãs do gênero...

    Beijos!

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    1. Exatamente. Mas não desanime, existem muitos livros nesse estilo que você gosta, e valem muito a pena a leitura.

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  8. Olá!
    Já gostei do livro. Sou bem fã de séries policiais, onde há investigação criminal. A trama é bastante envolvente, te faz analisa cada detalhe da investigação e descobrir os mistério que há. O livro não tinha conhecimento mas gostei muito por conhecer e já estou desejando ler.

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    1. Não perca tempo, leia ele, não vai se arrepender.

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  9. Oi Bruno.
    Não li nada do autor.
    Mas o autor parece criar ótimas histórias, ainda mais se esse é o 18o. livro de uma série e que mesmo lendo um livro fora da ordem da série você conseguiu entender bem a personalidade do detetive.
    As cenas parecem ser bem detalhadas e achei interessante não ter muitas cenas amorosas e do cotidiano do personagem.
    Fiquei com vontade de ler um livro desse autor. Vou procurar o primeiro livro dessa série e ver se eu gosto.
    Eu gostaria de ler resenhas sobre livros sem previsão de lançamento por aqui. Se for bom, vou acabar lendo em inglês mesmo =)
    Bjs

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    1. Oi Pamela, os primeiros livros da série forma lançados aqui há muito tempo, talvez você só encontre eles em sebo, e também há um hiato nos lançamentos brasileiros, nem todos os livros da série saíram aqui, em inglês você consegue encontrar todos para ler em kindle por exemplo.

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  10. Olá Bruno ;)
    Simplesmente adoro livros policiais, e sempre tive vontade de ler algum do autor. Já me indicaram também, além desse, Os Deuses da Culpa, não sei se você já leu.
    Sei que o Michael é conhecido demais na gringa, preciso mesmo ler algo dele urgente kkk
    A determinação do Harry Bosch me lembrou um pouco a detetive Andrea Cornell, da série Secrets and Lies, que eu adoro... por isso acho que vou adorar o personagem!
    Adorei sua dica, obrigada já foi adicionado a lista de leitura
    Abç

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  11. Oi Bruno,
    Amo livros policiais e, apesar de serem um pouco clichês em alguns elementos, sempre me vejo interessada por novas indicações de títulos do gênero. Não conheço Michael Connelly, para ser sincera é a primeira vez que vejo alguma indicação com seu nome. Caixa Preta é o tipo de trama que me prende e me faz criar altas teorias. As cenas bem explicadas somam pontos a favor da trama, pois ajuda o leitor a se ambientar melhor no que está acontecendo. Sua resenha me deixou curiosa para conhecer as aventuras do detetive Harry Bosch e espero ter a oportunidade de o fazer.

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