Thor Ragnarok - Crítica

Thor Ragnarok

Lançamento: 26 de outubro de 2017 
Com: Chris Hemsworth; Tom Hiddleston; Cate Blanchett; Idris Elba; Tessa Thompson; Mark Ruffalo; Anthony Hopkins; Benedict Cumberbatch
Gênero: Aventura; Ação; Fantasia

Os filmes do universo Marvel conquistaram um espaço especial no coração dos amantes das clássicas histórias em quadrinhos de super-heróis. Mesmo os que não fizeram parte da era de ouro dos quadrinhos, mas possuem certo fascínio por esses personagens cujos poderes rendem discussões acaloradas, não perdem o lançamento dos novos títulos anunciados. Assim, não poderíamos deixar de comentar sobre o terceiro filme solo de Thor, que, por falta de integrantes, não se transformou em uma espécie de breve reunião de membros dos Vingadores.

Thor Ragnarok nos apresentará nada menos do que o próprio Ragnarok, porém, são os eventos que permeiam a presença da destruição total que transformam o filme de mera alusão a mitologia nórdica à uma adorável e bem trabalhada Jornada do Herói.

O longa apresenta como ponto de partida uma missão preventiva, direcionando o espectador para o próprio conceito do Ragnarok e destacando outro mundo intimamente ligado a mitologia nórdica. Uma vez finalizada a missão, a narrativa nos lançará para o real objetivo do filme, demonstrando o retorno de Thor (Chris Hemsworth) para Asgard e as mudanças que seu pai, Odin (Anthony Hopkins) vem apresentando, o que nos leva para a primeira surpresa do longa, e essa não é nenhuma novidade, mas sim a descoberta que Odin não é Odin, e sim Loki (Tom Hiddleston) disfarçado. Os irmãos passam por uma discussão e Thor obriga Loki a levá-lo até Odin, que, por motivos um tanto quanto desconhecidos, encontra-se de férias na Terra.


A dupla dinâmica que tanto cativa os espectadores encontrará Odin em seus últimos suspiros, pronto para deixar esse plano de existência, porém, sendo essa uma típica reunião de família, iremos descobrir o último segredo, guardado a sete chaves pelo patriarca por muitos e muitos anos. Thor e Loki possuem uma irmã mais velha, a primeira filha de Odin, porém, encontra-se presa enquanto este viver. Hela, a Deusa da Morte (Cate Blanchett), aguarda pacientemente pela morte do pai, e, quando libertada de sua longa sentença, lança-se em direção a Asgard com a intenção de tomá-la para si, juntamente com todos os reinos que estiverem em seu caminho.

A querida irmã mais velha logo se prova uma oponente poderosa, lançando Thor e Loki para um mundo desconhecido onde, além de resolver suas diferenças, os irmão deverão encontrar uma forma de voltar para casa e salvar seu povo de um possível Ragnarok, e da maravilhosa Hela.

O terceiro filme solo do personagem apresenta as características da clássica jornada do herói. Reconheço que boa parte dos filmes de super-heróis fazem uso da fórmula, porém, em Ragnarok os elementos ficam claros, servindo até mesmo como exemplo para aqueles que ainda não compreendem claramente como o conceito funciona.



Além de uma narrativa clara, o longa ganha destaque pela nova abordagem e atmosfera criados. Encontramos cores em maior ou menor concentração e contraste, tons de neon nos levam a uma ambientação por vezes psicodélica, e tudo faz com que a inclinação do filme, que continua balanceada entre a seriedade e a comédia, apresente também uma vibração capaz de tornar cada cena de ação e lutas ainda mais instigantes e interessantes de serem observadas na grande tela do cinema.

Apesar do novo tom, é impossível comentar o filme sem destacar a presença da personagem Hela. A irmã mais velha rouba a cena, sua força e maldade inerente, os olhares e comentários, a própria destruição que causa são apenas alguns dos motivos pelos quais a tornam tão, ou mais, interessante do que os protagonistas do longa. Vou confessar que ainda tenho esperanças de, um dia, quem sabe, ser presenteada com um filme solo de Hela, e com uma cena estendida daquela bela guerra entre Valquírias e a Deusa da Morte!

Thor Ragnarok mantém o nível, ensina o espectador sobre uma fórmula clássica conhecida por jornada do herói, dá pinceladas de cores e nos brinda com magníficas cenas de ação, pode não se tratar do mais forte longa pertencente ao Universo Marvel, mas com toda a certeza deixará os fãs ansiosos pelos próximos filmes e pela tão esperada Guerra Infinita.

7 comentários

  1. Engraçado como este terceiro filme tem dividido opiniões.rs
    Uns amaram, outros odiaram e eu? Adoro muito essa "briga".
    Pois só assim, quando ver, dará para opinar com razão...ou não!
    Sei que mesmo não sendo tão fã de filmes de super heróis, acompanhei todos os filmes anteriores e com toda a certeza do mundo, verei este também!
    Espero não me decepcionar!
    Beijo

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  2. Ainda não assisti o filme, mas Thor é um dos meus favoritos entre os heróis.
    Gosto bastante da relação amor/ódio dele com Loki.
    Sou super fã da Cate, adorei ela estar no papel da Deusa da morte.
    Ótima crítica!

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  3. Quero muito ver, Thor não é o meu favorito entre os super herois, mas a gente não resiste e quer ver assim mesmo né! Sempre! hahaha
    Saudades Loki <3

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  4. Vou querer assistir, mas confesso que esperava mais, pelo visto não é muito bom ganhou três estrelas rs. Mas gosto de ação e pelo visto as cenas estão muito boas e vibrantes, tem também surpresas e segredos que deixa a trama mais interessante.

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  5. Tô ansiosa pra ver esse filme! Adoro esse universo dos super heróis. Claro que de vez em quando tenho algumas decepções como a do segundo Capitão América. Mas como fã de dos S. Heróis e de uma boa mitologia acredito tô na expectativa.

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  6. Olá!
    Eu gosto bastante dos filmes da marvel, sempre com heróis incríveis mas esse Thor nunca assisti filme relacionado a ele, acho por fato não gosta muito, mas sei que os filmes são ótimos, quem sabe eu der uma chance né!

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  7. Eu já assisti esse filme e adorei ele! Realmente não é o melhor da Marvel, mas gostei muito dele.
    Também acho que a Hela, foi um grande destaque no filme, e ia adorar um filme só dela :)

    Beijos!

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