Título Original: Origin
Autora: Jennifer L. Armentrout
Ano: 2017
Editora: Valentina
Páginas: 384
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Chegamos ao quarto volume da Saga Lux e eu não poderia estar mais estarrecida com tudo que li até aqui. Jennifer L. Armentrout continua viciando o leitor com sua escrita, instigando o leitor com seus personagens e nos prendendo com a trama que se desenrola com a mesma atitude dos primeiros livros.
Se você chegou até aqui é preciso dizer que esta resenha conterá spoilers sobre os livros anteriores, portanto, leia por sua conta em risco.
Após os acontecimentos finais de Opala, o plano de resgatar Beth acaba saindo do controle. Katy é capturada e nem mesmo seus poderes de híbrida pode mudar isso. Daemon está decidido em ir em busca de Katy, mesmo que tenha que entregar a Daedalus o que desejavam desde o começo, ele próprio. Enquanto Daemon não bate à porta da organização secreta, Katy tenta sobreviver. Exposta aos mais cruéis testes, agora ela entende tudo que Beth e Dawson passaram nas mãos da Daedalus e o modo como tudo isso os afetaram permanentemente.
Apesar das atividades desenfreadas e assustadoras, Katy começa a entender as intenções da Daedalus. Mesmo que questionáveis, as “boas” intenções da organização passa a plantar ainda mais dúvidas na cabeça de Katy em relação aos Luxen, afinal, seriam os Luxen os verdadeiros vilões para a humanidade? Esta é apenas a ponta do iceberg de problemas que Katy e Daemon enfrentarão neste volume e novas revelações prometem mexer com a cabeça do leitor e nós passamos a questionar tudo.

Engraçado constatar como a gente vive metendo os pés pelas mãos. Enquanto nos vemos mergulhados em alguma coisa, nunca dizemos ou fazemos o que precisa ser feito. É sempre depois que acontece algo, quando já é tarde demais, que você se dá conta do que deveria ter dito ou feito.

A narrativa de Originais será intercalada pela perspectiva de Daemon e Katy, desta forma podemos acompanhar, paralelamente, o que cada um anda planejando, sentindo e descobrindo ao longo de suas sinas. Desta vez Daemon está muito mais perigoso, tomado pela raiva e pelo desejo de vingança, ele parece não medir muitas suas atitudes. Ledo engano, ainda bem, pois Daemon mesmo tomado pela fúria, sabe muito bem utilizar de sua posição e poder para manipular a Daedalus.

Mesmo bastante machucada e até traumatizada, Katy continua sendo uma personagem em constante crescimento. Dona de um poder, ainda, sem tamanho, ela teme por suas ações e teme possuir um poder que não seja capaz de controlar, pois ela já viu isso de fato acontecer em sua frente. Desta forma, Katy é mais contida, não só por sua situação de prisioneira, mas também por temer jamais superar as consequências dos seus atos.
Neste livro, a autora apresenta ao leitor uma nova possibilidade, encorpa ainda mais sua trama e nos envolve com cada revelação. A inclusão dos Originais, transforma o enredo em algo muito mais incerto, dinâmico o suficiente para que um leque de desfechos se destaque para o final desta saga. O fato de um novo e grande acontecimento ter sido revelado, pode contribuir e muito para o desenrolar de Opostos, quinto e último volume.

Em Originais Jennifer A. incorpora bastante George R. R Martin, então preparem-se para algumas mortes. Algo que para mim não é nenhum problema desde que no fim, faça algum sentido, sabe? Os personagens secundários da Saga Lux sempre se destacaram para mim, sempre foram tão marcantes quanto os próprios protagonistas, mas acredito que aqui, a autora tenha pecado, ou não tenha conseguido manter a dinâmica necessária para o enredo se eles estivesse por perto. Desta forma, infelizmente, personagens são descartados muito facilmente ou seus desfechos se relevam bastante decepcionantes. Realmente uma pena, mas não posso falar mais sobre isso pois quero evitar mais spoiler do que esta resenha já contém, mas quem já leu o livro, sabe ou se você ainda irá ler, saberá exatamente do que eu estou falando quando chegar a hora. E isso não é apenas em uma oportunidade.

O relacionamento de Katy e Daemon dá um passo à frente neste volume, então, tudo que acompanhamos desde Obsidiana ganha ainda mais força e a conexão que ambos possuem torna tudo mais intenso. Eu como fã, aplaudi quando finalmente, algo em específico acontece em Originais, mas confesso que também bufei pelas excessivas vezes que a autora prepara o cenário para algo a mais e freia tudo de forma completamente brusca. Jennifer faz isso mais de uma vez e confesso que depois da segunda vez passei a revirar os olhos. De qualquer maneira, quando acontece é lindo, cheio de sentimento e do jeitinho que deveria ser.
A personalidade de ambos os personagens, destaque desde o primeiro livro, continua regendo o ritmo da narrativa, que vai dos momentos mais cheios de adrenalina aos mais ternos, temperados com momentos cômicos com os diálogos afiados dos protagonistas. Eu não esperava nada diferente de dois personagens com personalidades tão fortes e tão bem trabalhadas pela autora. Aliás, é exatamente por isso que a Saga Lux é tão apaixonante. É por que nos identificamos com cada um desde o início, principalmente por Katy que é a estrela de tudo isso.

Apesar da autora inserir tudo de forma sutil nesta saga, não pude deixar de perceber que ela trouxe questionamentos mais sérios para Originais e mais reveladores. Questões como a de criadores e criaturas, luta pela sobrevivência, perpetuação da espécie, princípios e outros dilemas que rondam humanos, híbridos, luxen e agora, originais, serão melhores trabalhos durante esta leitura e fiquei bastante satisfeita com isso. Mesmo assim ainda temos uma certa incerteza sobre todos estes seres, sobre as reais intenções de cada uma, sobre quem está, ou não, falando a verdade e até que ponto iremos para ver as máscaras caindo.

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Eu realmente estou muito empolgada com o desfecho desta história, ao mesmo tempo em que fico com o coração partido. Triste, que uma ótima e envolvente história de romance sobrenatural, que há muito não me envolvia mais, está prestes a acabar, mas extremamente feliz por ter acompanhado tudo de perto, por ter vivido cada aventura com estes personagens e por poder indicar ela para todos que buscam algo para se divertir, algo recheado de reviravoltas e extremamente viciante. Agora é contar os dias.

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