Heather Mulgrew se formou na faculdade e está a um passo de começar sua vida profissional. Antes de embarcar na loucura de cumprir horários e responsabilidades sem fim, ela irá viajar com as amigas pela Europa, com um itinerário meticulosamente planejado, assim como toda sua vida, que é muito bem pensada e toda traçada com a ajuda de sua agenda e todos os planos que tem para si, já que busca por vida estável e confortável.

Só que tudo muda quando ela conhece Jack, um jovem encantador e apaixonante que está se aventurando por diversos lugares, seguindo o diário do avô. Eles não tinham como ser mais opostos, buscando por coisas completamente diferentes e ainda assim uma improvável amizade se transforma em algo mais intenso, levando ambos a mudarem seus planos. O único problema deste relacionamento é que ele tem data para terminar, o final da viagem se aproxima e eles terão que lutar contra o que tinham planejado para permanecerem juntos ou deixarem tudo que viveram virar uma mera lembrança.

Algo que eu havia lido a muito tempo atrás. Dizia: “Obrigue-se a completar um gesto uma vez iniciado”. Se for sair, não pare. Se começar a se afastar, continue. Não retire as gavetas da cômoda, a menos que pretenda esvaziá-las.

O Mapa Que Me Leva Até Você é o tipo de história que surge para te fazer questionar as certezas que insistimos em ter. Heather é uma jovem toda controlada, que tem tudo minimamente calculado, planos traçados e ainda que não se sinta cem porcento certa do caminho que escolheu, o segue mesmo assim por medo de se decepcionar, de perder o controle, de não ter a sensação de segurança que é o que lhe traz conforto. E tudo isso se quebra quando ela conhece Jack, que está em uma jornada pessoal, seguindo os passos que o avô deixou em um diário, após a segunda guerra mundial quando retornou para casa.

Jack quer ver o mundo com o olhar deste grande homem, compreender o porquê de toda a viagem ter sido tão especial e conhecer esses lugares que ele relatou com tanto carinho e gratidão. Um aventureiro que parece não temer nada, apenas seguindo e vivendo tudo intensamente, inclusive os sentimentos despertos pela jovem que o desafia e intriga. E é quando a viajem deixa de ser apenas sobre lugares e passa a ser sobre se conhecer, se desafiar, explorar aquilo que até então parecia fora dos limites.

Eu fiquei muito chateada com a leitura. O livro possui todos os elementos necessários para te oferecer uma leitura viciante, empolgante e surpreendente e peca justamente por ser previsível e mais do mesmo. Toda a construção narrativa do início da trama que se revela por vezes divertida, inteligente e apresenta a jornada do protagonista como algo único e valioso, revelando lugares poucos explorados, desmorona com uma parte II que ao invés de emocionar, decepciona e te deixa sem entender o que foi aquela decisão e o fatídico desenrolar que você já esperava porque já leu um monte de vezes sobre.

O livro é recomendado para fãs da autora Kristin Hannah e do autor Nicholas Sparks, que por sinal são dois dos meus autores favoritos da vida e tirando o que é obvio da receita deles, todo o resto faltou. O romance não convence, os protagonistas não cativam e a história começa morna e termina fria, faltou a palpitação, a angústia do que estava por vir, a sensação de impotência, o nó na garganta por qual seria impossível evitar as lágrimas.

(…) Às vezes é mais fácil arruinar do que manter alguma coisa. Isso faz algum sentido?

Enfim… eu deveria ter dado atenção aos meus instintos de leitora que estavam gritando desde as primeiras páginas que esse seria o desfecho, mas insisti e… fiquei com aquele gosto agridoce de que foi uma leitura apenas ok. E antes que me xinguem, é importante frisar que estou compartilhando a minha experiência de leitura e que sempre recomendo que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões. Como mencionei, eu já li muitos livros do gênero, e estou familiarizada com esse tipo de narrativa, por essa razão fiquei com a sensação de mais do mesmo, mas isso não invalida a mensagem deixada e a narrativa fluida.

Até a próxima! Bye.

  • The Map That Leads to You
  • Autor: J. P. Monninger
  • Tradução: Andréia Barboza
  • Ano: 2019
  • Editora: Verus
  • Páginas: 307

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