Divergente – Crítica

19 abr, 2014 Por Lili Dalpizol

Divergent

Lançamento: 17 de abril de 2014
Com: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet 
Gênero: Ficção Científica – Ação – Romance
Ansiedade é pouco para o que eu estava sentindo antes da pré-estreia de Divergente. Quando lemos um livro que vira série ou filme, sempre criamos uma expectativa enorme. Será que vai abranger as partes essenciais do livro? E os personagens, serão como a descrição? Enfim, tudo é um suspense, uma incógnita. 
Ok, chegou o dia! O filme iniciou, e posso afirmar agora, sim, este filme foi fiel ao livro. Óbvio que é impossível passar para 2h de filme, 504 páginas de detalhes e mais detalhes. Mas como fã da série, não saí decepcionada do cinema, pelo contrário… Saí querendo ver novamente!
Shailene Woodley é a atriz do momento. Achei a atuação dela incrível, fiel e tocante. Impossível não se emocionar com ela em mais de uma cena, pois ela consegue passar exatamente o sentimento, seja ele dor, amor, ódio. Uma boa atriz.

Theo e Shailene tem uma química inegável. Tem certos pares românticos que assistimos, que simplesmente não rola, e não é o que acontece aqui. E o que falar de Theo James como ator? Adorei ver a evolução dele no personagem. De misterioso e rude no início do filme, para carinhoso e preocupado mais para o final. Kate Winslet como Jeanine Matthews ficou igualmente bom. Ela se mostrou uma ótima vilã, com as expressões faciais firmes, sem exageros, demonstrando o controle descrito por Verônica Roth.

Além dos atores incríveis (nem comentei sobre Zoe Kravitz, Maggie Q, Jai Courtney e a própria autora!), outra coisa que achei muito bem detalhado e fiel ao livro são os cenários. O cenário onde é feita as escolhas de facções é incrível. A cena em que Tris e Quatro sobem na roda gigante é grandiosa. E o que falar da cena da tirolesa? Tris passa por essa incrível experiência, levando os telespectadores de carona! É realmente incrível de ver!

A trilha sonora deste filme é amazing. Sério, eu sou amante de música e olha… realmente pode afundar ou colocar lá em cima um filme. No caso de Divergente, deu uma emoção extra. A cena em que Tris vê a galera da Audácia pela primeira vez, todos pulando do trem em movimento, através da música, conseguimos sentir a mesma vibração que ela está sentindo. Podemos ver o brilho nos olhos dela, e sentir o que está se passando no seu íntimo, já antecipando uma possível escolha de facção. Não apenas nesta cena, mas em todo o filme, a trilha sempre passou um sentimento coerente com as cenas.
Não vou falar sobre a história especificamente, você pode conferir a resenha do livro aqui no blog, mas acho que vale destacar que o enredo do filme ficou muito bem trabalhado. Particularmente acho incrível este livro, que vai muito além do romance de Tris e Quatro. E isso fica muito claro, já que as cenas de romance não são muitas. A questão de um futuro pós-guerra, as escolhas que cada um deve fazer e a oposição ao governo atual. Oposição esta, que não mede esforços para ter o que quer. São questões sociais fortes, e que nos fazem pensar.

Achei que a parte final ficou um pouco corrida, mas, como é um livro grande, não tinha outra maneira de ser feito. Mesmo eu tendo essa percepção, nada ficou sem explicação ou fora do contexto. Algumas cenas foram modificadas do livro, principalmente no final, mas nada muito gritante.

Ellie Goulding tem três músicas entre a trilha sonora, sendo “Beating Heart” composta especialmente para o filme, confirmada por ela à MTV Americana. Além de Ellie, temos outros artistas incríveis como Snow Patrol e Zedd, não é de se admirar a qualidade do som. Com certeza ainda verei muitas vezes Divergente antes das já confirmadas estreias de Insurgente e Convergente. O próximo filme tem data prevista de estreia para dia 20 de março de 2015 e Convergente que será dividido em dois filmes, sem datas de estreias ainda. Espero que todos gostem do filme, assim como eu e a Joi gostamos e adoramos!

Deixe-nos a sua opinião sobre o filme!
Até a próxima! XO!

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