Lucy – Crítica

09 out, 2014 Por Joi Cardoso

Lucy

Lançamento: 28 de agosto de 2014
Com: Scarlett Johansson, Morgan Freeman
Gênero: Ficção Científica, Ação

Scarlett Johansson nunca havia feito um papel que chamasse a minha atenção. Lembro bem de te-la notado no vídeo clipe do cantor Justin Timberlake, What Goes Around… Comes Around mas foram nos lançamentos de o Homem de Ferro e os Vingadores que ela me ganhou. Já que o filme da Viúva Negra não chega, resolvi acompanhar o seu novo filme Lucy. Um filme francês de ficção científica e ação dirigido por Luc Besson que tem em seu currículo, filmes ótimos como O Quinto Elemento e Joanna D’Arc.
Lucy (Scarlett Johansson) é uma jovem americana que mora na cidade de Taipé em Taiwan. Sabem quando uma pessoa se envolve com a pessoa errada, na hora errada? Foi se envolvendo com um traficante viciado, que Lucy acaba entrando numa fria. Praticamente, ela é obrigada por seu companheiro a entregar uma simples mala na recepção de um hotel, o detalhe é que a maleta está algemada em seu braço.

Neste hotel ao executar o serviço, Lucy logo percebe que algo está errado, mas suas tentativas de questionamentos são em vão, pois quase ninguém ali fala inglês. Ela apenas sabe que deve procurar por Mr. Jang (Min-sik Choi), que acaba de descobrir, se tratar do chefe da máfia da região. Após presenciar o assassinato no seu ex companheiro, Lucy acaba virando “acidentalmente” refém desta máfia e posteriormente viraria uma transportadora de drogas.


Mas o que tem na maleta? uma nova droga sintética. A missão era simples, ela levaria a droga para a Europa e após isso estaria livre, o problema é que no meio do seu trajeto as coisas acabam dando errado e Lucy acaba rompendo um dos sacos da droga em seu organismo. A reação da droga em seu corpo a transforma, fazendo com que ela ative partes do cérebro nunca usados.
Como sabemos, o ser humano utiliza aproximadamente apenas 10% da capacidade do seu cérebro, e agora a cada hora que passa, Lucy aumentaria cada vez mais a sua capacidade, quando ela ganha apenas mais 10%, as mudanças já são devastadoras. O Professor Normam (Morgan Freeman) é um dos estudiosos que defendem esta tese na sociedade, porém suas ideias são apenas teorias, até o dia que Lucy entra em contato com ele. Com apenas 20% da sua capacidade desenvolvida Lucy já sabe do que é capaz e qual é seu destino. Ela logo percebe o poder que tem em mãos. E o que fazemos quando temos uma grande descoberta? Passamos adiante, deixamos um legado e este passa a ser seu principal objetivo na trama. Mas se antes, ela chegar a 100% o que ela fará?

Destaco a atuação de Scarlett, ela não só conseguiu executar bem a proposta do filme mas também conseguir me convencer com o crescimento da sua personagem. Provou que uma heroína de verdade não precisa levar tiros, explodir carros ou destruir prédios, para que isso, se ela pode simplesmente descapacitar seus inimigos apenas com a força da mente? É assim que Lucy entra para o hall dos super-heróis sem nem precisar de uma grande liga ou HQ como alicerce, ela consegue por si mesma.
Lucy não tem apenas poderes seletivos, ela tem todos, é nisso que o filme ganha pontos. Ela é “O Cara” e pronto. Foi neste sucesso que o filme fez o papel inverso neste mundo cinematográfico após o filme, foi feito sua HQ que você pode conferir aqui, tudo isso como uma grande jogada de marketing para dar mais notoriedade ao filme.

Em quesito de entretenimento a proposta da ficção está bem nítida, o desenrolar é bom, dinâmico, com cenas ótimas de ação e até algumas tiragens cômicas, porém algumas explicações para mim ficaram soltas, não todas, mas o suficiente para que eu não dê nota máxima para o filme, talvez tenha faltado feeling da minha parte para entender melhor a história proposta.
O filme teve um orçamento de apenas 40 milhões de dólares, e seu faturamento já passa de 313 milhões em todo o mundo sendo assim o segundo filme francês a atingir tais metas. Sem dúvidas o filme é um sucesso em arrecadação, por conter um elenco de peso e bem representado. Em resumo, tem uma ideia boa, tem uma boa camada de reflexão mas que na minha opinião poderiam ser melhores explorados pelo diretor, o que foi uma pena, pois a história é incrível. Não se enganem pelo trailer o filme tem uma pequena quantidade de ação desenfreada, o seu foco é algo puramente mais filosófico.

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