If I Stay

Lançamento: 4 de setembro de 2014
Com: Chloë Grace Moretz, Mireille Enos, Jamie Blackley
Gênero: Drama

Lembram na resenha do livro Se Eu Ficar da autora Gayle Forman? Então, nesta resenha eu disse que voltaria para contar o que eu achei sobre o filme. Demorou mas eu assisti, e agora vou contar tudo que senti. Não falarei nada sobre o enredo pois já falei tudo na resenha que, por sinal, não consegui avaliar com mais do que três estrelas. Para mim, o livro se limitava a ser apenas bom, ele não conseguiu me emocionar da maneira que imaginei, coisa que o filme fez e muito bem.
Primeiramente, eu não poderia imaginar atores melhores para o papel de Mia e Adam. Sem dúvidas, Chloë Grace Moretz foi perfeita no papel, ela conseguiu passar exatamente as expressões, passar toda a intimidade com o violoncelo (a atriz aprendeu a tocar) e conseguiu refletir todo o drama da personagem em sua decisão crucial. Os flashbacks não foram maçantes como no livro e os dilemas repetitivos ficaram na medida certa.

Se Chloë foi perfeita, Jamie Blackley era a personificação de Adam, Jamie desde pequeno teve contato com a música e no filme ele canta e toca de verdade, o que tornou toda sua atuação real demais para mim. Foi ele o responsável de ressuscitar a minha simpatia por Mia, simplesmente a chamando de Hall, durante todo o filme. Ambos atores se entregaram de corpo e alma para esta história, e se sentir tocado por tudo isso foi apenas consequência.

Tudo isso acompanhado por uma bela trilha sonora, que emociona por si só, criada e composta exclusivamente para o filme. Willamette Stone, no livro Shooting Star, existiu e gravou as seis músicas presentes no filme, com direito a videoclipe e tudo. Inclusive até, a música que Adam compõe para Mia no final, chamada Heart Like Your. Chorei muito mais que no livro, me emocionei muito mais, sofri junto com os personagens, senti seus impasses da maneira que o livro não conseguiu. Mias uma vez, a adaptação superou a obra.

E o final? Não sei se a Warner fará ou não a continuação da história de Adam e Hall, mas notei que no enredo da adaptação preferiram deixar de fora um gancho importante no discurso final de Adam,. Um que justifica o início do segundo livro. Eu acabei entendendo, caso não houver um próximo filme, o público pode entender qual foi o verdadeiro final do casal. 
Como não se sentir agradecida pelo diretor R. J. Cutler e seus produtores? Mantendo a mesma conclusão, deixando o final totalmente aberto para o público que acompanhou a obra e para aqueles que estavam assistindo a história pela primeira vez, a mensagem maior foi passada com maestria. O melhor foi que agora, a mensagem foi sentida por mim. Sim, eu mordi minha língua. A música definitivamente, é o terceiro protagonista, o personagem que faltava no livro para me emocionar.

Confira a duologia Se Eu Ficar:

1. Se Eu Ficar

2. Para Onde Ela Foi

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