Título Original: Fifty Shades of Grey 
Lançamento: 12 de fevereiro de 2015
Com: Jamie Dornan, Dakota Johnson
Gênero: Drama, Romance, Erótico

Oi pessoal! Sim! Eu e a Lili fomos ver o controverso filme Cinquenta Tons de Cinza, e hoje vou fazer minha crítica em relação a ele. Não falarei nada sobre o enredo e muito menos sobre as moralidades que possam estar envolvidas, de acordo com o seu ponto de vista. Para isso, confiram a resenha do livro aqui. Falarei apenas sobre os aspectos que abrangem a adaptação.
No filme, eu consegui visualizar muito mais as semelhanças dele com Crepúsculo de Stephanie Meyer, mais do que na própria obra. O clima de fanfic, pelo menos pra mim, ficou mais nítido. Consegui ver Jacob em José, identifiquei o carro velho da Bella, o Edward tocando piano, entre outros, e sem esquecer da clássica frase “eu sou perigoso para você”.
Não posso falar sobre os atores que fazem os papéis secundários, porque suas aparições são bem breves, mas foram satisfatórias. Com exceção de Elliot, que eu achei totalmente nada a ver. Jamie Dornan convence como Christian Grey? Sim, ele está como deve ser, frio, sabe o que quer e na hora que quer. Ele conseguiu captar bem a essência do Christian do primeiro livro. É o que poderíamos esperar já que autora E L James acompanhou de perto as gravações.

Mas o grande trunfo com certeza, é Dakota Johnson, ela não só incorporou Anastacia Steele mas como a melhorou, tornando-a totalmente mais palpável. A Anastacia sonsa e irritante dos livros ficou por lá, e graças aos céus deixaram totalmente de fora aquela “Deusa Interior” que só serve para encher linguiça no livro. Créditos a ela, porque foi Dakota que ficou muito mais exposta durante as cenas.



O que se deve ter em mente é que o filme é apenas para entretenimento e só, não esperem nada dele. Ele cumpre o papel, e acreditem o filme contém muitas cenas engraçadas, eu dei muita risada e me diverti muito assistindo. Principalmente ao presenciar as reações impressionadas das pessoas ao meu lado do cinema, a Lili que o diga! E sem querer causar nem um tipo de discussão, mas já falando, as protagonistas dessas reações eram todas pessoas de uma idade mais avançada.
Sobre as cenas de nudez, eu sinceramente não vi nada, além do que vi neste carnaval gratuitamente. Sobre as cenas quentes, eu posso listar muitos filmes e série de TV que contém um conteúdo muito mais forte. Eu não entendo porque tanto alarde, todos sabem que quando, duas pessoas se apaixonam, elas fazem sexo e fim. Não é convencional? Não, mas o que um casal faz entre quatro paredes ficam entre eles, a diferença é que agora estamos vendo no cinema e opinando.

Os figurinos e os cenários tiveram um cuidado todo especial, estão totalmente fieis ao livro. O apartamento de Christian está como idealizei, dá para sentir que a produção se preocupou com cada detalhe e com cada espaço. A grandeza da empresa Grey House impressiona, assim como os pequenos itens inseridos, que até viraram uma linha de produtos fora das telinhas. A formulação dos e-mails trocados entre o casal também ficaram ótimos envolvendo totalmente o telespectador.

Sam Taylor Johnson fez um bom trabalho, o filme não me desagradou, ainda mais pelo final. Foi um final ideal? Sim, ela deixa claro para Christian, e para a relação consensual deles, de que ela escolhe participar disso ou não. Tem sexo? Bem de leve. Vou ver o próximo filme? Sim e sem deixar de ser menos mulher por isso. Eu não me senti nem um pouco agredida mas também não foi o melhor filme da minha vida, ele se limita a ser bom, infinitas vezes melhores que o livro e isso me bastou, foram duas horas de um bom entretenimento. E querem um bônus extra? Eu chorei.

Simplificando, o filme é uma história sobre duas pessoas com estilos de vida diferentes e como eles conciliam suas diferenças. Mas infelizmente, ou felizmente para mim que pedi encarecidamente que cortassem metade das cenas de sexo do livro e eles o fizeram, eu senti que os produtores sentiram um pouco da pressão e ficaram com medo da crítica, deixando as coisas bem mais leves, ou seja muito pano pra pouca manga.

A minha única preocupação é saber se todos os que foram assistir Cinquenta Tons de Cinza tem o discernimento de que se trata de uma ficção, que não levarão isso para casa, de que a submissão de Ana é consentida e ela que opta por querê-la ou não.

Por fim, e o mais importante. Sabem quando a trilha sonora faz um filme? Dakota e Jamie ajudaram e muito, mas com certeza não sem a trilha sonora criada por Danny Elfman. Todas as músicas são super bem inseridas montando todo o clima que as cenas precisavam, é impossível não se envolver com cada batida. É claro que os momentos mais esperados estavam embalados por Haunted e Crazy in Love da Beyoncé, nada mais justo né?! Com certeza a trilha sonora do filme é nota máxima, inquestionavelmente.


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