The Imitation Game

Lançamento: 05 de fevereiro de 2015
Com: Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode
Gênero: Biografia, Drama
O próximo livro resenhado para o Especial Oscar é também uma adaptação literária. Na verdade o filme é vagamento inspirado na obra de Andrew Hodges de nome Alan Turing: The Enigma. O filme, O Jogo da Imitação contará a história de vida do matemático Alan Turing um dos pioneiros na ciência da computação no mundo. 
Passados na segunda guerra mundial, Turing foi responsável por um grupo de estudiosos no projeto Ultra que tinha como único objetivo descodificar as mensagens de guerra da Alemanha Nazista, chamadas de Enigma. Com seu feito, Turing e sua equipe foram responsáveis por salvar milhões de vidas.
O contraponto do enredo é desvendar não só os códigos nazistas mas também, por se tratar de uma biografia, desvendar o segredo de Turing que com 27 anos se foca excessivamente em seu trabalho e na unicamente na lógica. O comportamento de Turing não poderia ter tido melhor representação do que a feita por Benedict Cumberbatch, com resquícios da sua desenvoltura de Sherlock, o ator soube interpretar todo o mistério do personagem.

Alan teve uma vida agitada, conturbada e conflitante, mesmo depois, quando visto como um herói de guerra teve que encarar a dura realidade, lidar com o preconceito e perseguições sob sua posição sexual. Naquela época a homossexualidade era vista como uma doença na sociedade europeia, tratada com hormônios e tratamentos médicos, dentre ele a castração química por injeções de estrogênio.
(In)Felizmente com o final do filme podemos ir mais longe diante a interpretação e aos dramas vividos por Turing, que apesar de se esconder na sua genialidade não conseguia conviver com o preconceito. Turing foi um incompreendido mas com a ajuda dos flashbacks da sua infância conseguimos entender um pouco mais seu jeito metódico. Um gênio desperdiçado pela ignorância humana. 
Antes de ver o filme eu não conhecia nada sobre a vida de Alan Turing e confesso que fiquei muito surpresa, eu adoro qualquer filme que se passe na primeira e segunda guerra mundial mas apreciar O Jogo da Imitação me permitiu entender ainda mais como funcionava a guerra por trás das linhas de frente. Quais eram e como funcionavam as cabeças pensantes.

Também me permitiu conhecer mais sobre os costumes da época, a disputa interna na União Europeia para saber quem derrubaria Hitler e a posição da mulher em meio a guerra. Que a minha querida Keira Knighley interpretou muito bem, aliás, é como se Keira tivesse nascido para atuar em filmes de época, alguém concorda? Keira no papel da destemida Joan Clark, fez jus há verdadeira Joan que foi uma mulher à frente do seu tempo e de extrema inteligência. 

Apesar do enredo simples, o filme é recheado de elementos intensos que cativam o telespectador, tudo é uma corrida contra o tempo. Apesar disso, não achei que o filme foi excepcional, gostei bastante da atuação de Benedict e de Keira mas não achei eles dignos ao Oscar, pelo menos não comparado a quem estava no páreo este ano, o que é uma pena.

Os roteiristas e o diretor Morten Tyldum conseguiram nos entregar uma sensibilidade sem igual em O Jogo da Imitação, o filme foi guiado da forma necessária, para emocionar, chocar e cravar em nossas memorias o grande homem que perdemos tão precocemente. O título do filme, assim como é explicado no mesmo, se remete a teste proposto por Turing onde ele questiona a existência de inteligência artificial das máquinas.
Recomendo o filme para quem pretende descobrir mais sobre a história do mundo e deste grande homem que com apenas 24 anos já era consagrado como um gênio cientista britânico, que reduziu a segunda guerra mundial em 2 anos e que só depois de 55 após sua morte, obteve o perdão formal em nome do governo e da Rainha Elizabeth II pelo tratamento preconceituoso que teve; Talvez se Turing ainda estivesse vivo ele poderia escolher em perdoar ou não a Inglaterra depois de tudo que fez por seu país.

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