Fantastic Four

Lançamento: 6 de agosto de 2015
Com: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan, Jamie Bell
Gênero: Ação, Fantasia

Depois de 10 anos do lançamento do último Quarteto Fantástico, temos finalmente o reboot. Mas antes de qualquer crítica, vamos as apresentações certo?
Quarteto Fantástico é pela terceira vez adaptado dos quadrinhos de 1961, enquanto a primeira adaptação contava com nosso atual Capitão América, Chris Evan e Jéssica Elba em seu elenco, a adaptação de 2005 também contava com um ponto em seu favor. Na época não existiam muitos filmes de super-heróis, tendo apenas Batman Begins como sua única preocupação. Já em sua nova adaptação o jogo mudou, em uma época em que os super-heróis de consolidaram nos cinemas, é fácil ficar com as expectativas lá no alto. Ainda mais, depois de tantos anos e com a adaptação tão caricata que tivemos no passado. 
A primeira coisa que gostei da nova adaptação, foi a forma que a origem dos heróis foi contextualizada. Agora temos adolescentes prodígios, superinteligentes, que juntos foram integrar um projeto comandado pelo Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey), pai de Sue Storm (Kate Mara) e Johnny Storm (Michael B. Jordan). O projeto tinha como objetivo desenvolver com perfeição a invenção que Reed Richards (Miles Teller) vem trabalhando durante toda sua vida. Uma viagem interdimensional, de ida e volta. Ideia esta que já tinha sido em partes desenvolvida por Victor Von Doom (Toby Kebbell), porém sem sucesso.


Com o sucesso do projeto, era obvio que os créditos da descoberta não ficariam em cima de quatro jovens estudantes. Antes que a NASA se apropriasse de todo o estudo, os quatro jovens e mais o melhor amigo de Reed, Ben Grimm (Jamie Bell) resolvem ser os primeiros a pisarem no planeta descoberto. O Planeta Zero. Nesta viagem, obviamente, algo dá muito errado e a partir disso todos sofreriam consequências com isso.
Eu gostei bastante da origem dos personagens, gostei do drama que se seguiu a partir disso e também da forma que cada personagem lidou com isso. Diferente do filme anterior, não houve a aceitação imediata de todos diante às alterações corporais dos estudantes. É legal ver o quanto alguns acham aquilo totalmente errado, a forma com que se veem como aberrações. Mas também é totalmente compreensível ver e entender o entusiasmo do Tocha Humana com seu novo “dom”.

Comparando as duas adaptações, acredito que o filme de Josh Trank se superou em quase tudo. As atuações principalmente, o roteiro, a fotografia, a construção e as motivações de cada personagem, e o figurino muito mais realista. Porém em duas coisas o filme peca e para mim, quando o filme seguia em um nível alto, teve uma decaída grande, tudo por que resolveram colocar no primeiro filme um vilão, o que foi totalmente desnecessário, e como consequência, desperdiçado.

Os efeitos especiais também deixaram muito a desejar, mas não todos, principalmente nas cenas em que a Mulher Invisível está voando. Para mim ficou nítido que ela estava suspensa por cabos, com movimentos rígidos e cautelosos, e eu nem vou falar sobre a peruca da atriz na segunda parte do filme né. Os efeitos em fogo do Tocha Humana também não estão dignos, ficou igual ou muito semelhante ao Tocha de 2005. Já o Coisa está de parabéns! Mas o pior, o que foi a maior decepção do filme, foi a motivação principal do vilão e a participação dele em si na trama.

Assim como ele apareceu, ele foi facilmente combatido por quatro “heróis” que mal tinham controle sobre seus poderes, visto que o vilão, aparentemente, tinha um poder superior. Sério mesmo?! Sei lá, nitidamente conseguimos ver uma decaída grande no filme quanto ao desfecho do vilão, que a propósito, está muito bem caracterizado. O que é uma pena pois senti muito potencial no mesmo. Dizem que isso aconteceu devido a intromissão da FOX no resultado final da produção do filme, mas isso nunca saberemos. Desabafo que o próprio Josh chegou a escrever no twitter e apagando logo depois.
É como se o filme tivesse gastado muitos minutos no começo com teorias e agora tinham pouco tempo para termina-lo com ação. Como resultado, o filme que tinha um início promissor e que prometeu muita coisa através dos trailers, acabou virando mais um filme mediano. Bom para entreter, interessante de se ver, mas só. Em pleno 2015, numa época em que os heróis vêm dominando as telinhas, O Quarteto Fantástico passou despercebido.

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