Darkest Hour

Lançamento: 11 de janeiro de 2018
Com: Gary Oldman, Lily James, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelshon.
Gênero: Histórico, Drama

Quem já leu algumas resenhas minhas aqui no ED, sabem que eu tenho dois grandes amores: Stephen King e filmes e livros que se passam dentro da Segunda Guerra Mundial. Quando estávamos dividindo os filmes para a semana do Oscar, logo pedi para fazer a crítica de O Destino de Uma Nação por ser deste assunto que tanto me fascina, mas também, pelo ator principal ser ninguém menos que Gary Oldman, um ator extremamente talentoso e versátil, além de ser um dos meus favoritos.
A trama de O Destino de Uma Nação gira em torno do Reino Unido em meados de maio de 1940. Situado exatamente na metade da II Guerra, foi um período extremamente difícil, em que a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini quase venceram a guerra. Enquanto os nazis aumentavam cada vez mais o seu território – derrotaram a Bélgica, Holanda e com a França prestes a se render – o Reino Unido atravessa uma crise política. O atual Primeiro Ministro, Neville Chamberlain (Ronald Pickup) foi pressionado a renunciar e ele e o Rei George IV (Ben Mendelsohn) chegam a conclusão que apenas um político pode assumir o cargo, uma vez que é o único que tem o mínimo de aprovação da oposição: Winston Churchill (Gary Oldman). E são justamente nesses dias iniciais de Churchill no cargo de Primeiro Ministro que se passam o filme.
Antes de assumir o cargo, já temos um vislumbre do que é a personalidade de Churchill, viciado em excessos, cigarros e bebidas, mostra-se antipático e impaciente – fato que comprova-se pela maneira como trata a sua mais nova datilógrafa Elizabeth Layton (Lily James). A moça chega a pensar em desistir do cargo, mas retorna, e acaba tornando-se bastante próxima do primeiro ministro.

A grande questão dos dias iniciais de Churchill é se ele iria ceder à pressão imposta sobre ele, e negociar tratados de paz com Mussolini/Hitler ou se iria lutar até o fim. Com uma tropa de quase 300 mil homens ingleses cercados em Dunquerque (cidade portuária da França) Churchill não cede, e decide iniciar juntamente com o vice-almirante a Operação Dynamo, que por curiosidade é o fato histórico adaptado em Dunkirk, outro filme indicado ao Oscar neste ano.

“Você não pode negociar com um tigre, quando a sua cabeça está dentro da boca dele” Churchill

Este é um marco da história mundial, a Operação Dynamo visava resgatar cerca de 45.000 soldados, porém, a operação estendeu-se de 22 de maio de 1940 até 04 de junho de 1940, e resgataram quase todos os soldados cercados e com morte iminente. 
Eu gostei bastante do filme, mas por tratar-se de um filme histórico, achei que romantizaram um pouco o personagem principal no final. Foi sim uma maneira de colocar o público do seu lado, porém, poderia ter sido mais leve. Diferente de outros títulos que falam de pessoas reais, que fizeram história no passado, este filme conta um momento específico da carreira de um político, e não a sua vida inteira. O que é muito interessante quando comparamos com outros filmes, que podem ficar um pouco corridos.

Outro ponto alto do filme foram os cenários. Tudo muito rico em detalhes, a iluminação sempre perfeita, que criava sempre o clima desejado, ora de tensão enquanto o protagonista esbravejava com outros políticos, ora de calmaria quando Churchill tinha certeza de seus ideais. 

Como melhor filme eu acredito que O Destino de Uma Nação não ganhe, porém Gary Oldman, como ator principal merece muito ganhar. Nem é possível reconhecê-lo por baixo de toda maquiagem e aplicações, mas o ator criou um “tique” para o personagem no olho esquerdo, que sempre me fazia ver que era o ator que estava ali, algo muito semelhante do que ele desenvolveu em Harry Potter. Esse ator é simplesmente genial! Ele gaguejou, ele esbravejou, ele foi doce, ele foi tudo nesse filme. Que atuação impecável, com toda certeza o ponto forte deste filme. Lily James como Layton me decepcionou um pouco, talvez não seja a palavra, só achei ela bem apagadinha sabe? Não teve nada extraordinário, mas acredito que isso deva ao fato do seu papel não ter tanto espaço como eu esperava.

Por fim, considero um filme bom, nada extraordinário, com exceção de Gary Oldman, que duvido que qualquer um dos outros atores que estão concorrendo ao Oscar tenha sido mais brilhante que ele. Deem o Oscar para este homem!

rela
ciona
dos