Resenha: A Joia

Título Original: The Jewel
Autora: Amy Ewing
Editora: LeYa | Fantasy
Ano: 2014
Páginas: 352
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Ler A Joia foi com certeza, uma grata surpresa! Logo que vi o lançamento, de cara já me interessei. Li que se tratava de uma distopia, meu gênero favorito e que tinha uma certa semelhança com a série A Seleção. A verdade é que de semelhante não há nada. Talvez, as vestimentas possam se assemelhar em ambas histórias, mas enquanto em A Seleção a trama é muito mais enfeitada e digamos assim, leve, em A Joia as coisas são muito mais sérias e cruéis.

A Joia é o primeiro volume da série e ela será protagonizado por # 197, Violet Lasting. Ela vive no Pântano, um dos cinco círculos que formam a Cidade Solitária. As jovens do Pântano são submetidas a um teste, separando as meninas férteis das demais, estas são separadas de suas famílias e passam a viver em internatos se preparando para viver no futuro na Joia, coração da cidade e onde vive a realeza dessa sociedade. Mas lá as coisas não serão flores e nenhum conto de fadas, esta preparação existe para que cada uma delas possam virar substitutas


As Ladies, Condessas e Duquesas da Joia são ricas com fortunas incontáveis, mas são estéreis, sendo assim, todo ano acontece um leilão, onde cada uma dessas damas escolhem a melhor substituta para sua família, ou seja, ela compra como um bem, uma pessoa. Comprando a melhor substituta classificada, melhor é a garantia dessa moça dar seguimento a sua linhagem. São as substitutas que concebem os filhos reais em seu próprio ventre, como uma barriga de aluguel. Após a compra, todas as moças como Violet deixam de ser elas e passam a ser um bem de suas "donas" e sinônimo de status para a realeza. Todas são fadadas a servidão, são tratadas como "bichos de estimação", com direito a coleira no pescoço e tudo. A morte de uma substituta é algo fatídico entre estas madames, afinal ano que vem elas podem comprar outra. 

Depois de comprada pela Duquesa do Lago, Violet tem apenas uma obrigação conceber a próxima filha de Peal, possível pretendente do filho do Executor. Se Violet ela tiver um bom comportamento poderá viver no conforto do palácio e na medida do possível ter uma vida sossegada, se não, terá consequências e punições. Violet logo conhece os dois lados da moeda e começa a perceber tamanha crueldade que está por trás dos panos de toda a beleza da Joia e quais são as intrigas que envolvem este meio. Como se sua condição atual não fosse deprimente, são estas e mais algumas outras descobertas que Violet começa a enxergar como sua vida é frágil e qual será o seu verdadeiro e terrível destino, tão bem maquiado antes pela sociedade.


Violet sabe que está em constante perigo assim como o de sua melhor amiga, Raven, #192, que fora vendida para a vizinha da Duquesa, a Condessa da Pedra. No meio dessas descobertas, mesmo impossibilitada de se comunicar, andar ou ter qualquer tipo de liberdade ela conhece pessoas dispostas a ajudá-la. Dispostas a conhece-la como ela realmente é. Ela descobre que a Joia não é tão intocada como pensamos e que nem todos são aqueles que parecem ser. Com ajuda, Violet percebe que pode ter o poder de fugir de sua situação, de rebelar sua insatisfação com este sistema, que tem uma opção e isso é o que mais envolve o leitor durante esta leitura.

O que eu não poderia deixar de falar aqui é a boa construção desta sociedade, apesar de que neste primeiro livro a autora tenha deixado algumas pontas soltinhas, mas por se tratar da introdução da história dá para relevar. A sociedade é claramente comandada pelas mulheres mesmo que entre elas fique disfarçado que a palavra final é dos homens, que na realidade são apenas acompanhantes e fantoches dessas mulheres. Outro ponto bacana é a criação dos nomes da realeza, todos eles refletem ao fato de viverem na Joia, e por este motivo todos levam nomes de pedras preciosas, como Pearl, Garnet, Alexandrite, Lapis, etc. Isso é perceptível, mesmo que nem todos os nomes tenham sido traduzidos e eu agradeci muito por isso. Pelo que percebi, nos outros círculos, os nomes se intercalam entre flores e plantas, eu achei muito bem articulado isso na trama.


É incrível como Amy Ewing, mesmo em seu livro de estreia consiga envolver o leitor em cada página. São muitos os fatores positivos. É a trama bem desenvolvida, é a boa descrição das cenas, dos vestuários e desse universo estonteante e ao mesmo tempo obscuro. Também temos a apresentação de cada personagem e suas condições dentro desta sociedade, como no caso de Lucien "dama de companhia" da Eleitora e Anabelle a de Violet. Carnelian e Garnet sobrinha e filho da Duquesa e por fim Ash Lockwood que tem o destino tão cruel e violento quanto os das substitutas. Todos estes personagens que se relacionam com Violet têm um porquê de estarem ali, eles não estão simplesmente preenchendo a cena, cada mínimo detalhe é importante e ao final da leitura você vai entender porque.

Aliás, que final é este né?! Eu fiquei surtada aqui, Amy jogou sujo! O mais triste foi eu correr e procurar mais informações sobre a continuação do livro e descobrir que o mesmo nem foi lançado lá fora =(. Agora me resta torcer que a Editora LeYa de continuidade nesta série que promete e muito. Eu indico a leitura para quem gosta de uma boa distopia com algo inovador, que emocione e que te aflija, que te envolva de uma vez só. Tenho certeza que todos vão se sentir surpreendidos pelas reviravoltas e pelos mistos de sentimentos que a autora arquitetou muito bem. Mais do que recomendado, é leitura obrigatória!

28 comentários

  1. A capa é muito semelhante com A seleção, e lendo sua resenha me surpreendi pela complexidade que é esse livro, me interessei muito! E você ainda me deixou muito curiosa! Já quero ler!

    Beijos!

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  2. Também achei a capa bem parecida com A Seleção. De certa forma as estórias são parecidas, já que ambas são distopias.
    Mas pelo o que entendi essa é mais "cruel" digamos assim.
    Eu sou fã de distopias e achei essa bem interessante.
    Ainda não tinha ouvido falar...

    Beijo
    O Outro Lado da Raposa

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    1. Rai, leia você vai adorar, mas a única coisa parecida é por ser uma distopia mesmo. Por que de resto é bem tenso hahaha

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  3. Hello!!!
    Mesmo as capas sendo parecidas com a Seleção, eu ameiii!! Achei mto bem feitas e lindas!
    Já está na minha lista de desejo e o genero é daqueles que eu adoro!!!
    O ruim de ler séries que ainda vao ter continuações a serem lançadas é isso, tem q esperar! hahaha. Eu também fico ansiosa e doidaaaa. FIco caçando na net mais informação para ver se fico sabendo das novidades.
    Com certeza vou ler!
    Bjus.

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    1. Leia sim Suzzy, mas aconselho, apenas se tu não se importa de esperar pelos próximos volumes ^^

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  4. Já havia visto a capa desse livro, mas não tinha parado para ler uma resenha ainda e a sua me conquistou!!! Faz um tempo que não leio distopia por ser um gênero que eu vejo o tempo todo, e as histórias parecerem todas iguais. Sim, eu sei que sou errada em julgar dessa forma, mas prefiro deixar passar um pouco todo esse foco para voltar a ler!
    Claro que esse vai ser um que vou querer ler, pois ele não parece em nada com as outras distopias que li, achei a ideia do livro muito boa! :D Espero gostar!

    Beijos e até logo!
    https://worldofmakebelieveblog.wordpress.com/

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  5. Também achei a capa bem parecida com a Seleção, mas essa série pelo visto trabalha mais o lado distópico (amém?), estou muito interessada no livro, mas essas menções aos finais que estou vendo em resenhas é melhor eu aguardar a continuação!

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    1. Amém Gio! hahaha mas A Seleção não deixa de ser bom vai ^^

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  6. Recebi um e-mail da Saraiva e nele tava esse livro e obviamente pensei logo em ''A Seleção'', como fã da série, logo me interessei. Mas lendo sua resenha agora, percebo que é totalmente diferente e até um pouco assustador, sendo um distopia pura! Com certeza agora ela está de fato na minha de livros para ler. Adorei a resenha, realmente pude me conectar com a história.

    http://sempreadormecidas.blogspot.com.br

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    1. Obrigada Isabelle, fico feliz que a resenha tenha te influenciado positivamente ^^

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  7. Oi Joi,

    to curiosa para ler esse livro. Mas ele ainda tá na fila. A capa lembra mesmo a da Seleção, mas é linda demais. Bom saber que o livro é envolvente, assim ele pula alguns outros livros e passa a frente na preferência.

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  8. Oi Joi... Joia :p okay, parei DHSUFDSOHUF

    Eita, pela sua nota sobre o livro eu já quero. E a capa é linda por que lembra bastante A Seleção que tem aquelas capas maravilhosas <3

    Beijos, Ana K | http://universoaoquadrado.blogspot.com.br/

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  9. Oi Joi, tudo bom?
    Ai, lendo sua resenha eu cheguei a conclusão que esse livro não lembra só A Seleção, e sim Eva também kkk
    Mas ainda quero ler, espero gostar como gostou

    Beijos
    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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    1. Pedro, ainda não li Eva, mas se tem algo semelhante já me interessa ^^

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  10. A capa já me chamou a atenção de primeira. Fiquei - e ainda estou - doida para ler, mas confesso que isso foi por causa da tal semelhança com a história de Kiera Cass. Estou com altas expectativas para esse livro. Espero apreciar a leitura tanto quanto você e claro, que faça sucesso no Brasil e que a Leya publique a sequência. É horrível quando você lê algo, mas a editora decide não lançar a continuação pelo fato do primeiro livro não vender bem . =/

    Blog | Paixonites Literárias Xx

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    1. Joga está boca pra lá hahahah precisamos desse livro!

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  11. Não pude deixar de notar o quanto A Jóia e Joi se parecem e se juntam formando um trocadilho sem fim ... *-*
    Eu sou uma pessoa meio tapada sabe, a primeira vez que eu ouvi falar desse livro foi quando ouvi comentários de que ele seria algo parecido com a série A Seleção. Em seguida eu vi essa capa linda, que lembra muito as capas da Seleção e me apaixonei, mas não imaginava que a história seria tão diferente !!!
    Confesso que me interessei muito mais por esse livro do que pelos da Seleção, gostei de que existe esse lado mais sombrio e cruel, e que nem tudo são flores, só isso fez com que eu ficasse encantada pela obra. Mal posso esperar para conferir esse livro !!!

    Beijinhos
    Hear the Bells

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  12. UAL! Já tinha visto a capa desse livro e fiquei encantada, mesmo sem ter lido nada a respeito. Agora, lendo sua resenha, a vontade de conhecer essa série é imensa. Espero ter essa oportunidade.
    Vidas em Preto e Branco 

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  13. A capa é linda.. realmente lembra muito A Seleção. Adorei a resenha vc conseguiu passar muito bem uma imagem positiva do livro! E me deixou querendo muito ler..

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  14. Quero ler esse livro. A capa é linda, e me lembra muito as capas da Seleção. Espero ter a chance de ler esse em breve

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  15. Oiii.
    Eu estou louca pelo o livro, sabe desde quando?
    Desde o momento que li essa resenha linda.
    MDS, não sabia que o livro tratava de uma distopia, eu amo distopia.
    E mesmo eu até tenha gostado da Seleção fico feliz que o livro não seja parecido na verdade.,
    Ameiiiii

    Que pena que ainda não lançaram a continuação, mas vamos torcer,
    bjs

    http://colecoes-literarias.blogspot.com/2015/05/resenha-amor-e-ordem-o-despertar.html

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    1. Obrigada Taty! E fico muito, mas muito feliz mesmo em saber que a resenha te influenciou a isso ^^

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  16. Meu gênero favorito é o distópico e meu livro favorito é A seleção, entao, mesmo você dizendo q nao parece tanto com A seleçao, vou sem duvida dar uma chance ao livro. A premissa me prendeu demais, sem falar nas capas belissimas! ansiosa para conhecer mais essa distopia e ver esse final kkkkkk

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    1. Que bom Jac! Mas uma pena que em A Seleção a distopia é quase que figurante no enredo, mas o romance é um amor. Neste a distopia é o principal, sem dúvidas!

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  17. Que capas lindas ..
    E como é triste descobrir que vc termina de ler um livro e a continuação nem sinal.. :/

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