Título Original: Brave New Girl
Autora: Rachel Vincent
Ano: 2017
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 240
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Olá leitores do Estante Diagonal! Meu nome é Laila Ribeiro e sou resenhistas desde 2010 e foi com muito orgulho que recebi o convite da lindona da Joice (sou fã dessa ruiva!) para dividir com vocês a minha opinião sobre o livro Dezesseis. Ao final desta resenha convido vocês para conhecerem mais sobre o meu cantinho e meu trabalho.
Dezesseis é o primeiro volume de uma série distópica chamada Brave New Girl, escrito pela autora norte-americana Rachel Vincent. O segundo volume está previsto para 2018 e se intitulará Strange New World. Aqui em terras tupiniquins é a editora Universo dos Livros quem retém os direitos autorais e rezo para que eles consigam fazer um lançamento simultâneo, porque está bem difícil esperar, viu? Que final Senhor, que final!
O livro é uma narrativa em primeira pessoa, e acompanhamos a protagonista Dahlia que tem 16 anos e está se preparando para se tornar uma agricultora hidropônica. Iguais a ela, existem 4.999 meninas. Sem brincadeira, existem 5.000 garotas com a exata aparência da Dahlia. Isso porque elas são clonadas, nascem em laboratórios e são destinadas a executar um trabalho específico que irá preencher uma necessidade da cidade.

É fácil seguir as regras quando você nunca tem a oportunidade de infringi-las.

As regras são bem rígidas. Ninguém pode falar com profissionais fora da sua área. A alimentação, horários, atividades, tudo já foi previamente determinado. Ninguém tem qualquer poder de escolha. E caso alguém pense e tente agir diferente, todo o “lote” de clones é descartado. Dahlia 16 precisa tomar cuidado, afinal a satisfação pelos vegetais que cultiva e competitividade que a impulsiona são transgressões. Mas a verdade é que seus produtos são tão bons que chamaram a atenção de seus instrutores, e pior, da administração.

Dahlia então é chamada no prédio da administração e mesmo que o motivo seja bom – que tal uma promoção? – ela se pega aterrorizada com as complicações e consequências do convite. O que ela deve responder sem prejudicar suas irmãs e seu futuro? Enquanto pondera as implicações de se tornar uma futura instrutora, Dahlia fica presa em um elevador. Mas não está sozinha. Em plena crise de pânico, com o elevador às escuras e com terror do confinamento, Dahlia escuta o impossível. Um soldado conversa com ela, tentando acalmá-la. Essa é uma infração grave, que coloca em risco sua posição e de suas irmãs.
Nossa protagonista não resiste e Dahlia acaba respondendo aos questionamentos do soldado. E quando finalmente é libertada, Dahlia precisará conviver com a culpa de colocar outras 4.999 garotas em risco por conversar com um soldado. O pior é que ela deseja conversar com ele de novo.
Calma! Não fiquem aí pensando que já sabem tudo que vai rolar no livro, pois eu contei só o começo, sem spoilers, para que vocês entendessem um pouco da minha empolgação com a história. Sim, o encontro da Dahlia 16 e do Trigger 17 – o soldado bonitão – pode até suscitar a ideia do “mais do mesmo”, mas preciso que acreditem em mim quando digo que o romance desperto nesses dois é uma ínfima parte dessa história – e necessária para dar um fôlego ao leitor, afinal o percurso da Dahlia é tenso.
A autora consegue nos surpreender inúmeras vezes, nós imaginamos como Dahlia vai reagir a determinadas situações por ela ser um clone, mas acreditem, ninguém aqui fará escolhas fáceis. Aqui temos uma história perturbadora, em que questionamos até onde o ser humano é capaz de ir para se aproveitar dos outros. Estou ansiosa para continuar desbravando essa história que me envolveu completamente e conquistou minha torcida.
Dezesseis está com uma edição maravilhosa, as páginas são amareladas e a fonte em um tamanho bom, dando conforto ao leitor. Os capítulos são numerados e a capa, apesar de bem bonita, podia ter seguido melhor a história. Se repararem bem, as modelos da capa são diferentes uma da outra, um detalhe pequeno, mas importante. São 240 páginas de muita emoção. Indico a leitura para aqueles que gostam de uma narrativa fluída e empolgante. Para aqueles que apesar de um cenário nefasto, se deliciam com um romance fofo. Para aqueles que querem derrubar o sistema. Boa leitura!

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