A Libélula no Âmbar é o segundo volume da série de 10 livros, Outlander. Sete dos oito volumes publicados nos Estados Unidos já foram lançados aqui no Brasil há muito tempo pela Rocco. Há algum tempo a publicação da série está nas mãos da editora Arqueiro, que já publicou 6 livros, sendo que os 4 primeiros também foram lançados com capa da série de TV. O Primeiro volume que apresenta essa história apaixonante é A Viajante do Tempo. Os títulos seguintes a esse segundo são: O Resgate no Mar, Os Tambores de Outono, A Cruz de Fogo, Um Sopro de Neve e Cinzas, Ecos do Futuro e Written in My Own Heart’s Blood. Os dois últimos livros ainda não têm previsão de lançamentos lá nos Estados Unidos.

Há 20 anos, Claire voltou ao século XX, pelas pedras que a tinham mandado ao passado. Depois de todo esse tempo, ela decide voltar a Inverness, só que agora acompanhada de sua filha Brianna. Viúva de Frank, Claire procura Roger Wakefiel, filho do reverendo Dr. Reginald Wakefield, para pedir ajuda em uma pesquisa sobre as mortes na Batalha de Culloden. Além disso, ela está disposta a contar toda a verdade sobre seu passado a sua filha.

Com um mergulho nas memorias de Claire, somos transportados novamente para 1745, quando Claire e Jamie estão a caminho da França. Em Paris, eles  frequentarão a corte de Luis XV e tentarão impedir Carlos Stuart de conseguir dinheiro para voltar à Escócia para começar uma rebelião. Fazendo isso, eles acreditam que talvez a Batalha de Culloden não aconteça. Entre encontros secretos com um príncipe, vendas de vinho, tardes em um hospital e chás da tarde com as damas da alta sociedade, Claire e Jaime tentam sobreviver as intrigas da corte parisiense.


Depois de ter amado a leitura de A Viajante do Tempo, eu estava ansiosa pela leitura de A Libélula no Âmbar. O livro anterior tinha terminado de uma maneira muito angustiante e com direito a uma surpresa, o que me deixou curiosa com o rumo dos personagens. Confesso que ler esse segundo volume foi mais difícil que o primeiro, mas não menos prazeroso. A escrita de Diana continua bem detalhada, porém leve e envolvente. O livro inicia bem diferente do que eu imaginava, e mais uma vez a autora faz uma longa introdução, contudo agora há uma nova situação. Há 20 anos, Claire voltou pelas pedras, e agora, depois de todo esse tempo, decide voltar a Inverness, só que acompanhada de filha, Brianna. Esse início termina deixando muitas perguntas no ar, que só vão ser resolvidas no fim do livro. Gostei muito desse modo de apresentar a história, pois fiquei cheia de teorias sobre o que podia ter acontecido.

Quem éramos nós para alterar o curso da história, para mudar o curso dos acontecimentos, não para nós mesmos, mas para príncipes e camponeses, para toda a nação escocesa?

Fiquei muito feliz em ver alguns personagens retornarem, a importância deles é significativa para o contexto de “rebelião” que a história tem. Nesse livro, o foco dos jacobitas está em conseguir dinheiro para uma possível “guerra”, deixando a trama política mais intensa e mais séria. Sem falar que com esse assunto ganhando destaque e outros lugares sendo apresentados na narrativa, o surgimento de outros personagens é inevitável. Mais uma vez, Diana apresenta personagens secundários que apaixonam ou que revoltam.

Claire e Jaime são um casal incrível, eles vão ter que superar juntos os últimos acontecimentos, e não vai ser fácil. Sem falar nos novos problemas que vão surgir, muita coisa acontece e a autora não nos poupa de sofrimento. É muito bonito ver a confiança e o respeito que eles têm um no outro. Aqueles momentos de decisões tomadas de cabeça quente ou de teimosia ainda existem e me deixaram, ora com sorriso nos lábios, ora querendo dar um sacode neles, contudo o amadurecimento dos protagonistas é visível.

Segui a linha de assistir à série televisiva assim que que cheguei na metade do livro e fui vendo de acordo com que eu lia. Mais uma vez posso dizer o quão perfeita ficou a série. Dessa vez, eu chorei em alguns momentos. Os novos atores, mais uma vez, ficaram perfeitos para cada papel. Incrível! A Libélula no Âmbar confirma, primeiro, a grandiosidade da história que Diana construiu, e, segundo, meu amor por essa série. O livro tem um desenvolvimento mais lento, mas apresenta muitos momentos tensos e alegres. Encontrei os mesmos elementos que me fizeram amar a obra anterior. Certamente, lerei o terceiro volume, O Resgate no Mar.

  • Dragonfly in amber
  • Autor: Diana Gabaldon
  • Tradução: Geni Hirata
  • Ano: 2018
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 880
  • Amazon

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