Ji-an passa muito tempo dentro de uma cabine telefônica perto de sua casa esperando seu pai voltar do trabalho. Mas uma noite ele não volta. Após viver esse trauma, ela transforma sua dor em propósito: investigar as razões que levam tantas pessoas ao suicídio e oferecer algum tipo de conforto às famílias enlutadas. A história se desenvolve por meio de diferentes casos, que Ji-an aceita através de sua agência, o Centro de Autópsia Psicológica, nos quais a cabine funciona como um elo entre as pessoas que se foram e aqueles que ficaram.

Esse livro faz parte do “gênero” literatura de conforto, que ganhou espaço no Brasil em 2024 e continua a dominar as prateleiras das livrarias. Mesmo com o tema “pesado” do suícidio, a ideia aqui é apresentar conforto, pois a intenção da protagonista é dar apoio aos familiares de quem se foi. A narrativa combina elementos realistas com um toque fantástico, representado pela cabine telefônica. Esse recurso não é explorado como mistério ou suspense, mas como ferramenta simbólica para aprofundar a dimensão emocional. Por isso, há uma naturalidade nas pessoas em aceitar o fato da cabine telefônica funcionar da maneira que funciona.
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