Jennifer Wright organizou um livro fascinante sobre mulheres assassinas, expandindo a temática já conhecida por nós em Lady Killers, de Tori Telfer. Damas Mortais, é uma obra que apresenta 40 perfis de criminosas ao longo da história.
Ao longo da leitura é possível analisar os impulsos dessas mulheres, aquelas que mataram por necessidade, sobrevivência, vingança ou até mesmo por crueldade. Como mulher, até dá aquela vontade de passar pano para algumas dessas assassinas, mas não há como negar as mentes por trás dos atos terríveis dessas que tiveram sangue frio para dar cabo aos seus inimigos, maridos, familiares e filhos.

Mesmo que não seja tão aprofundados a apresentação dos casos, há um ponto de ligação entre várias dessas mulheres. A maioria delas recorriam ao envenenamento como modus operandi por ser um método discreto, acessível e difícil de detectar em décadas passadas. Especialmente quando essas mulheres tinham pouco poder físico ou social dentro da sociedade. Sem o avanço da medicina até então, era muito fácil passar despercebida quando era possível agir dentro de casa, sem levantar suspeitas e por seus crimes serem confundidos por doenças naturais da época.
Um exemplo claro, eram os diversos casos que aconteceram na Era Vitoriana, quando mulheres eram vistas como frágeis e cuidadoras. Quem poderia suspeitar?
Diante desse cenário, destaco aqui algumas das mulheres mencionadas. A autora explora a trajetória de cada uma, destacando seus métodos, motivações e o impacto de seus crimes na sociedade. Um dos casos mais intrigantes do livro é o de Catherine Monvoisin, a “Mãe dos Venenos”, que esteve envolvida no famoso “Caso dos Venenos” na corte de Luís XIV. Essa história revela como o medo do envenenamento desencadeou uma verdadeira caçada a supostos conspiradores.
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