Mês de outubro é mês para a nossa tradicional programação para esse gênero que amamos tanto: Terror! Não só o terror clássico, mas também suspense, gore, trash, psicológico e todos os subgêneros que amamos!

Quando lançou a nova série do Mike Flanagan, Missa da Meia-Noite, em setembro deste ano, logo me animei e decidi resenha-la para o nosso especial Mês de Terror. Flanagan não é um desconhecido meu. Ano passado escrevi a crítica de A Maldição da Mansão Bly (lançada em 2020 pela Netflix), e em 2019 no post de 5 lançamentos incríveis deste gênero, adivinham quem estava entre os 5 melhores? A Maldição da Residência Hill (lançada em 2018 pela Netflix). Além das séries citadas, temos outras ótimas obras criadas/adaptadas por Mike, dentre elas estão Doutor Sono (dispensa comentários quando é baseado na obra mestre Stephen King), Hush: A Morte Ouve,Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (2016), entre outros.

Confira a resenha de A Maldição da Mansão Bly

A história de Missa da Meia-Noite se passa na ilha Crockett – um vilarejo isolado em que os moradores vivem uma vida pacata e melancólica. Muitos dos antigos moradores mudaram-se anos antes, quando um derramamento de óleo e novas leis modificaram a política de pesca do local, e a única fonte de trabalho da ilha é a pesca. 

Dois eventos ocorrem simultaneamente, e mudam o curso da história do vilarejo. O primeiro evento é o retorno de Riley Flinn (Zach Gilford) ao vilarejo. Riley tem um passado sombrio, e se quando adolescente era muito devoto ao catolicismo, tragédias e tristezas fizeram com que se tornasse ateu. Além de Flinn, outra pessoa chega ao vilarejo, trata-se do jovem Padre Paul (Hamish Linklater). Diante de tantas fatos negativos ligados a esse povo isolado, a única igreja da cidade – St. Patrick´s – não é muito frequentada. Porém, Padre Paul, com suas pregações fervorosas e seu jeito simpático e preocupado com os demais, logo atrai a atenção de todos. O que faz com que todos passem a lotar a igreja, são eventos estranhos – milagres – e sobrenaturais. Com a fé renovada, Padre Paul começa a transformar a cidade. 

Na trama, acompanhamos a história de diversos personagens: Erin Greene (Kate Siegel musa), que morava com a mãe e após o seu falecimento, resolve retornar; Sheriff Hassan (Rahul Kohli) muçulmano que junto com o filho, lutam contra o preconceito; Bev Keane (Samantha Sloyan) católica fanática e extremamente intolerante; Ed Flynn (Henry Thomas) e Annie Flynn (Kristin Lehman), pais de Riley.


Posso dizer que Missa da Meia-Noite não se trata de uma série de terror. Acho que o termo adequado seria sombrio. Temos muito drama, conhecemos a história de cada personagem, e assim conseguimos entender as decisões de cada um ao longo da história. Tem o contexto sobrenatural, mas são poucas cenas que despertam medo. Diria que cerca 80% trata-se de drama, e os outros 20% sobrenatural/suspense. Mesmo assim, o aspecto melancólico deixa uma sensação incômoda. Sabe aqueles filmes que queremos gritar para a mocinha não ir ver o que tem naquele quarto escuro? Pois é! Nessa série queremos gritar para todo mundo abandonar essa ilha. 

Considerei a série Maldição melhor que esta, porém, não trata-se de uma obra ruim, nem de uma perda de tempo. Apenas alerto para quem for assistir, que não espere sustos em cima de sustos, pois não há. Flanagan trabalha muito bem o fanatismo religioso X ceticismo, inclusão X exclusão e como a mente humana é suscetível ao que lhe convém. Como a fé muda, quando recebemos ou perdemos algo. Vi algumas críticas comentando que a série tem muito diálogo – e sim tem muito diálogo – mas eu achei algumas falas de uma maestria sem tamanho: profundas e cheias de significado, foi o ponto alto da série para mim. 

É isso que o Céu significa. Não mansões, nem rios de diamantes, nuvens de algodão ou asas de anjos. Somos amados. E não estamos sozinhos. Isso é Deus. Isso é o Céu. Por isso, suportamos tudo que suportamos nesta grande e triste rocha azul.”

Mike Flanagan chamou para este trabalho alguns rostinhos já conhecidos e amados, como a minha musa, Siegel, Henry Thomas e Annabeth Gish da série Maldição, dentre outros atores dos quais ele já havia trabalhado anteriormente. E eu preciso ovacionar Linklater como Padre Paul. Os discursos foram intensos, dava para sentir tudo que ele estava falando e está incrível nesse papel. As atuações no geral estão incríveis, todo mundo encarnou os papéis muito bem. O final é bem surpreendente e com bastante ação, a partir do quarto episódio, a trama fica mais clara, mas mesmo assim, o final foi bem imprevisível para mim. 

Quem já assistiu, me conta o que achou, e quem ainda vai assistir, depois volta para nos contar o que achou de mais essa tacada do nosso já amadinho do terror, Mike Flanagan!

  • Midnight Mass
  • Lançamento: 2021
  • Criado por: Mike Flanagan
  • Com: Zach Gilford, Kate Siegel, Hamish Linklater
  • Gênero: Drama, Terror
  • Duração: 7 episódios - 60 minutos

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