Ano passado, neste mesmo fatídico mês (adoro outubro e tudo que ele representa!) eu estava escrevendo uma singela listinha de 5 filmes/séries de lançamentos de terror/horror/suspense de ótima qualidade e para todos os gostos! Dentre essas 5 indicações, estava a primeira temporada da série do universo A Maldição criado pelo diretor Mike Flanagan. A Maldição da Residência Hill estreou na Netflix em 2018, e foi uma das séries mais aclamadas da plataforma naquele ano, muito provavelmente por este motivo, o público alvo deste tipo de série estava eufórico à espera da sua segunda temporada.

A primeira temporada atingiu em cheio o público alvo para uma série de suspense/terror, que começou como uma “simples” história de mansão mal-assombrada, que foi a cada episódio desenvolvendo novas perspectivas, detalhes horripilantes, muitos sustos, tudo isso somado a um final épico e com um clímax sensacional. Fórmula perfeita! O que poderia dar errado na segunda temporada?

Me considero uma pessoa bastante eclética no universo cinematográfico, porém, suspense e terror estão entre os meus gêneros favoritos, por esse motivo, entendo perfeitamente a chuva de críticas negativas que A Maldição da Mansão Bly vem recebendo. Na primeira temporada Flanagan conseguiu dosar com maestria as frentes terror + dramas familiares, e considero que foi justamente neste quesito a “falha” da Mansão Bly. Isso quer dizer que eu não gostei desta temporada, e que não a indico? Com certeza não. Achei a segunda temporada (que estreou em outubro na Netflix) diferente da primeira, porém, igualmente boa.

No início desta temporada somos apresentados a Dani Clayton (Victoria Pedretti) que é contratada por Henry Wingrave (Henry Thomas) para trabalhar como babá de seus dois sobrinhos, Flora (Amelie Bea Smith) e Miles (Benjamin Evan Ainsworth), que recentemente ficaram órfãos e vivem na Mansão Bly aos cuidados da governanta Hannah Grose (T´Nia Miller). Chegando na mansão, Dani conhece os outros dois funcionários que trabalham no local apenas durante o dia, a jardineira Jamie (Amelia Eve) e o cozinheiro/motorista Owen (Rahul Kohli). Tudo parece “simplesmente esplêndido” – frase que a pequena Flora adora – de início, porém, aos poucos os pequenos vão demonstrando comportamentos estranhos, e são nesses momentos que temos um pouco de terror e suspense (até porque crianças em mansões já são assustadoras por si só).

A Maldição da Residência Hill, filme, série e livro

Na sequência dos primeiros episódios, já podemos sentir como será a temporada – com muito mais dramas familiares do que suspense. E é justamente nesse momento que eu entendi o porquê da baixa aceitação: as pessoas que estavam ansiosamente aguardando essa segunda temporada, estavam esperando sim um pouco de drama, já que é uma marca do diretor, porém, esperavam isso numa quantidade muito menor do que o bom e velho susto. Para mim isto não foi um problema, a trama me prendeu bastante, e fiquei muito curiosa para descobrir como seria o final – que por sinal foi bem mais triste do que assustador.

As atuações foram simplesmente esplêndidas! As crianças são fabulosas, e conseguem passar muito bem os momentos tenebrosos e também os momentos fofos. Pedretti convence muito bem, e podemos ver a transformação da babá tranquila (não tão tranquila assim, por conta do seu passado) para a babá receosa e sem saber como agir diante do desconhecido. O ponto alto no quesito atuação ficou à cargo da governanta Hannah. Miler foi maravilhosa atuando os seus “esquecimentos”, suas expressões de surpresa e sua amabilidade com as crianças. Na minha opinião ela poderia ter sido melhor aproveitada, pois sua atuação é realmente notada, apenas no episódio que conta o seu passado.

Falando em aproveitamento, quem já viu as duas temporadas vai se dar conta que alguns atores atuaram nas duas temporadas, como é o caso de Pedretti, Oliver Jackson-Cohen, Kate Siegel (que é casada com o diretor – Mike Flanagan) e Carla Gugino. Siegel e Gugino são extremamente talentosas, na minha humilde opinião, queria que elas tivessem aparecido muito mais do que em um ou dois episódios.

Um detalhe importante a pontuar: A Maldição da Mansão Bly veio como sequência da Residência Hill, porém, as histórias não são sequenciais, e você pode assistir uma temporada independente da outra. Se você é do time terror e nada mais ou se está esperando algo muito próximo do nível de terror da primeira temporada pode se frustrar. Mas, se você está aberto a novas facetas do horror, mesclados a dramas e também muito amor, não vai se arrepender. As histórias são lindas, com muitas mulheres fortes e determinadas que valem cada minuto assistido.

XOXO. Enjoy!

  • The Haunting of Bly Manor
  • Lançamento: 2020
  • Criado por: Mike Flanagan
  • Com: Victoria Pedretti, Oliver Jackson-Cohen, Amelia Eve
  • Gênero: Drama, Terror
  • Duração: 9 episódios - 50 minutos

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