No começo do ano passado eu e a Lê iniciamos o projeto #viajantesdeinverness. No projeto a gente se propôs a ler o primeiro livro da série Outlander e desde então, acabei devendo a resenha pra vocês e acabei nunca trazendo para o blog as minhas impressões sobre a leitura. Sendo assim, hoje compartilho com vocês tudo o que achei sobre A Viajante do Tempo da autora Diana Gabaldon.

Claire Randall é uma enfermeira recrutada para a Segunda Guerra Mundial e em 1945, no final da guerra, ela poderá voltar enfim para os braços do marido, de quem ficou seis anos separada. A fim de retomarem a vida de casados, Claire e Frank Randall resolvem desfrutar de uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas.

No lugar, Frank gostaria também de visitar a história de seus antepassados e é em uma dessas andanças que Claire é atraída por um local, um círculo de pedras chamado Craig na Dun onde ocorrem alguns rituais feitos pelas mulheres da região. Após revisitar o local, Claire acaba voltando ao passado, retornando para 1743, numa Escócia cheia de perigos e prestes a estourar a rebelião jacobita. Além de ter voltado para o passado inexplicavelmente, Claire descobre que se encontra completamente vulnerável num cenário violento que pode colocar em risco a sua própria vida, a menos que, como um golpe do destino, o Clã Mackenzie a proteja.

O livro já inicia num intenso conflito, sem saber realmente o que aconteceu, Claire para, literalmente, no meio de um conflito entre os jacobitas e os capa vermelhas, liderados por ninguém menos do que Jonathan Randall, ascendente de seu marido e cruel comandante das tropas inglesas. Mais conhecido como Black Jack, Claire já tem uma pequena prova de quem é Jonathan e o quão cruel e nefasto ele pode ser. Sorte sua que um misterioso guerreiro escocês a salva das mãos do perverso homem.

É assim que Claire acaba como hospede (e prisioneira) do Clã Mackenzie, tudo para que eles tenham certeza que ela não seja uma espiã enviada pelos ingleses. Mas não só isso impedirá que Claire busque um modo de voltar para o presente, a presença de Jaime é intrigante, um escocês lindo, misterioso, ruivo e tudo de bom. Hoje é impossível não imaginá-lo como Sam Heughan, ator que o interpreta na série de TV, ele é a personificação do personagem que irá roubar seu o coração e que também colocará em conflito Claire, que sente-se cada vez mais dividida entre seu desejo por Jaime e a fidelidade ao seu marido que está em outra época.

Concluir a leitura de A Viajante do Tempo foi uma deliciosa experiência, como li em um projeto, onde em cada semana precisava cumprir uma meta, foi até complicado não querer seguir adiante. A escrita de Gabaldon é bastante detalhada, mas essencial para todas as cenas e cenários maravilhosos de uma Escócia passada. Ao mesmo tempo, precisamos entender todos os conflitos de Claire e o que realmente está em jogo nesta trama e neste quesito sua escrita é indispensável. O enredo fica ainda melhor quando percebemos que Claire veio do futuro, seu marido era professor e historiador, portanto, ela sabe muito bem o que irá acontecer na história. Será que ela se permitirá ajudar, agora que está tão envolvida com a causa jacobita?

Descobrir tudo isso ao longo da leitura é maravilhoso. É incrível como temos uma protagonista inteligente, num cenário completamente diferente e precisando lidar com um milhão de situações complicadas, mas Claire faz isso com toda sua elegância e sensatez. Ela é uma mulher completamente lúcida quanto sua situação e por causa disso é impossível não admirar sua coragem e determinação.

O romance é uma trama a parte, se não bastasse toda a complexidade de todos os conflitos que envolvem a iminente guerra e a suspeita da presença inesperada de Claire, somada a sua própria situação, iremos percebendo uma paixão arrebatadora surgindo entre os dois personagens e quando isso começa e de pegar fogo. As cenas entre os dois são maravilhosas, de bom gosto e completamente apaixonantes. Entendemos a situação complicada de Claire, mas compreendemos que todo o envolvimento dela com Jaime é genuíno, o que só dificulta ainda mais o desejo dela de retornar ao presente.

Os personagens secundários, diferentes de muitas tramas, são maravilhosos,  igualmente como os protagonistas. Eles contribuem para a história, para as reviravoltas e para que a trama se torne ainda mais envolvente. Falar sobre cada um é muito complicado, mas dou um destaque especial para Geillis, outra mulher incrível.

Aqui, Diana Gabaldon usa e abusa de um recorte histórico muito importante para criar Outlander. Esta é uma leitura que contempla todos os apaixonados por história, além de apresentar uma ficção completamente envolvente, quando analisamos todas as possibilidades políticas que alguém que viesse do futuro poderia ter em meio aos levantes jacobitas. Se você curte um ótimo romance, uma trama cheia de desenvolvimento político, que é embasada no que realmente aconteceu, Outlander é a sua série e você precisa começar a lê-la agora.

Resenha em vídeo

  • A Viajante do Tempo
  • Autor: Diana Gabaldon
  • Tradução: Geni Hirata
  • Ano: 2016
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 800
  • Amazon

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