Dawn of the Planet of the Apes

Lançamento: 24 de julho de 2014
Com: Andy Serkis, Jason Clarke, Gary Oldman
Gênero: Ficção Científica, Ação

O filme se passa após 10 anos dos acontecimentos do último filme Planeta dos Macacos – A Origem. A população agora luta contra uma epidemia de um vírus criado em laboratório – Símio, este que transformou os macacos em seres super inteligentes que são hoje. Mas a reação aos humanos não foi tão boa assim, mais da metade da população não resistiu, e os poucos que sobraram, os ditos imunes ao vírus, tem que lutar para sobreviver entre o caos que o planeta está.
Enquanto isso, a população de macacos vive em paz na floresta de Sequoias próximo a São Francisco liderados por Cesar (Andy Serkis). Ali, eles construíram uma sociedade perfeita e própria, onde todos ajudam todos, sempre mantendo como foco raça, família, casa e futuro.
Há 10 invernos que os macacos não avistam humanos sobre a terra, porém a falta de comida e principalmente fontes de energia elétrica faz que um grupo de sobreviventes liderados por Dreyfus (Gary Oldman), saiam do seu esconderijo – uma base militar do exército – em busca de meios de sobrevivência, sua única chance parece estar em uma usina elétrica que está desativada, e adivinhem, esta usina está no território de quem? Sim de Cesar.

É no meio da floresta que o primeiro encontro entre macacos e humanos, depois de tanto tempo acontece, um encontro nada amigável para falar a verdade. Mas o recado de Cesar é alto e claro, literalmente, não voltem mais. Pois a habilidade de Cesar de falar agora está muito mais aprimorada. Porém, como foi dito, se os humanos não conseguirem reativar a usina, suas chances de sobrevivências serão mínimas, e é em um ato desesperado que Malcolm (Jason Clarke) resolve voltar para a floresta para falar pessoalmente com Cesar e fazer com que entenda que aquilo depende muito para a raça humana. Cesar conhece bem os humanos e sabe que ainda existe bondade entre alguns, e permite o trabalho dos humanos em sua terra.
Mas isso é visto como fraqueza aos olhos de Koba (Toby Kebbell) seu braço direito no comando. Koba só conheceu o lado perverso dos humanos, quando ainda era um macaco de laboratório, desta maneira só enxerga maldade e raiva. Por não concordar com a atitude do seu líder vai acabar se rebelando contra o seu libertador.

O elenco está sensacional mas não adianta, todos os créditos de atuação são dos macacos, para mim eles levam o título de protagonista, antagonista coadjuvante, figurantes, etc. O que dizer da primeira cena do filme? em que estão todos de cara pintada caçando? Sensacional. O diálogo e a expressão corporal dos símios são igualmente incríveis, obrigada Andy Serkis por dar vida e expressão à Cesar e tornar o grau de realismo atingido implacável, por vezes, ficamos nos perguntando isso é real?

Em O Confronto vamos nos deparar com problemas sociais gritantes, sem querer fiz um comparativo entre o discurso de Cesar e de Dreyfus durante o filme e vi que a organização dos macacos era muito mais convincente. É notável que a aposta do filme dirigido por Matt Reeves é equilibrar a reflexão e o entretenimento. O que naturalmente acontece.
Anos se passaram na trama mas parece que as duas sociedades hoje em dia se veem com os mesmos dilemas, os humanos continuam aos tropeços e mais arrastados do que nunca enquanto os símios começam a se confrontar com os primeiros problemas da sua “nova” organização como consequência de sua evolução.

O que parece, é que macacos e humanos não tendem a ser tão diferentes assim, os sentimentos de raiva e o impasse entre o bem e o mal continuam colaborando para o grande confronto. Nem sempre humanos agem como humanos e no final os macacos não agiam mais como macacos e esta é a grande lição do filme. Mas afinal, quem iniciou isso? É isso que você descobrirá assistindo.

Indico o filme para todos os fãs do romance francês escrito por Pierre Boulles – La Planète des Singes (O Planeta dos Macacos) de 1963 – que sempre foi e será um exemplo de crítica social através de sua distopia – e aos fãs das adaptações antigas e para os novos também. O filme vem fazendo jus a todo o sucesso que a saga baseada no livro tem feito. E podem ficar tranquilos, a Fox Filmes já liberou o terceiro filme da série.
O único “pecado” no filme na minha opinião é a falta de explicação sobre o personagem Will Rodman (James Franco), apesar de estar presente indiretamente no filme, lembrando a Cesar a importância de todas as lições que seu “pai” lhe deu. Mesmo depois de todo este tempo, seria interessante saber que fim levou o personagem, será que morreu com o vírus? ou podemos esperá-lo no próximo filme? fica a aí a dúvida. O filme tem enredo, tem ação e um ritmo sem igual, vale a pena conferir!

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