Título Original: So Such Thing as Forever
Autora: Ali Cronin
Ano: 2012
Editora: Seguinte
Páginas: 272
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Há alguns dias, postei a resenha do conto que precede o livro que vou resenhar hoje, se você ainda não leu, clique aqui! Lá conhecemos um pouco da história deste grupo de amigos tão queridos e unidos em seu último ano na escola. Na série Garota <3 Garoto da autora Ali Cronin, vamos conhecer sobre as vidas dessas quatro garotas e três garotos que moram na Inglaterra em Brighton.
Vamos presenciar os prós e os contras da transição da vida de adolescente ao se tornar um adulto e é claro, todo o misto de descobertas e o que isso acarreta as suas vidas. Descobriremos como serão os relacionamentos amorosos e os não tão amorosos assim, pela perspectiva de cada um dos personagens do grupo que são: Cass, Ashley, Donna, Ollie, Jack, Rich. A primeira protagonista que conheceremos Sarah.
Nada é para Sempre abrange todas as novas descobertas de Sarah. Sabe o tipo certinha da turma? Esta é ela, nunca namorou, nunca bebeu, é inexperiente, ingênua e a virgem da turma. Na verdade Sarah é uma romântica autêntica que ainda vem esperando seu príncipe encantado. Até que nas férias de verão, na Espanha, ela conhece Joe um garoto que já está na faculdade de Londres, tem 21 anos é lindo, inteligente – perfeito. O resultado é que toda sua reputação vai a baixo, junto com sua virgindade.
Juntos os dois pareceriam como um perfeito casal, ela já não se imaginava sem Joe e já estava totalmente apaixonada por ele. Mas as férias estão acabando e logo ela percebe que este romance de verão terá grandes chances de acabar e quando acaba, a realidade é triste, ambos seguem rumos diferentes. Será que conseguiriam manter um namoro a distância? Sarah se dá conta que carregava uma simples promessa, que ele ligaria.

Porém, passados alguns dias, Sarah percebe que Joe é o verdadeiro menino sabonete, quanto mais aperta mais ele escorrega, logo de cara descobrimos um Joe avesso, festeiro, que desmarca compromissos, nunca atende suas ligações e para responder uma simples mensagem leva dias, ou seja, totalmente esquivo. Sarah se ilude com promessas e segue com suas atitudes possessivas e é claro “achando” que é correspondida.

Ashley tinha razão: ela estava morrendo de ciúme. Esse pensamento fez com que eu me sentisse relativamente poderosa. (O orgulho precede a queda, disse uma voz irritante na minha cabeça.)

É aí que minha conexão com a personagem começa a ir ladeira abaixo, ela não percebe, mas depois que começou a namorar Joe virou a chata da turma. Ele é seu único assunto e todos seus amigos começam, de certa forma, se encher disso, ainda mais quanto todos estão vendo que o cara não quer nada com nada. Aos poucos, Sarah vai negligenciando seus verdadeiros amigos e isso é péssimo. Será que ela vai se dar conta disso a tempo? Mas, sinceramente? Quem nunca passou isso na sua vida né? Se você disser que não, eu digo que é mentira! 
Sarah se rende a suas dúvidas e inseguranças, aquelas que toda garota tem. Vale a pena se render totalmente ao seu primeiro amor? Ela foi correspondida? Será mesmo que um rapaz mais velho estaria verdadeiramente apaixonado por uma menina mais nova do colegial? Não seria apenas interesse? Cabe a você, leitor, descobrir se este amor passou ou não apenas de uma paixão de verão.
O livro é um jovem adulto, fui facilmente envolvida, a escrita da autora é super envolvente e de fácil leitura, ela usa uma linguagem muito atual o que fez a história ser ainda mais real para mim. No primeiro volume, já percebi que a série abordaria a celebração da amizade em seus altos e baixos, sendo ela coletiva ou em suas individualidades. 
Assuntos como virgindade, drogas, sexualidade e decepções serão abordados pela autora de uma maneira muito sutil, mas falado abertamente e isso é um ponto fortíssimo da autora. Ela mostra a descobertas dos jovens para jovens e para quem acompanha a série Skins sabe o tipo de história que Ali Cronin gosta de falar. Pelo que percebo Nada é para Sempre vai além disso, as tiradas cômicas durante a leitura são o máximo, assim como as referências musicais e cinematográficas.
A diagramação do livro é perfeita, fonte do tamanho ideal e a capa é linda, muito além de linda é super gostosa de pegar, é aveludada e dá vontade de ficar o dia todo passando a mão, amei! E que bom que a Editora Seguinte fez uma ótima escolha, por que as capas gringas são horrendas, aliás, amei a escolha de todas as cores da série.
Concluindo, Sarah ainda não me fisgou, mas os personagens coadjuvantes são uns fofos e por este motivo quero e preciso continuar a série. Eu sei que a história dela não acaba por aqui, Sarah ainda tem pelo menos umas duas ou três chances de me convencer. Eu confio sim, no amadurecimento da personagem, mas enquanto isso não acontece eu encontro vocês na próxima resenha do livro Dizem por Aí, que contará a história de Ashley.

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