The Theory of Everything

Lançamento: 29 de janeiro de 2015
Com: Eddie Redmayne, Felicity Jones, Tom Prior
Gênero: Biografia, Drama

Hoje falaremos sobre mais uma adaptação literária que foi direto para as telinhas. O filme A Teoria de Tudo foi inspirado pelo livro escrito em 2008 por Jane Wilde Hawking com o nome de Travelling to Infinity: My Life with Stephen. Aqui no Brasil a Editora Única foi responsável pela tradução e lançamento do livro com o mesmo nome do filme. A adaptação foi dirigida por James Marsh e teve ao total, seis indicações ao Oscar, inclusive ao de melhor ator do qual saiu vencedor.
Em A Teoria de Tudo conheceremos o real relacionamento de Jane (Felicity Jones), desde o início até o seu final, com o Stephen Hawking (Eddie Redmayne) e como foi passar pelos desafios de sua doença. Bem, todos devem conhecer o físico teórico e cosmólogo britânico certo? Se não…por onde você andou nos últimos anos? Sendo um dos mais consagrados cientistas da atualidade, Stephen coleciona títulos. Doutor, professor, idealista, diretor de pesquisa…ufa! é muita coisa para alguém que atualmente se comunica apenas através de um sintetizador de voz ativado pelo músculo de sua bochecha.
Aos 21 anos Stephen descobriu que sofria de uma doença no neurônio motor, também conhecida como esclerose lateral amiotrófica, a ELA. Sim, se você está familiarizado com o nome, deve se lembrar do ice bucket challenge. A campanha aconteceu para juntar fundos e aprofundar as pesquisas para a descoberta da cura. A doença é rara e degenerativa, ela paralisa os músculos do corpo sem atingir as funções cerebrais. Chega ser ironia, não é mesmo? Um gênio de nossa atualidade limitado dentro de um corpo. Apesar dos pesares, Stephen se recusa a se aposentar, e atualmente é participante ativo de diversas pesquisas, e é professor e fundador do Centro de Cosmologia Teórica de Cambridge, onde estudou.


Além disso, suas limitações não o impediram de fazer diversas participações na televisão entre séries e filmes, de escrever um livro e receber prêmios e títulos por todos seus feitos em vida, inclusive o título de “Companheiro de Honra”, pela Rainha Elizabeth II, da qual ele acabou recusando.
Por ser uma biografia, não vou me aprofundar muito no enredo, mas é importante salientar que além de uma história de vida, temos parte da ciência protagonizada por Stephen. A Teoria de Tudo não é apenas uma história de amor mas aborda muito bem, toda a temática das pesquisas científicas e questionamentos filosóficos que todo bom filme de ficção deveria ter, como a criação do tempo, do universo e tudo mais. Enfim, tudo aquilo que sempre dá um nó em nossa cabeça. 
Antes de falarmos sobre as atuações, preciso antes falar sobre os cenários e os figurinos. Eu adorei o cuidado que a produção teve de mostrar exatamente tudo como era a 50 anos atrás. Tudo é o mais real possível! Como não comparar o figurino da foto real do casamento de Jane e Stephen com a as cenas da adaptação? Maquiagem, cabelo, tudo está perfeito. Fico imaginando estas duas pessoas reais, revivendo toda sua história diante dos seus olhos.

A visão que eu tinha de Jane, vivida por Felicity Jones, mudou totalmente depois que assisti ao filme. Jane se provou uma guerreira, mesmo quando todos a julgaram, ela se manteve firme e forte diante tudo e todos. Provou que o amor supera qualquer barreira, qualquer limitação. A atuação da atriz está boa e na medida certa. A entrega ao personagem me fez sentir os verdadeiros dramas que a verdadeira Jane passou durante sua vida com Stephen e de que maneira, sozinha e com três filhos pequenos, ela conseguiu ser o alicerce que Stephen precisava. Mesmo quando ele mesmo não acreditava mais, ela estava lá segurando toda a barra.
E o que falar de Eddie Redmayne como Stephen, não é mesmo? Logo que eu soube de sua indicação ao Oscars, assim como os críticos, lembrei do ator com tão pouca experiência no cinema e indigno de um prêmio tão importante. Mas depois de assistir A Teoria de Tudo, após cada lágrima derrubada, eu só desejava voltar no tempo para morder a minha língua. Eddie deu novamente movimentos para Stephen, é surreal sua atuação, ele é convincente até sem falas, a maneira como ele incorporou todas as limitações do corpo de Stephen, gradativamente conforme a doença evoluía, é como se o próprio ator tivesse passando pelo mesmo problema. A preocupação em cada piscar de olhos, cada movimento de mão.. sem mexer nenhum músculo e se comunicando apenas com o olhar ele consegue emocionar e passar exatamente o que a cena precisa, é de arrepiar. Oscar mais do que merecido e eu aplaudo em pé.

Aqui, o telespectador tem em mãos não só a biografia de uma grande figura mundial mas também conhecimento suficiente para saber o que é lidar com uma doença tão ingrata. Os personagens e a produção que se envolveram neste projeto estão totalmente de parabéns. Filme emocionante, tocante e que todos deveriam conhecer, não só pela história em si e a responsabilidade de Stephen nos avanços científicos mundial, mas para todos conhecerem a história de um grande homem, que por trás dele, também existe a história de uma grande mulher.

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