Resenha: A Ameaça Sombria

17 maio, 2018 Por Raissa Martins

Título Original: The Shadow Hour
Autora: Melissa Grey
Ano: 2017
Editora: Seguinte
Páginas: 424
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Segundo livro da Série Echo, A Ameaça Sombria segue contando a história de Echo e seus amigos e do mundo fantástico dos Avicen e Drakharin. Desta forma, pode ser que essa resenha contenha alguns spoilers do primeiro livro, então é um aviso para quem ainda não o leu.
O primeiro livro nos apresentou ao universo fantástico onde existem duas espécies que estão em constante guerra e em busca do pássaro de fogo, que supostamente daria um fim a esse conflito. Entretanto, Echo descobre que, o tempo todo, o poder do pássaro de fogo esteve dentro dela e foi preciso um sacrifício para libertá-lo. Então agora ela tenta lidar com a responsabilidade de carregar um poder dessa magnitude e, ao mesmo tempo, se preocupar em não se deixar ser manipulada e usada apenas como um peão no jogo de outra pessoa.
Nesse volume EchoCaiusIvyJasper e Dorian estão trabalhando juntos para não serem mortos, já que estão sendo caçados pela nova Príncipe Dragão, Tannith. Melissa Grey desenvolveu bem a relação desses personagens, já que eles são bem diferentes uns dos outros como citei mais acima. É um grupo bem diverso, mas que teve que aprender a lidar com suas diferenças se quisessem sobreviver e isso é um exemplo positivo de saber lidar com a diversidade ao seu redor.

“No decorrer de poucos meses, ela tinha passado de órfã infeliz a arma de destruição em massa.”

A protagonista se mostra sempre preocupada com a segurança dos que ama e é bem altruísta quando se trata desse assunto. Além disso, ela tenta também lidar com suas inseguranças, como entender seus sentimentos por Caius e Rowan. Embora o triângulo não seja o foco da história, de modo geral, nesse segundo livro ele vem mais à tona. Em alguns momentos Echo, Caius e Rowan precisam trabalhar juntos e nessas ocasiões os sentimentos dos três sempre entram em conflito.
Diferentemente de A Profecia do Pássaro de Fogo, não achei que a autora desenvolveu muita coisa sobre o problema principal, que é a guerra entre os dois povos. Descobrimos uma força do mal que precisa ser combatida e conflitos pequenos ocorrem aqui e ali, mas de modo geral tudo continua do mesmo jeito. É a famosa maldição do segundo livro, quando o autor deixa os acontecimentos realmente relevantes para serem contados no último livro da trilogia.
Porém, nesse livro alguns personagens tiveram a chance de ter mais destaque, como foi o caso de Ivy. No primeiro livro a melhor amiga de Echo é bem na dela, mas em A Ameaça Sombria ela se mostra mais útil e determinada a não ser sempre a pessoa que precisa ser salva. Outros personagens que avançaram em suas próprias narrativas foram Jasper e Dorian. Aliás, eles protagonizam algumas das minhas cenas favoritas, mas não vou dar spoilers. Vamos apenas dizer que os dois fizeram valer a pena essa leitura.
O que eu senti falta mesmo foi mais ação da parte de Echo, já que agora ela tem todo esse poder. E também achei que nada de muito crucial aconteceu, a não ser nas últimas dez páginas do livro. De qualquer forma, vou aguardar o último volume para finalmente acompanhar o desenrolar da guerra entre os Avicen e Drakharin.

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