Tem algum fã de High School Musical por aí? Bom, eu sou muito fã da trilogia e, por causa dela, me tornei muito fã do trabalho do Zac Efron. Hoje tenho uma admiração profissional pelo trabalho dele e pela pessoa dele, mas quando eu era adolescente queria casar com o rapazinho. Enfim, vergonhas à parte, estou contextualizando isso tudo para dizer que assisto qualquer coisa que esse menino fizer. E foi justamente isso que me levou a ir sozinha ao cinema, assistir um filme que nem sequer é do meu gênero favorito e que tinha grande potencial de me deixar morta de medo. Hoje vim compartilhar um pouco da minha percepção de Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal. E, diferente do que eu temia ou esperava, a verdade foi que eu amei! ‘Bora acompanhar a crítica desse filme incrível?

Para começar, acho que a gente precisa contextualizar quem foi Ted Bundy. Ted foi um assassino real, que seduzia e conquistava suas vítimas por ser um “homem que não levantava suspeitas”. Muito bonito, simpático e charmoso, atraía suas vítimas com sua lábia antes de matá-las de formas terríveis. Passou anos sem ser identificado e, mesmo durante o processo de julgamento, quando foram surgindo provas contra ele, negou veementemente ser culpado. Além disso, atraía hordas de fãs para seus julgamentos nos tribunais. Seu caso ficou tão famoso e teve tanta repercussão que, pela primeira vez, um julgamento foi transmitido ao vivo na televisão. Suspeito de matar mais de 35 mulheres, o serial killer foi condenado à morte e executado em 1989.

O filme contra a história de Ted Bundy meio que sob o ponto de vista de sua namorada (e o suposto amor de sua vida, Elizabeth Kloepfer, interpretada por Lily Collins). O filme começa mostrando como os dois se conheceram e o quanto se aproximaram e se apaixonaram. Assim como Liz, nos vemos completamente hipnotizadas por Bundy, que é não só um perfeito cavalheiro, como trata a filha bebê que Liz tem com todo zelo e carinho. Se o telespectador não sabe que está assistindo um thriller ou não sabe que a história é baseada em um dos maiores assassinos da história, é fácil se apaixonar por Ted Bundy, assim como foi fácil para Liz abrir sua vida para ele.

Ted Bundy

Quando Ted começa a ser investigado, Liz está certa que o namorado é inocente. Como poderia ser diferente, se ele é um namorado perfeito, um pai postiço maravilhoso e se nunca levantou um dedo para ela? Ted, além de tudo, é muito eloquente e facilmente convence a namorada de que é tudo um engano e que estão armando para ele. Só que quando novas pistas, novos assassinatos e novos inquéritos começam a surgir, Liz começa a ficar confusa e balançada. Será que o grande amor da sua vida, o homem com quem ela compartilhou a infância da filha e de quem tem uma foto na mesa do trabalho, pode ser – de verdade – tudo aquilo que os policiais, investigadores e que a mídia estão dizendo que ele é?

O filme toma rumos que nos deixa com o coração acelerado. A escolha de narrar o filme pelo ponto de vista de Liz, fez com que ele tomasse um contorno muito mais dramático. Ao invés de sermos confrontados com cenas típicas de filmes sobre assassinos em série (muito sangue, muitos gritos e muita tortura das vítimas), somos perturbados por uma espécie de terror psicológico, nos colocando no lugar da própria Liz. Toda vez que Ted tenta entrar em contato, telefonando da prisão para Liz, é uma facada que levamos no coração. Vemos a personagem ir se deteriorando, enquanto os amigos e novos interesses amorosos tentam salvá-la do fundo do poço.

Apesar de ser um filme que sabemos como termina (afinal, fatos reais!), Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal impressiona por uma narrativa arrebatadora e com bastante similaridade com os fatos reais. Para começar, o elenco foi escolhido com primor. Todos os atores ficaram muito parecidos com as pessoas que os inspiraram. Em certo ponto, chega a ser até perturbador (especialmente para as fãs de Zac Efron, como eu).

Ted Bundy

Fonte da imagem: Vanity Fair

Além da imensa semelhança entre os atores e pessoas reais, o filme também foi impecável ao retratar cenas e diálogos exatamente como eles se deram na vida real. Para ter uma base de comparação melhor, recomendo que vocês assistam Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy na Netflix. Vocês perceberão muitas cenas sendo reproduzidas de forma muito fidedigna no longa. No mais, no final do filme, o espectador também é confrontado com gravações reais, que provam a maestria da adaptação.

O filme recebeu sua dose de críticas, sendo acusado de “romantizar” a história de um deplorável assassino. A percepção que eu tive foi justamente a contrária. Apesar de toda angústia vivida por Liz, que o telespectador também vive, o filme é bastante claro em mostrar a verdade: que Ted era mesmo um assassino. Na verdade, para mim, o filme faz um grande favor a quem não viveu na época de Ted e não acompanhou os casos ou o julgamento. Através da narrativa, aprendemos que qualquer um pode ser um serial killer, por mais ilibado que o caráter da pessoa pareça ser. Para mim, esse foi o objetivo do filme: mostrar para as novas gerações que pessoas como o Ted existem e mantê-las informadas para que não existam mais casos como o dele.

Enfim, um filme imperdível para quem curte um thriller dramático e histórias baseadas em fatos reais. Vale lembrar que existem vários livros sobre a história de Ted Bundy, sendo um dos mais famosos “Ted Bundy: Um Estranho ao Meu Lado“, publicado no Brasil pela Darkside Books e escrito por Ann Rule (esse livro vale um post só dele porque a história por trás dele é muito bizarra – vocês sabiam que a autora era amiga de Ted e só descobriu que ele era o assassino depois que começou a escrever o livro? Loucura, né?).

Quem aí assistiu Ted Bundy: A irresistível Face do Mal? Conta para gente nos comentários o que você achou!

  • Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile
  • Lançamento: 2019
  • Com: Lily Collins, Zac Efron, Angela Sarafyan, Sydney Vollmer, Macie Carmosino
  • Gênero: Drama
  • Direção: Joe Berlinger

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