Até onde alguém estaria disposto a ir em busca de respostas, em busca de aceitação, em busca de ser vista como algo que — francamente —, nem mesmo ela acha que merece? Até onde destinos ligados em prol de manter seus reinos seguros, realmente os deixa seguros? É isso o que Isla Crown precisará descobrir após ganhar o centenário de Lightlark, quebrando a maldição de séculos, quebrando também, muito possivelmente, seu próprio coração no processo.

Dividida entre suas obrigações como campeã, agora atada à dois povos, ela precisa entender o que realmente sabe e aquilo que se turva em suas lembranças como as sombras bailando no quarto parado como poeira. A escolha sempre presente entre luz e escuridão; nesse caso solidificadas entre Oro e Grim, quase dois lados de uma mesma moeda, duas partes pulsantes de um mesmo coração errante e confuso.
“Ela se recusava a ser a pessoa que menos acreditava em si mesma. Ela se recusava a continuar sendo sua pior inimiga, deixando a própria mente a atrapalhar. Já bastava.”
Em meio à uma possível — e já declarada — guerra; Isla Crown precisa entender seus dons, as mentiras que lhe contaram por toda a vida, mistérios que ainda permeiam as terras de Lightlark como erva daninha. E profecias. E claro, aceitar que ela mesma é muito mais do que acredita ser.
CONFIRA A RESENHA DE LIGHTLARK
Uma mulher condenada a ter mais do que pode lidar, dons e amores. Um homem que passou a viver de verdade mesmo sendo como um raio de sol apenas depois de encontrá-la, e um outro tão mergulhado em escuridão que sua fama o precede como a sombra de um eclipse total.
“ — Eu queria que você pudesse se ver do jeito que eu te vejo. Você nunca mais duvidaria de si mesma.”
“Isla fechou os olhos.
E se tentasse acreditar nele? E se pusesse os pensamentos negativos de lado de uma vez por todas?”
No final, ganha a guerra quem mantiver seu povo à salvo ou seu coração inteiro? Qual o preço justo para vencer? O perdedor está disposto a abrir mão de algo que o âncora à felicidade, à vida?

Uma continuação, como o estigma acompanha, pode ser um prato cheio para o desespero do leitor, em mais de um sentido. Trazendo aquela agonia latente em querer saber o que vem na próxima página, por vezes já ansiosos para o que vem no próximo livro; mas também aquele prato cheio para expectativas nem sempre alcançadas. Aqui, tivemos um pouco dos dois. Uma história com seus altos e baixos, um começo arrastado e um tanto destoante do que a expectativa de Lightlark nos deixou. Trazendo sua real natureza apenas na metade do livro, o que enraíza a sensação de que poderia ser mais curto ou uma trilogia, apenas — a depender de como o terceiro e quarto livros trarão o restante dessa história.
“ — Qual deles?”
Ela abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Seus olhos se moviam pela sala. Com todos flutuando naquele ângulo, ela não conseguia ver seus rostos claramente. Qual deles era? Lágrimas borraram sua visão.”
“ — Isla — disse ele com cuidado, como se estivesse tentando muito se conter. Ele tinha usado seu primeiro nome. — Qual deles fez isso com você?”
“Ela não sabia o que ele faria, ou se queria ser a responsável.
“Está bem. Todos eles, então.”
Ainda assim uma indicação bem bacana pra quem gosta de romantasia com triângulos amorosos, com salpicos de uma guerra iminente entre reinos, traições, profecias, mentiras e memórias perdidas. E claro, uns bichinhos muito fofos… e outros talvez nem tanto.
Uma leitura, apesar de um tanto arrastada até seus 40%, ainda tranquila de levar e construir a curiosidade, torcer por seu casal favorito, e claro, suspirar por um moreno sarcástico com passado confuso. E se permitir torcer por um loiro com sorriso de sol.

- Nightbane
- Autor: Alex Aster
- Tradução: Carol Christo
- Ano: 2024
- Editora: Rocco
- Páginas: 384
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