Título Original: Os Servos do Apocalipse
Autor: Cleiton Machado
Ano: 2014
Editora: Multifoco
Páginas: 98
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Quem se lembra do dia 06/06/06 e do dia 11/11/11? São tantas datas e somas numéricas profetizados pelas antigas escrituras que já cansamos de escutar sobre o fim dos tempos certo?! O Apocalipse é tratado desde as escrituras da bíblia mas até hoje pouco se sabe sobre.
Os Servos do Apocalipse é o livro de estreia do autor nacional Cleiton Machado, mesclado com acontecimentos históricos, com ficção e fatos reais temos uma discussão em forma de história do assunto mais temeroso do mundo. A rotina de Henry Leflour na Universidade de Paris segue normal até a tarde que um homem invade sua classe onde leciona Teologia Medieval. O homem simplesmente entrega a ele um envelope e assim como chegou, parte correndo. Ao dispensar sua turma ele descobre que dentro do envelope há um documento com cerca de mais de 400 anos. 
Além de professor, Leflour também é Pesquisador Teólogo com PHD em Literatura Profética, mas o conteúdo daquele envelope era tão enigmático que ele precisou chamar seu amigo Vicenzo Marchelli, também professor da Universidade e com vasto conhecimento em História Judaica. Juntos descobrem que têm algo de extrema importância em mãos e que deveria ser pesquisado profundamente.

As coisas ficam ainda mais sérias quando, ao saírem da Universidade, descobrem que o homem que havia entregado o envelope à Leflour fora encontrado enforcado nos arredores do campus. Eles já estavam envolvidos demais para voltarem atrás. Guiados com pistas junto com seus conhecimentos, a dupla começa a visitar diversos lugares históricos da França em busca da mensagem secreta por trás do documento. É impossível não ficar aflita com todas as descobertas e ansiosa pelo desenrolar dos fatos, ainda mais quando um grupo de homens passam a persegui-los sem muitas explicações.

Fiz uma breve comparação da obra de Cleiton com os livros de Dan Brown, a trama se forma depois de um assassinato, existe perseguição e muitas mensagens subliminares e codificadas, e eu gostei muito de todas as peças históricas encaixadas. Misturando fatos reais com a ficção criada pelo autor, temos um arco amplo de acontecimentos, deixando o leitor bem livre para sua interpretação. É verdade que muitos mistérios e teorias envolvem o assunto abordado no livro, possibilitando uma infinidade de rumos que a história poderia seguir, mas a alternativa que o autor criou é genial.

O livro é narrado em terceira pessoa, possibilitando um cenário maior e com mais detalhes para os leitores, mas confesso que o excesso de descrições, principalmente para os personagens e alguns lugares foram um tanto exageradas, no meio da leitura, sem querer, eu ficava perdida e perdia o foco do enredo, tendo que reler o parágrafo para ter um melhor entendimento. A existência de referências e termos desconhecidos por mim, leitora leiga no assunto, também fizeram com que a leitura tenha sido um pouco mais complicada, acredito que a presença de um glossário no final do livro tornaria a leitura um pouco mais dinâmica, mas para quem se identifica não encontrará dificuldades. 
Sinceramente, achei a necessidade de uma continuação bem obvia, mas analisando a obra com outros olhos e desvendando os últimos três mistérios do livro, onde descobrimos algo que me fizeram ficar boquiaberta, podemos interpretar como um final possível, encontrando assim, a grande crítica do livro.

Conheça o autor:

Cleiton Machado é escritor, advogado pós-graduado e professor universitário, nascido no interior de São Paulo e domiciliado no Estado de Santa Catarina. Sempre gostou de ocultismo e misticismo, interpretando a Bíblia de forma diferenciada e cética. Sendo agnóstico, frequentou diversas ramificações religiosas para as pesquisas de seus livros e autoconhecimento, desde templos de religiões cristãs, espíritas, pagãs e satânicas.

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