Resenha: Supernova – O Encantador de Flechas

25 abr, 2015 Por Lili Dalpizol

Título Original: Supernova: O Encantador de Flechas

Autor: Renan Carvalho
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 397
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Neste mês de abril, recebi o livro Supernova: O Encantado de Flechas, do autor nacional Renan Carvalho, que é lançamento da Editora Novo Conceito. Sou apaixonada por distopias, fantasias, séries. Quando li que este livro, ou melhor, que a série Supernova era tudo isso, fiquei mega ansiosa para iniciar a leitura. 
A história deste livro I, inicia apresentando o leitor ao mundo do personagem principal, Leran Yandel. Leran é um jovem adolescente, que vive na cidade Acigam. Vive uma vida tranquila, quando comparada com outros moradores da cidade, com a mãe, e a irmã mais nova, Luana. Seu avô, um comerciante, vive no centro da cidade, assim como os demais comerciantes.
Leran está nos dias finais da escola, e está feliz por finalmente acabar esta fase de sua vida. As escolas de Acigam tem matérias bem peculiares, e uma delas é treinamento com arco e flecha, na qual Leran se saiu tão bem, que seu professor resolveu presenteá-lo com um arco e flechas, no seu último dia de aula. 
Acigam é uma cidade muito peculiar. Há anos atrás, o atual rei, Evandro Cadorcia, resolveu fechar as fronteiras da cidade, assim, ninguém entra e ninguém sai da cidade há mais ou menos 15 anos. Além disso, os cidadãos sofrem por uma ditadura implacável, sem ter a quem recorrer, devido ao isolamento em que se encontram. Neste contexto, Leran aprende com seu avô, que é possível o controle de energia através dos elementos, e ele mesmo começa a treinar a sua habilidade, de encantar objetos.

Obviamente, a prática de controle de energia através dos elementos (Terra, Fogo, Água, Ar, Luz e Trevas) é proibida, assim, Le e seu avô, praticam tudo escondidos no porão da loja do Sr. Bretor Yandel (avô de Le). Ao final de um desses dias de treinamento, Sr. Bretor e Le, estão retornando à noite (ignorando o toque de recolher imposto pelo governo) para a residência dos Yandel, quando um ataque inicia bem onde eles estão. De um lado, controladores de energia manipulam os elementos de diversas maneiras, como raios, bombas, correntes de ar entre outros. Já do outro lado, vemos soldados do governo e os Silenciadores

“Até hoje meu avô anda com um pequeno amuleto de ferro preso ao pescoço; pertencia ao meu pai. Ele não o tira por nada. Muitas vezes já o vi olhar para esse objeto, decerto pensando em como as coisas seriam se seu filho ainda fosse vivo, se tivessem feito escolhas diferentes.”

Os Silenciadores fazem parte da elite do exército do governo, e sua principal função é de caçar os considerados magos. Suas poderosas armas tem o poder de anular a manipulação de qualquer energia dos magos. Eles andam com longas roupas pretas, cobrindo as faces com capuzes pretos, deixando a mostra apenas dois pontos amarelos, onde são os olhos. 
Neste primeiro contato de Le com os silenciadores é extremamente traumático. Ele os vê assassinando diversos magos, e ele e seu avô só podem permanecer escondidos, aguardando que o embate termine. Após este dia, o avô de Le, explica que há uma luta acontecendo. Diversos magos, denominados rebeldes, uniram-se e formaram a Guilda. Este grupo tenta especializar-se e estudar mais a fundo a ciência dos elementos para poder combater este governo tirano. 

“Pronto, me ferrei. Ele sabe de tudo: dos encantos, do meu avô, dos rebeldes. Vou ser preso assim que essa conversa acabar. Esse charuto deve ser o início da tortura.” 

Um dia, indo a loja do avô, Le, tropeça em Judra, uma jovem loira de cabelos ondulados, que aparenta doçura e sinceridade. Ambos tornam-se amigos, e logo um pouco mais que isso. Sem poder conversar com ninguém sobre os segredos que sabe, Le não consegue entender como uma guerra pode estar acontecendo, sem que ninguém perceba. Ele logo se convence da veracidade desta informação, quando praticamente todas as lojas do centro são destruídas, uma vez que os maiores magos da cidade são da classe comerciante. 
Logo inicia-se uma árdua batalha entre governo e rebeldes, impossibilitando que Le e sua família continuassem em sua casa, fazendo com que eles unam-se à Guilda. Muitas reviravoltas acontecem, e na medida em que a história vai avançando, somos tomados pela surpresa diversas vezes. 

“E, ao contrário do que eu imaginava, a sensação deste momento não é de paz. É de agonia. A impotência de falecer sem antes terminar o que eu deveria ter feito. Desculpe, Leran.”

Neste livro eu consegui sentir diversas emoções diferentes. Amor, ódio, surpresa, raiva, apreensão, medo, tristeza, felicidade. Fazia um bom tempo que eu não lia uma boa distopia, e ainda com fantasia junto. É um livro único, e que com certeza irá ganhar milhares de fãs. Adorei as ilustrações, isso é realmente raro de se ver, adorei mesmo!

Bem, pontos positivos, eu já listei vários! O único ponto que eu considero negativo, foi que no início da história nos são apresentados muitos detalhes. Coisas muitas vezes desnecessárias, ou que o leitor poderia concluir lendo outras partes, aqui são minuciosamente relatadas. Isso me deixou um pouco aflita no início, mas com o avançar da história, os detalhes foram mais escassos e a história andou bastante.

Um pouco antes da metade do livro, até o final, eu simplesmente não consegui largar o livro. A cada capítulo uma reviravolta daquelas que o leitor fala bem alto “NÃO ACREDITO!”. Eu simplesmente amo livros assim, estou mega ansiosa para o livro 2 “A Estrela dos Mortos”. Só posso parabenizar ao Renan Carvalho por criar tão bem esta história, com todas as suas reviravoltas e surpresas! Não deixem de ler, vocês também vão se apaixonar!

XO, 

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